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Entre gigantes que querem voltar aos títulos, clubes que têm desapontado nas últimas temporadas e projetos que almejam lutar por objetivos mais ambiciosos, são muitos os clubes europeus que precisam de algum investimento neste mercado de verão.
Nesta lista estão cinco desses casos, alguns a necessitar de mais soluções de qualidade e outros a pedir uma reestruturação quase completa do plantel.
5.
🗣 Der neue Coach im Interview: Marco #Rose zu Gast bei Nobby Dickel! pic.twitter.com/VEPzMRb0hM
— Borussia Dortmund (@BVB) July 13, 2021
BVB Dortmund – Quebrar a hegemonia do FC Bayern Munich é o grande objetivo do novo treinador do BVB Dortmund, Marco Rose. O alemão de 44 anos tem um plantel jovem e entusiasmante à sua disposição, mas necessita de alguns retoques e de mais experiência para conseguir rivalizar com o clube da Baviera.
Posições críticas
Ao contrário dos restantes plantéis desta lista, o problema do BVB Dortmund não se prende com um setor a precisar de uma melhoria urgente. Assim, o único movimento mais crítico que a direção do clube deve tomar é o de substituir Jadon Sancho. A boa notícia é que o Manchester United FC pagou cerca de 80 milhões de euros pelos serviços do inglês, que podem agora ser investidos noutro(s) jogador(es).
Posições a melhorar
Defesas centrais – Matts Hummels é o chefe da defesa e Manuel Akanji vem motivado depois de um bom Campeonato da Europa. No entanto, o BVB acaba por estar refém da boa forma destes dois jogadores, uma vez que Zagadou não oferece as mesmas garantias. Sem dúvida, uma posição a reforçar.
Meio-campo – O grande problema do meio-campo do BVB Dortmund é a irregularidade. Emre Can, Thomas Delaney, Dahoud e Brandt são excelentes jogadores, mas têm em comum a tendência para ter picos de menor forma ao longo da época e alguma apetência para lesões. Witsel é o elemento mais confiável no meio-campo e há também o inglês Bellingham a apontar à titularidade. Ainda assim, não seria mal pensado trazer mais uma opção.
Ponta-de-Lança – Claro que não está em causa a qualidade de Haaland, que, caso fique no clube de Dortmund, é o óbvio titular. Falta, isso sim, um substituto direto ao norueguês. Moukouko é ainda muito jovem e Steffen Tigges demasiado curto.
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😄💛 Boa disposição na alcateia! 🐺⚽️ pic.twitter.com/h2RbcMk3gm
— Wolves Português (@WolvesPRT) July 13, 2021
Wolverhampton Wanderers FC – Depois de três épocas em crescendo, o Wolverhampton Wanderers FC passou momentos de maior dificuldade em 2020/2021. O clube sentiu a saída de jogadores importantes, como Diogo Jota e Matt Doherty, bem como a lesão que afastou Raúl Jimenez dos relvados por vários meses. A profundidade do plantel foi a causa principal para uma época modesta, e, para voltar aos lugares cimeiros da tabela, é preciso dar mais e melhores armas ao novo técnico, Bruno Lage.
Posições críticas
Defesas centrais – Para o centro da defesa, Bruno Lage só conta com dois nomes capazes de assumir a titularidade: Conor Coady e Willy Boly. O marroquino, Romain Saiss fez a posição durante grande parte da última época, mas não é central de raiz. Para já foi contratado, o jovem colombiano, Yerson Mosquera, que dificilmente vai agarrar o lugar a curto prazo. Trazer um central com bagagem de Liga inglesa deveria ser uma das prioridades dos responsáveis dos “Wolves”. James Tarkowski, do Burnley, é um dos nomes apontados.
Meio-campo – A falta de opções no plantel é ainda mais vincada nesta zona do terreno. Dendoncker e Saiss fecham a posição mais recuada do triângulo, mas a partir daí há um problema para Lage. A permanência de Rúben Neves é cada vez mais improvável e a de João Moutinho não é garantida. Sobra apenas Morgan Gibbs-White. Mesmo que Vitinha regresse do FC Porto, os “Wolves” continuam a precisar de um ou dois nomes para rechear o setor. Caso Neves saia, passa a ser urgente contratar um médio de nível semelhante ao português.
