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5 jogadores que ainda não “explodiram” em 2021/22

João Pedro Barbosa · 4 min

Foto: Paris Saint-Germain FC

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A temporada já vai a meio e a vida não corre de feição a todos os jogadores. Os motivos podem ser variados para que uma época corra mal, ou teime em endireitar. Problemas físicos e adaptação são por norma aqueles que mais se sobressaem, sendo que, neste “top”, todos têm algo em comum, trocaram de clube no mercado de verão.

São apenas cinco jogadores, mas certamente que poderiam ser mais. É uma mão cheia de atletas que tiveram épocas fantásticas na sua carreira e que em 2020/2021 prometeram muito para a temporada atual, mas que, após a transferência, acabam por estar muito aquém do esperado.

5. O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita

Saúl Níguez – Foi quase uma história, pelos maus motivos, do último mercado de verão. Com a transferência fechado no limiar do tempo, já, na altura, se devia ter percebido que era um sinal para o que vinha na temporada. Saúl Níguez tem tido imensa dificuldade para encontrar o seu espaço na equipa e explanar toda a sua qualidade.

Esta temporada leva apenas 14 jogos e nenhuma assistência ou golo pelos “blues” – o Chelsea FC já realizou 37 jogos esta época-, em todas as competições, e um total de 696 minutos. Feitas as contas, dá uma média de 50 minutos de utilização nessas (poucas) 14 partidas. Depois de épocas de grande qualidade em Espanha e com muitos jogos, a aventura no Chelsea FC não está a correr bem e ficar em Inglaterra é uma realidade bem distante. O médio perdeu, inclusive, o espaço na seleção espanhola.

4. Isto dá um jogo por mês

Sergio Ramos – Com total confiança que o espanhol vá ler este artigo, é desmotivante colocá-lo neste lote quando fez o primeiro tento em França, no último jogo. Mas factos, são factos. Os problemas físicos têm sido um verdadeiro pesadelo para o espanhol e têm atrasado a sua “afirmação” em solo francês. Com 35 anos, o defesa vê as lesões que o assolaram já na temporada passada a virem consigo para o Paris Saint-Germain FC.

Nestes cinco meses de competição, Sergio Ramos tem cinco jogos, um golo, e um cartão vermelho. São 283 minutos no total, isto é, 57 minutos em campo por cada uma das partidas em que participou. Por muito que custe a dizer, o central tem sido um flop na atual temporada.

3. Nascido em Londres, os ares de Manchester não fazem bem

Jadon Sancho – O dado não deixa de ser curioso. Apesar de no total dos minutos somados na Liga inglesa estar abaixo do esperado, isto é, dez jogos e meio feitos, num total de 22 jornadas, Sancho foi o jogador com mais oportunidades de golo criou sem somar uma assistência. Mas números são números, e a verdade é que nos 23 jogos totais da temporada – média de 54 minutos por jogo – o extremo soma apenas dois golos e algumas exibições apagadas.

A magia do internacional inglês nascido em Londres tarda em aparecer e explodir em Manchester. Foi visto no verão como uma das peças fundamentais para esta temporada do United, mas ainda não está no seu melhor nível e tem feito muita falta à turma onde joga Ronaldo. Este é também um problema de equipa, onde vimos alguns jogadores com muitas dificuldades em explanar as qualidades.

2. Não se volta a uma casa onde (não) se foi feliz

Romelu Lukaku – O avançado tem se tornado uma dor de cabeça para o Chelsea FC. Depois de duas épocas magníficas em Itália, o belga ainda não se encontrou com o seu melhor futebol em Inglaterra. Polémicas de parte, Lukaku parece, por vezes, uma peça a menos no 11 dos “blues”.

Nos 24 jogos pelo emblema londrino, o ponta de lança soma um golo a cada 200 minutos em campo – oito tentos no total-. Muito desta dificuldade em explodir em Inglaterra, prende-se também com o facto de o jogador não encaixar no modelo da equipa, e a equipa acabar por perder capacidade de jogar com Lukaku em campo. O investimento foi muito grande, mas o retorno não parece que vá ser de grande valor.

1. Não é o Messi que conhecemos

Lionel Messi – A fasquia para Messi e para Ronaldo são claramente distintas dos restantes jogadores. Os números não são maus para um jogador “banal”, seis golos e quatro assistências em 17 partidas. A verdade é que toda a magia do astro argentino não tem aparecido em campo e os adeptos franceses esperariam muito mais do avançado.

Na Liga dos campeões é onde o jogador tem mostrado mais serviço, independentemente da forma como tem marcado os golos. São cinco partidas, cinco golos. Na Liga francesa, 12 jogos, uma média de 74 minutos de utilização por jogo, um golo e quatro assistências. Messi não tem tido a preponderância que se desejava na equipa, também porque vai tendo uns problemas físicos e teima em explodir esta época.

João Pedro Barbosa

Redação Bola na Rede · ver artigos