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Já de há uns bons anos para cá que Portugal se tem revelado um santuário de jovens jogadores que evidenciam grande potencial e mostram ser capazes de dar cartas na competição ao mais alto nível. Sejam eles nascidos e criados em terras nacionais ou vindos do estrangeiro, a verdade é que muitos clubes portugueses têm a capacidade de potenciar ainda mais essas jovens promessas e de dar aos jogadores bases sólidas para a progressão numa carreira de sucesso. Esta é uma questão inegável e se assim não fosse, Portugal não teria tanto êxito nas seleções das camadas jovens como aquele que hoje é mundialmente reconhecido.
Mas se por um lado temos algumas das melhores formações do mundo, por outro não nos podemos esquecer que somos um país vendedor, sem a capacidade financeira de outros tubarões europeus e que por isso somos, ano após ano, quase que “obrigados” a vender os maiores ativos que acabam por ir para equipas de topo. Recordemo-nos, por exemplo, dos casos de Renato Sanches ou de João Félix que, após uma grande temporada ao serviço dos encarnados, foram imediatamente vendidos para dois dos melhores clubes do mundo.
Mas se por um lado há estes que saíram depois de terem provado o seu verdadeiro valor, também há aqueles que, embora com carreiras de grande sucesso no estrangeiro, acabaram por ser tiros no escuro, uma vez que poucas ou nenhumas provas tinham dado em Portugal. Assim, fazemos uma lista de cinco jogadores que passaram pelo futebol português, mas que acabaram por se revelar no estrangeiro, sendo hoje nomes incontornáveis da história do futebol mundial.
5.
Luís Fabiano – O brasileiro foi um dos grandes pontas de lança deste século do seu país. Nascido em 1980, foi através do Stade Rennais FC que chegou à Europa, ainda que não tenha sido muito utilizado. Em 2004, vindo novamente do seu país natal, foi para o F.C.Porto onde ficou uma época e marcou apenas três golos. No ano seguinte foi transferido para o Sevilha FC, clube onde mais brilhou em solo europeu, marcando 107 golos em 228 partidas. Mais tarde regressou ao Brasil, para o São Paulo, clube que representou por mais quatro temporadas. Para além deste belo currículo, Luís Fabiano obteve conquistas coletivas importantes, das quais se destacam as duas Ligas Europa, a Copa América, o Mundial de Clubes e a Supertaça Europeia.
4.
Sabias? 🤔 Além disso, Pauleta nunca jogou na primeira liga portuguesa. #Canal11 #FutebolEmPortuguês pic.twitter.com/E6MAmpP8zH
— Canal 11 (@Canal_11Oficial) June 30, 2020
Pedro Pauleta – O Ciclone dos Açores é um dos melhores pontas de lança da nossa história. Antes de chegar ao Estoril Praia, último clube português onde jogou, Pauleta já havia representado quatro clubes em Portugal, todos eles de escalões secundários. Em 1996 teve a sua primeira experiência em solo estrangeiro, quando transferido para o Salamanca CF UDS onde marcou 34 golos em 74 partidas. Passados dois anos foi para o RC Deportivo Da Corunha e só depois envergou na experiência do futebol francês, onde tanto de destacou. Depois de três temporadas no FC Girondins de Bordeaux chegava a Paris para representar o Paris Saint-Germain FC, onde acabaria por viver os melhores anos da sua carreira. Foram 109 golos marcados em 211 partidas disputadas durante as cinco temporadas em que representou o clube, cuja história terá o seu nome bem presente. Pauleta terminou a sua carreira sem qualquer jogo na Primeira Liga Portuguesa.
3.
Que tal fazerem regressar o Thiago Silva, @FCPorto? 🥺 pic.twitter.com/bwq8qDJgC4
— 𝐃𝐫𝐚𝐠ã𝐨 𝐍𝐞𝐰𝐬 🇸🇻 (@DragaoNews1893) August 14, 2020
Thiago Silva – Esta é uma realidade que poucos conhecem, mas a verdade é que o experiente central brasileiro já jogou em Portugal, quando representou a equipa B do F.C.Porto, emprestado pelo FK Dínamo Moscovo. Não se conseguiu afirmar e regressou para o Brasil onde representou o Fluminense FC. Passadas três temporadas regressaria à Europa, desta vez para Itália, para representar o A.C.Milan onde se começou a afirmar como um dos grandes defesas centrais do mundo. Em 2012 chegou ao Paris Saint-Germain FC, clube onde esteve durante oito épocas e onde deixou a sua marca bem visível e conhecida por todos os adeptos do futebol. Na mais recente janela de transferências rumou ao Chelsea FC, onde, já com 36 anos, poderá encerrar aquela que foi uma das maiores e mais conhecidas carreiras no futebol europeu.
2.
João Cancelo – Um dos grandes talentos da formação do S. L. Benfica que não foi devidamente aproveitado. O defesa direito apenas realizou duas partidas na equipa A dos encarnados, antes de rumar ao Valência FC, onde se começou a mostrar ao mundo do futebol. Três anos mais tarde foi transferido para o Inter de Milão e logo no ano seguinte foi comprado pela Juventus FC, onde teve a oportunidade de fazer parelha com o seu compatriota Cristiano Ronaldo. Passado um ano foi novamente transferido, desta vez para o Manchester City FC de Guardiola, clube que atualmente representa. Ainda que com a forte concorrência de Kyle Walker e apesar de não ser um dos jogadores indiscutíveis do símbolo inglês, Cancelo é, com 26 anos de idade, um dos melhores laterais direitos da atualidade.
1.
Bernardo Silva – Um dos jogadores mais acarinhados pelos adeptos de todo o mundo, especialmente pelos do S. L. Benfica. Para além de ter um perfil humilde e descontraído que faz com que toda a gente goste dele, também dentro de campo Bernardo é um exemplo a seguir. Tal como Cancelo, este foi também um talento desperdiçado pela direção dos encarnados e um dos maiores erros de casting da carreira de Jorge Jesus. Apenas realizou três partidas na equipa A e foi mais tarde transferido para o AS Mónaco FC, onde brilhou essencialmente na época de 2016/17, quando a sua equipa atingiu as meias finais da Liga dos Campeões. No ano seguinte foi transferido para o Manchester City FC e tem sido uma peça bastante importante na manobra de Pép Guardiola que em mais do que uma ocasião lhe teceu rasgados elogios. Com 26 anos de idade Bernardo Silva é um dos melhores do mundo na sua posição e um dos melhores jogadores portugueses da atualidade, fazendo parte de uma geração recheada de talento e que certamente ainda nos dará muitas alegrias.
Artigo revisto por Joana Mendes













