Última horaReal Madrid de José Mourinho sorri: Vários gigantes na luta por jovem promessa que já escolheu a sua preferência
Publicidade

CR Flamengo 3-1 Al Hilal SFC: Show de Bruno Henrique e bilhete para a final garantido

Frederico Seruya · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O Flamengo de Jorge Jesus está na final do Mundial de Clubes, depois de vencer os sauditas do Al Hilal por 3-1. No Khalifa International Stadium, o Al Hilal adiantou-se primeiro por Al Dawsari mas o Flamengo deu a volta ao resultado com golos de Arrascaeta, Bruno Henrique e um autogolo de Albulayhi. A equipa de Jorge Jesus garantiu a presença na final do próximo sábado e espera agora pelo desfecho da meia-final entre Liverpool e Monterrey para saber quem irá defrontar.

Para este jogo, a equipa de Jorge Jesus manteve a saída a jogar a três, com Arão a descer e a surgir ao lado dos centrais Rodrigo Caio e Pablo Mari, e os laterais a oferecerem profundidade à equipa. Talvez por ser expectável que o Mengão começasse a construir desta forma, o Al Hilal conseguiu anular bem a saída a jogar do adversário e o Flamengo apresentou dificuldades em manter a bola na sua posse nos primeiros minutos. A equipa saudita assumiu então a iniciativa de jogo e chegou com frequência à área adversária, com o seu jogo a passar todo pelos pés de Carlos Eduardo, ex-FC Porto.

Apesar do maior domínio do Al Hilal, o primeiro lance claro de golo surgiu aos 15’ dos pés de Gerson, numa recarga após saída em falso de Al Muaiouf. A bola passou a centímetros da baliza e colocou em sobressalto a equipa saudita, que não demorou a responder. No minuto seguinte, Al Dawsari surgiu na cara de Diego Alves mas o guarda-redes do Flamengo foi enorme e negou o golo com uma grande mancha. No seguimento da jogada, Gomis atirou por cima quando tinha a baliza escancarada.

Dois minutos depois, repetiram-se os intervenientes do lance anterior mas o destino ditou que a “sorte” trocasse de lado: Al Dawsari surgiu bem no coração da área a rematar para o fundo das redes, sem hipótese para Diego Alves. O Al Hilal chegou ao golo com alguma justiça, numa jogada em que o ex-Benfica Carrillo movimentou-se para dentro e arrastou a defesa com ele, permitindo a Al Burayk surgir solto no corredor direito para assistir Al Dawsari.

De Arrascaeta marcou o primeiro golo do CR Flamengo
Fonte: FIFA Club World Cup

Depois do golo, o Al Hilal baixou as linhas e instalou-se no seu meio-campo, ocupando bem e com muitos jogadores os espaços interiores, o que acabou por originar mais confrontos físicos e faltas. Neste aspeto, o árbitro Ismail Elfath assumiu durante demasiado tempo um critério largo, perdoando alguns amarelos a jogadores do Flamengo por entradas mais ríspidas.

Na procura pelo empate, o Mengão não conseguia circular a bola com a rapidez necessária e via o Al Hilal bloquear bem os corredores, impedindo as habituais triangulações da equipa de Jorge Jesus. Até ao intervalo, o jogo atravessou uma fase mais física e menos bem jogada, obrigando Ismail Elfath a mostrar três cartões amarelos no espaço de dois minutos.

No regresso para o segundo tempo, o Flamengo surgiu determinado em mudar o rumo dos acontecimentos e com uma alteração posicional que viria a ser determinante. Jorge Jesus deslocou Bruno Henrique do corredor para o centro do terreno e esta mudança demorou pouco a dar frutos: aos 48’, Gabigol iniciou a jogada, Bruno Henrique assistiu e Arrascaeta finalizou para o empate.

O Flamengo soltou-se com o golo marcado e jogava com mais confiança, mas sem conseguir desbloquear o compacto bloco defensivo do Al Hilal. Leu bem o jogo Jorge Jesus novamente e percebeu que o jogo pedia alguém com mais rasgo e criatividade no meio-campo. Aos 74’, Gerson deu o lugar a Diego e o brasileiro foi o responsável por abrir o muro defensivo da equipa de Răzvan Lucescu. Quatro minutos depois de entrar, o médio recebeu em zona adiantada e contemporizou com a bola no pé, à espera da subida de Rafinha no corredor direito. Quando o lateral surgiu solto, Diego tocou na direita e assistiu com calma ao centro teleguiado do ex-Bayern para a cabeçada de Bruno Henrique que só parou no fundo das redes.

Aos 81’, Diego voltou a abrir o livro e assistiu Bruno Henrique, com o médio a centrar para a pequena área e a ver Albulayhi desviar para a própria baliza, quando Gabigol já preparava o remate certeiro. O azar de Albulayhi foi a sorte da equipa de Jorge Jesus, que com o 3-1 resolveu as contas de uma meia-final que começou com sabor amargo mas acabou com um travo doce a vitória e com o bilhete para a final do Mundial de Clubes.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CR Flamengo: Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Mari, Filipe Luís, Arão, Gerson (Diego, 74’), De Arrascaeta (Piris da Motta, 90+3’), Everton Ribeiro, Bruno Henrique (Vitinho, 89’) e Gabriel Barbosa.

Al Hilal SFC: Al Muaiouf, Al Burayk, Jang, Albulayhi, Al Shahrani, Eduardo, Cuellar, Carrillo, Giovinco (Khrbin, 71’), Al Dawsari (Al-Abed, 82’) e Gomis (Otayf, 90+2’).

A FIGURA

Fonte: Clube Regatas Flamengo

Bruno Henrique – Exibição determinante de BH nesta meia-final, assistindo Arrascaeta para o empate, fazendo ele próprio o golo da reviravolta numa cabeçada fantástica e assinando o passe para o autogolo de Albulayhi, que confirmou o apuramento do Flamengo.

O FORA DE JOGO

Fonte: FIFA

Albulayhi – Fica ligado de forma negativa ao resultado do jogo, assinando o autogolo que deitou por terra as aspirações da equipa em seguir para a final do Mundial.

Foto de Capa: CR Flamengo

Revisto por: Jorge Neves

Frederico Seruya

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando a tática explica tudo e, mesmo assim, passa para 2.º plano | Torreense

Não é que a tática não seja importante. Ela é, aliás, crucial para entender o jogo e o seu caminho. Ainda assim, depois de dois golos dos descontos e de uma nova vitória - a primeira em casa - do Torreense, qualquer pensamento, qualquer sentimento, qualquer nota sobre o jogo tende a lembrar a magia de, não um, mas dois golos anotados nos descontos para mudar completamente o resultado e o apelo de um clube a uma prova. Só a tática, na forma como o Torreense se organizou 11x10, 10x11 e 10x10, explica uma vitória construída com base em pensamento, em estrutura e em alterações constantes, num dinamismo tal que precisa de múltiplos cantos para escrever uma epopeia. Mas também só a emoção ou, pelo menos, a capacidade de a exteriorizar, explica a forma como, quando todos já poderiam deitar a toalha ao chão, um clube da Segunda Liga se consegue superiorizar na Europa e, depois de sofrer uma reviravolta, responder na mesma moeda, depois de, em casa, perder pontos nos descontos, recuperá-los e triplicá-los. 

Diogo Ribeiro · 9 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.