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Já todos sabem que, na presença de um Mundial, é normal que os clubes liguem o radar máximo à procura de um novo tesouro. É lá que habita o auge do futebol. E por isso, encontrar qualidade não é difícil. O difícil é apanhá-la e meter dentro do seu barco. Neste artigo, abordaremos cinco jogadores que, antes da prova, podiam não ser tão reconhecidos e agora estiveram em destaque, aumentando as possibilidades de dar o salto.
Resta salientar que Cody Gakpo, por já ter sido contratado pelo Liverpool, e Enzo Fernández, pela novela com o Chelsea FC, não entraram na lista por estes motivos. Caso contrário, estariam de certeza.
5. Dominik Livakovic (Guarda-Redes, Croácia)
A esta hora deve estar na cabeça de muitos diretores desportivos. Na competição de futebol mais importante do Planeta, foi o guarda-redes com mais defesas (24), mais defesas num só jogo (11 contra o Brasil) e mais penáltis travados (4). Na fase de grupos, mostrou ser competente e sólido, concedendo apenas um golo. Nas eliminatórias, foi um monstro. Se já podia ir satisfeito para casa depois do que fez podia, mas quis mais. Quis ser herói e foi. Tanto contra a surpresa Japão como os poderosos e candidatos ao título, Brasil.
4. Sofyan Amrabat (Médio Defensivo, Marrocos)
Disciplina, esforço e eficácia. Três características que tanto se podem aplicar ao estilo de jogo de Marrocos como a Sofyan Amrabat. O médio de 26 anos foi crucial no plano de Walid Regragui, especialmente, pelo seu contributo defensivo (recuperação/corte). Só três jogadores efetuaram mais cortes que ele (16) neste Mundial, sendo que um deles trata-se do seu compatriota Hakimi. No ano passado, esteve associado ao Tottenham HFC. Depois da barbaridade que jogou, conseguirá a Fiorentina mantê-lo?
3. Azzedine Ounahi (Médio Centro, Marrocos)
Começou o ano de 2022 sem quaisquer internacionalizações. Em 2023, está a ser monitorizado por alguns dos maiores clubes europeus depois de uma atuação soberba no Mundial. Segura muito bem o esférico (apenas perdeu a posse sete vezes em toda a prova), foge facilmente à pressão com um bom drible em espaço curto, lança contra-ataques e ainda sabe defender (30 recuperações de bola no Mundial e driblado somente duas vezes). “Madre Mia! De onde é que este miúdo veio?”, questionou um Luis Enrique impressionado à semelhança da maioria de nós. A jogar assim não continuará muito tempo no Angers.
2. Alexis Mac Allister (Médio Centro, Argentina)
É verdade que, antes do Mundial, o Brighton renovou o seu contrato até 2025 e já comunicou que permanecerá pelo menos até ao final da temporada. Porém, não se descarta a possibilidade de eventualmente sair para um grande clube, ainda para mais quando teve uma forte influência no meio-campo da Seleção que ganhou o Mundial e a lista de interessados, a par da quantia de dinheiro, crescem.
Depois da Argentina perder o jogo inaugural, a entrada de Mac Allister no 11 titular foi uma das alterações efetuadas. Acabou por ser jogador-chave, especialmente contra a Polónia e na final com a França – onde registou uma assistência, nove cortes, três interceções, 12 bloqueios de passe (mais que qualquer jogador) e 89% de eficácia de passe.
1. Josko Gvardiol (Defesa Centro, Croácia)
Muitos já esperavam o que poderia oferecer no Mundial e já estava associado a uma grande mudança, como o Chelsea FC. Pode ter 20 anos no registo civil, mas já é um veterano a jogar à bola. Destaca-se pela sua versatilidade no eixo defensivo (rapidez, agressividade, antecipação e forte no ar) e como contribui ofensivamente pelos seus passes certeiros e condução segura. É uma questão de tempo até dar o salto que merece.









