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5 estrelas que brilharam na MLS

Gabriel Henriques Reis · 3 min

MLS
Foto: MLS

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Recentemente, Neymar, astro do Paris Saint-Germain, teceu declarações no mínimo polémicas, manifestando a vontade de jogar na MLS, principal competição futebolística dos Estados Unidos da América.

Neymar justificou a sua escolha, referindo: “Porquê os Estados Unidos? Primeiro o campeonato é curto, então temos uns três ou quatro meses de férias. Vai dar para jogar por mais vários anos ainda”.

O comissário da MLS, Don Garber, respondeu dizendo: “não precisamos de trazer um jogador de grande nome em final de carreira porque decidiu que se quer reformar na MLS (…) se não vierem aqui para jogar e contribuir de maneira significativa para a nossa liga, e respeitar os adeptos, então não os queremos cá”.

A verdade é que os Estados Unidos da América parecem, de facto, um país para o qual se dirigem diversos craques que fizeram a sua carreira profissional na Europa, ao mais alto nível. A passagem para a MLS, ou qualquer outro campeonato periférico, é inevitavelmente um downgrade do ponto de vista competitivo para qualquer astro. Ainda assim, conseguimos encontrar várias estrelas do futebol mundial que construíram carreiras, ou pelo menos passaram parte delas, na MLS, deixando a sua marca também neste país de forma significativa. Para si, quem não foi aos EUA simplesmente para passar férias, mas sim jogar bom futebol?

5. MAGIA LUSA ENCANTA ORLANDO

Nani (Orlando City SC) – 31 golos em três épocas não parecem números nada maus para um extremo que se dizia desacreditado do futebol. A passagem pelos Estados Unidos da América até ajudou o português, que em certo momento chegou a estar em destaque como possível convocado por Fernando Santos, anos depois de ter deixado de ser chamado. Brilhou, e bem, em Orlando, assumindo-se como a principal figura da equipa e uma das mais importantes da Liga enquanto por lá passou.

4. VETERANO SUECO DEIXOU SAUDADES

Zlatan Ibrahimović (LA Galaxy FC) – O que passa em Los Angeles… não fica em Los Angeles. E Zlatan certamente deixou a sua marca, inegavelmente. Definitivamente o sueco não veio passar férias, já com 35 anos de idade, o mítico avançado somou 53 golos (!) em em 58 partidas. Em 2019 teve tantos golos como jogos disputados. Incrível a forma que mantêm em idade tão avançada. De facto, a MLS era uma liga demasiado fácil para ele.

3. REI EM LONDRES, IMPERADOR EM NOVA IORQUE

Thierry Henry (Ney York Red Bull) – Um dos primeiros grandes nomes do futebol internacional a seguir caminho para a MLS, foi Thierry Henry. O francês foi rei e senhor em Londres e entra nesta lista, principalmente pela era que marcou, por se ter transferido de Barcelona para os EUA, quando não era hábito craques do seu nível o fazerem. Passou cinco épocas nos New York RB, acumulando 135 partidas, tendo contribuindo com 49 golos. Além dos registos estatísticos, deixou uma marca que não se esgotava dentro das quatro linhas, indo muito fora delas.

2. TALENTO PURO ITALIANO

Sebastian Giovinco (Toronto FC) – Foram quatro épocas de grande valor do craque italiano, no Toronto FC. Este é um daqueles jogadores que saiu ainda no seu “prime”, quando ainda atuava em bela forma pela Juventus. Quem se lembra dele, lembra de um craque que brilhava, não só em golos ou assistências, mas que entretinha, e bem. Era bom demais ver Giovinco jogar, aliás, é. A passagem por campeonatos periféricos não lhe retirou talento, pelo contrário, até o realçaram ainda mais. Um craque!

1. SANGUE MEXICANO DE LOS ANGELES NA MLS

Carlos Vela (Los Angeles FC) – Depois de seis épocas de enorme nível na Real Sociedad, nada fazia prever que o mexicano Carlos Vela saísse diretamente para a MLS, em 2017/18. Mas a verdade é que foi, e por lá se manteve até aos dias de hoje. Agora, com 32 anos de idade, continua a ser uma das figuras da Liga, confirmando a enorme qualidade que já lhe era reconhecida. Em 2019 Carlos Vela apontou 38 golos e 11 assistências em 36 jogos. Um autêntico MVP! Às quatro temporadas que por lá passou, soma 66 golos e 28 assistências. Um mago com sangue latino que veio para ficar na principal competição norte-americana.

Gabriel Henriques Reis

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