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As 5 possíveis “equipas-sensação” em 2021/22

Diogo Mimoso Ferreira · 5 min

Foto: Norwich City FC

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Quando nos aproximamos cada vez mais do início da nova época, os plantéis das equipas vão ficando mais compostos e estruturados, progredindo até à imagem que irão apresentar no próximo ano desportivo.

Todas as temporadas, existem os crónicos favoritos que, quer pela sua história, investimento, qualidade do seu futebol e pelos valores individuais se destacam previamente dos restantes. Mas como no desporto não há certezas, surgem sempre exceções há regra. As chamadas “equipas-sensação” na gíria futebolística são formações que surpreendem pelas suas prestações, apresentando-se num nível mais elevado que o esperado, fugindo há normalidade.

Neste artigo, analisamos cinco equipas que poderão surpreender na nova temporada, nas cinco principais ligas europeias. Para a escolha destes clubes, foi tido em conta as suas prestações recentes, o projeto atual, a história e os reforços adquiridos neste defeso até agora.

5.

Cagliari Calcio – É um emblema histórico em Itália, mas há já vários anos que demonstra dificuldade em se impor no futebol transalpino. Regressou à primeira divisão italiana na época 2016/17, e nessa mesma temporada acabou na 11ª posição da tabela classificativa, a sua melhor marca desde então. Nesta campanha desportiva que terminou recentemente, o Cagliari Calcio alcançou apenas o 16º lugar no campeonato.

Para a nova temporada, o técnico será Leonardo Semplici, que chegou ao clube em fevereiro do presente ano, evitando a despromoção do emblema “Rossoblu”. O treinador de 54 anos terá nas suas mãos a oportunidade de trabalhar com o plantel desde o começo da temporada e construí-lo à sua medida, algo que não aconteceu anteriormente. No seu elenco constam atletas experientes como Diego Godín e Kevin Strootman, emprestado pelo Olympique Marseille, e ainda jogadores com a potencialidade de “dar o salto” a nível exibicional, como Giovanni Simeone ou Dalbert. Uma equipa equilibrada com a potencialidade de surpreender no futebol transalpino.

4.

OGC Nice – Sem vencer um título há mais de 20 anos, o emblema de Nice está a construir um projeto sólido, com base na juventude, para voltar ao topo do futebol gaulês. Depois de nas últimas temporadas consolidar a presença na parte superior da tabela classificativa, o OGC Nice tenta intrometer-se na luta pelo título, com os olhos postos no futuro.

Para liderar o projeto foi escolhido o técnico Christophe Galtier, treinador que venceu o campeonato francês na época transata ao serviço do Lille OSC, destronando o milionário Paris Saint-Germain FC, recheado de estrelas. Ao seu dispor, está uma equipa com uma média de idades a rondar os 23 anos apenas. Num plantel de tantos jovens talentos, como Kasper Dolberg, ou os reforços Jean-Clair Todibo e Justin Kluivert, por exemplo, surgem na equipa jogadores experientes como Dante e Morgan Schneiderlin, que incutem os seus valores e conhecimento futebolístico aos mais novos. Um projeto ambicioso na atualidade, com a expetativa de singrar no futuro.

3.

Getafe CF – Depois do regresso da equipa à primeira liga espanhola em 2017/18, o emblema da região de Madrid tem realizado boas campanhas internas, à exceção da temporada passada. Um 15º posto na tabela classificativa ditou o fim à era de José Bordalás. Míchel foi o escolhido para comandar o Getafe CF na próxima época, tentando recolocar o clube nos lugares cimeiros do campeonato espanhol.

De forma a acrescentar qualidade ao plantel, foram realizadas algumas contratações cirúrgicas, mantendo o equilíbrio entre experiência e juventude. Num elenco onde habitam nomes já conhecidos do futebol espanhol, como Djené, Cucurella ou Jaime Mata, chegam agora reforços que prometem encaixar no plantel. O experiente defesa sérvio Stefan Mitrović e o médio da “cantera Blaugrana” Carles Aleñá foram adquiridos a título definitivo, enquanto José Macías e Vitolo foram cedidos por empréstimo. No entanto, deixo uma questão algo ambiciosa: terão a capacidade de regressar as provas europeias na próxima temporada?

2.

Norwich City FC – Em Terras de Sua Majestade é comum observar equipas acabadas de subir à elite do futebol britânico realizarem inícios de temporada surpreendentes, solidificando a sua presença no campeonato. Na época transata tivemos o exemplo do Leeds United FC, que terminou na nona posição da tabela classificativa. Este pode ser o ano do Norwich City FC, campeão em título da Segunda Liga inglesa.

Um dos pontos fortes dos “Canaries” é a preservação das bases consolidadas na temporada 2020/21, desde a equipa técnica aos jogadores. O treinador principal Daniel Farke tem feito parte do desenvolvimento do projeto futebolístico no clube, conseguindo duas subidas à Primeira Liga pelo Norwich City FC, apesar de contar com uma descida pelo meio do trajeto.

Apesar da perda de Emiliano Buendía, que se transferiu para o Aston Villa FC, continuam integrados no plantel jovens talentos que ajudaram bastante a equipa nestas últimas temporadas, nomeadamente Max Aarons e Todd Cantwell. Para acrescentar qualidade neste ataque à dura permanência no principal escalão do futebol inglês, foram garantidas, até agora, as contratações de Milot Rashica, Ben Gibson, Dimitrios Giannoulis, Pierre Lees Melou e Billy Gilmour, embora este último seja por empréstimo do Chelsea FC.

1.

VfL Wolfsburg – Uma equipa que promete sempre alcançar os lugares cimeiros da tabela, mas que tem sido marcado pela inconsistência das suas campanhas ao nível interno. Na época transata alcançou a quarta posição do campeonato alemão, garantindo a presença direta na Liga dos Campeões, mas é de relembrar que nas épocas de 2016/17 e 2017/18, o emblema germânico terminou em 16º no campeonato, lutando pela manutenção no playoff de despromoção.

Devido ao dominó consequente das trocas de treinadores em solo germânico, Oliver Glasner acabou por abandonar o comando técnico do VfL Wolfsburg e assumir o Eintracht Frankfurt, sendo substituído por Mark van Bommel. É sempre um risco apostar num treinador com uma carreira ainda curta ao alto nível do futebol, sendo que o seu principal desafio não correu da melhor maneira, ao serviço do PSV Eindhoven. O técnico holandês tem ao seu dispor um plantel de qualidade e ainda jovem, e conta com reforços tais como Lukas Nmecha, proveniente do Manchester City FC, e Maximilian Philipp, contratado ao FK Dinamo Moscovo, por cerca de 7,5 milhões de euros. Em perspetiva, poderá ser uma época bem-sucedida para a formação alemã, apesar da exigência competitiva.

Diogo Mimoso Ferreira

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