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5 guarda-redes com uma carreira na sombra do banco

João Pedro Gonçalves · 3 min

5 guarda-redes com uma carreira na sombra do banco
Foto: AC Milan

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A posição de guarda-redes é por vezes um bocado ingrata. Entre outros motivos para tal, por norma as equipas optam por ter no plantel por menos três guardiões disponíveis, sendo que só há espaço para um subir ao relvado. Esta situação, que é normalíssima no futebol, trouxe também uma certa “normalidade” a esta seleção de jogadores que passaram grande parte da carreira na sombra do banco de suplentes, e que até defendem ou defenderam emblemas com alguma pujança europeia.

É uma escolha que privilegia a idade e o número médio de jogos por época, atendendo ainda que todos somaram temporadas sem qualquer encontro somado. Neste lote ficam de fora ainda guarda-redes reconhecidos – Ulreich, Adán, Sergio Romero, Vorm, Caballero, Ozcan – mas que apesar de tudo apresentam números mais favoráveis aos que se seguem.

5.


Antonio Donnarumma – Ser o irmão mais velho nem sempre é fácil, que o diga Antonio Donnarumma. O guardião italiano de 30 anos vai na terceira época pelo AC Milan, e soma no total três jogos e zero golos sofridos. Em dez temporadas como profissional, o guarda-redes somou 98 partidas, o que dá uma média de 9,8 jogos por época. Para a média em muito contribui a permanência por um ano no FC Bari 1908 e no AS Gubbio 1910 – passagem em ambos na segunda divisão italiana – e ainda no P.A.E. Asteras Tripolis. No conjunto dos três emblemas, Donnarumma somou 89 jogos, o que significa que o número 90 rossoneri tem nove partidas nas restantes sete temporadas – em três épocas não saiu do banco de suplentes -.


Max Grün – Formado no FC Bayern Munique, o guarda-redes alemão até foi uma das principais caras da baliza do SG Fürth 1903 nas primeiras quatro temporadas como profissional. A mudança para o VfL Wolfsburg FGH significou uma transferência também para o banco de suplentes a partir de 2013/2014. No Volkswagen Arena, Max Grün somou 12 partidas em cinco temporadas. Nestes dois últimos anos, o alemão andou pelo SV Darmstadt 1898 e pelo Borussia VfL 1900 Mönchengladbach e somou zero minutos. Pegando na calculadora, nestas últimas sete épocas, o atleta de 33 anos somou 12 jogos, o que perfaz 1,7 jogos por temporada. Em quatro anos não registou qualquer partida, contudo no seu palmarés consta uma Supertaça Alemã e uma Taça Alemã… nada mau.


Jessy Moulin – Vamos ser práticos. Em 15 temporadas, Moulin fez 38 jogos. Com 34 anos e com passagem pelos escalões inferiores franceses, o atual guardião do AS Saint-Étienne tem uma média de 2,5 jogos em toda a carreira por época, sendo que tem seis temporadas no currículo onde não se contabiliza qualquer jogo. Curiosamente, 2019/2020 tem sido o ano mais produtivo a par de 2016/2017 ao subir ao relvado por dez vezes.


Tommaso Berni – É talvez o caso mais conhecido quando falamos de “guarda-redes sombra”. Berni soma 120 jogos em 20 temporadas, o que dá uma média de seis jogos por época. Em 11 anos, o jogador de 37 anos não somou qualquer partida, sendo que, a última vez que foi a jogo foi na temporada de 2012/2013. O guardião italiano tem uma passagem por Portugal, mais propriamente no SC Braga em 2011/2012, onde somou cinco partidas.

1.


Rubinho – Abandonou os relvados em 2018. O brasileiro somou 236 jogos nas 18 épocas da sua carreira – 13 jogos por temporada – sendo que, nos últimos sete anos de carreira, o antigo guardião do Vitória FC – em 2005/2006 vestiu a camisola dos sadinos por 16 vezes – somou apenas seis encontros, ou seja, 0,85 partidas por época. O internacional pelas camadas jovens canarinhas apresenta, contudo, um palmarés bem recheado. Foi na Juventus FC que Rubinho alcançou grande parte dos troféus, mas em toda a carreira o guardião conquistou um Campeonato do Mundo de Clubes – pelo SC Corinthians -, um Mundial Sub-17, quatro Ligas Italianas, duas Taças Italianas, três Supertaças Italianas e uma Copa do Brasil.

João Pedro Gonçalves

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