Ponta-de-lança – Fábio Silva tem imenso potencial, mas ainda está “verde” para a exigência da Liga Inglesa, sobretudo como ponta lança titular. É certo que Raúl Jimenez já se treina com o plantel, mas não sabe quando e como vai regressar. Depois do fracasso de Willian José, o Wolverhampton necessita de procurar um avançado que garanta algo perto dos 20 golos por época.
Posições a melhorar
Extremos – Com a chegada de Francisco Trincão ao clube inglês, o setor parece fechado. Para além do ex-SC Braga, há ainda Pedro Neto, Adama Traoré e Podence. No entanto, caso o espanhol saia do Moulineux, Bruno Lage passa ter mais uma lacuna para colmatar.
3.
⌚️ 21:34 horas
✅ Finaliza el entrenamiento vespertino del equipo. Doble sesión y más de cinco horas y media de trabajo para el equipo 💪🏻🦇
¡Mañana más! #JuntsAnemAMUNT pic.twitter.com/8HgGF1YF42
— Valencia CF 🦇🍊🌊 (@valenciacf) July 13, 2021
Valencia CF – A última época ficou registada como uma das piores da história recente dos “che”. O 13º lugar na Liga – a pior classificação desde 1988 – foi reflexo da gestão horrorosa do empresário Peter Lim e restante direção. Os adeptos viram alguns dos titulares e referências do clube a sair por quantias muito abaixo do seu valor, numa época em que o clube esteve perto dos lugares de descida até às últimas jornadas. A contratação do técnico José Bordalás abre portas a uma nova fase, mas num plantel onde apenas a baliza parece bem entregue (luta entre Cillessen e Jaume Domenech pela titularidade) o ex-Getafe vai precisar de alguns reforços se quiser ser um candidato à Europa.
Posições críticas
Defesas laterais – Nas alas a situação é complexa. À direita, a saída de Daniel Wass está iminente e sobram Thierry Correia e Piccini. A estadia do português em Valencia tem sido marcada por erros e uma inconsistência exibicional e a do italiano pelas lesões. Desde a saída de João Cancelo, em 2017, que ninguém se consegue impor nesta posição e é necessário um lateral direito de grande qualidade superior ao que existe.
Já na ala esquerda, tudo depende da continuidade de José Gaya, uma vez que Toni Lato não parece dar garantias para assumir a titularidade; se o internacional espanhol sair, passa a ser urgente contratar um novo defesa-esquerdo.
Meio-campo – Estará aqui a maior dor de cabeça dos valencianos. Uros Racic, Carlos Soler, Lee Kang-In e o jovem Koindredi são os únicos médios de raiz. José Bordalás terá dois dos seus ex-pupilos do Getafe debaixo de olho: Mauro Arrambarri e David Timor. O jornal Marca aponta ainda, o colombiano, Jefferson Lerma. Três nomes que podiam trazer qualidade, mas que por si só não resolvem os problemas. Se o Valencia aspirar mais do que o meio da tabela, será preciso um investimento considerável.
Ponta-de-lança – Maxi Gómez parte na frente para ser titular, mas os 18 golos em duas épocas no clube do Mestalla não enchem o olho. Como opção, só há Ruben Sobrino, cujos números são ainda mais modestos. Trazer um verdadeiro goleador é fundamental para dar mais poder de fogo a um ataque que, na época passada, muito dependeu da veia goleadora de Carlos Soler.
Posições a melhorar
Defesas centrais – Com a chegada de Omar Alderte, do Hertha BSC, os “che” ficam com quatro centrais. Para além do paraguaio, há Gabriel Paulista, Hugo Guillamón e Diakhaby. Um quarteto interessante, mas que não tem um verdadeiro “patrão”.
Ataque – O dossier Gonçalo Guedes vai ditar o investimento que o Valencia pode fazer no mercado. Para além do português, há Cheryshev, Jason, Manu Vallejo e Yunus Musah. Mais uma vez, opções interessantes, mas curtas para almejar o top-4. O dinamarquês, Martin Braitwhite, é um dos apontados pela imprensa espanhola.
2.
📍 Easter Road
Back in yellow 💛 pic.twitter.com/0AGZQ8sbfW
— Arsenal (@Arsenal) July 13, 2021
Arsenal FC – Mais uma época, mais uma desilusão para os adeptos do Arsenal FC. Pelo segundo ano consecutivo, os londrinos terminaram o campeonato no oitavo lugar e nem sequer vão jogar as competições europeias em 2021/2022. Há muito que o plantel dos “Gunners” está uns furos abaixo da dimensão do clube e a nova época pode ser uma boa oportunidade para uma restruturação.
Posições críticas
Defesas centrais – Longe vão os tempos de Tony Adams ou Sol Campbell. O centro da defesa do Arsenal tem jogadores de qualidade, mas nenhum capaz de impor respeito aos avançados dos rivais. Gabriel Magalhães é o mais promissor, enquanto Rob Holding, Calum Chambers e Pablo Marí parecem ter chegado ao pico das suas carreiras, sem se tornarem verdadeiras referências. Ainda há os jovens Saliba (que pode ser emprestado de novo) e Omar Rekik. É urgente investir em pelo um central que seja capaz de se assumir como patrão da defesa. Os alvos Ben White e Tilo Kehrer seriam adições interessantes ao plantel.
Meio-campo – A questão do meio-campo em muito se assemelha à dos centrais. Há bons jogadores no clube, mas as opções estão abaixo da concorrência. Thomas Partey parece ser o único nome óbvio para a titularidade. Em sentido contrário, Xhaka e Torreira estão próximos da saída. Também há os jovens Joe Wilock e Smith-Rowe e o egípcio Mohamed Elneny. No geral, tudo muito curto para um clube que quer regressar à Liga dos Campeões. Rúben Neves, James Maddisson e Odegaard são os jogadores apontados, e que jeito fariam.
Posições a melhorar
Lateral direita – Cédric Soares é um lateral competente, mas parece pouco para assegurar a posição durante a época. Com a iminente saída de Bellerín urge procurar um concorrente ao defesa português.
Guarda-redes – Também aqui há uma questão de concorrência. Bernd Leno deverá ser o titular, mas falta um suplente à altura. Para já, só há o islandês Runar Runarsson.
Extremos – Nesta posição os “Gunners” estão dependentes do que os seus jovens jogadores conseguem fazer. Pode até chegar, mas não faria mal contratar um jogador mais experiente e que desse garantias a curto prazo. O brasileiro Willian já não é esse jogador.
1.
📸 Tre scatti dell’allenamento di questa mattina 💪#ASRoma pic.twitter.com/0j9EGGQiBH
— AS Roma (@OfficialASRoma) July 12, 2021
AS Roma – Para o clube italiano não é uma questão de melhorar o plantel, mas sim de o adequar aos objetivos mais ambiciosos que a chegada de José Mourinho apregoa. O grupo atual seria mais que suficiente para lutar pela Europa, mas se os romanos querem voltar aos títulos terão de dar mais e melhores opções ao técnico português. O plantel romano precisa de um aprimoramento geral, que acrescente jogadores de classe mundial às várias posições do terreno.
Posições críticas
Defesas centrais – Entre Gianluca Mancini, Roger Ibanez e Kumbulla há muito potencial no centro da defesa romana. No entanto, sabe-se que José Mourinho gosta de ter pelo menos um central da sua estreita confiança. Chris Smalling não é esse jogador e a AS Roma deve desembolsar para conseguir alguém ao nível de jogadores rivais como Chiellini, Bonucci ou Skriniar.
Meio-Campo – Tal como no centro da defesa, também aqui há opções de qualidade, como Cristante, Veretout ou Lorezon Pellegrini. Para além de Nicolo Zaniolo, que voltou aos treinos depois de duas lesões graves. No entanto, o nível geral ainda está uns furos abaixo de outros clubes. Contratar um médio-defensivo e um rechear as posições mais avançadas do centro do terreno são passos a tomar.
Ataque – Edin Dzeko é um ponta de lança para a luta pelo título, mas as boas notícias ficam por aí. Nem Carles Perez, nem Borja Mayoral têm convencido os adeptos a cem por cento e El Shaarawy sempre se pautou por alguma irregularidade. Faltam jogadores de mais qualidade para as alas e um substituto mais convincente para Dzeko.
Posições a melhorar
Guarda-redes – O guarda-redes titular está fechado com a contratação de Rui Patrício. Falta agora um subsituto que dê mais garantias que o brasileiro Daniel Fuzato, já que a continuidade de Robin Olssen é improvável.
Lateral esquerdo – Tudo por culpa da lesão de Spinazzola. O ex-FC Porto Alex Telles tem sido o nome apontado com mais insistência nos últimos dias.













