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Futebol Europeu | 5 treinadores com o lugar em risco

Diogo Lagos Reis · 4 min

Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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A vida de treinador não se resume apenas a conquistas e alegrias. Faz lembrar uma montanha-russa: tanto há momentos altos como baixos. É normal e faz parte do processo. Porém, por vezes, os maus períodos estendem-se e questiona-se a manutenção de certos cargos. Neste sentido, elenquei alguns desses casos que poderão já contar com alguns olhos em cima. Uns mais do que outros.

5. Jocelyn Gourvennec (LOSC Lille)

Se no ano passado (com Galtier) tivemos o privilégio de assistir a ascensão e sucesso de um Lille coeso, ousado e muito forte, então este ano não passa de uma miragem. O filme não se repete e as exibições e resultados não mentem. Partiu bem com uma conquista histórica da Supertaça Francesa, diante do PSG FC.

Porém, a partir daí o caminho foi a descer. Ainda cedo, foram eliminados da Taça de França pelo Lens FC e estão no 8º lugar do campeonato, com o dobro das derrotas (6) e mais golos sofridos (30) do que na época transata. Basicamente, o Lille tem revelado alguma inconsistência exibicional e um aumento de debilidades significativas no coletivo.

4. Marco Rose (BVB Dortmund)

A saída de Marco Rose está a tornar-se cada vez mais uma solução unânime entre os adeptos. Perdeu a Supertaça Alemã (para o FC Bayern de Munique) e foi eliminado muito cedo da Liga dos Campeões (na fase de grupos) e da Taça da Alemanha (oitavos-de-final, pelo FC St. Pauli).

Apesar de estar em segundo lugar no campeonato, vence mas não convence. Continua a predominar a defesa anêmica e a dependência constante das individualidades (sobretudo de Halaand). Esperava-se mesmo muito mais de Marco Rose. Uma coisa é certa: o rastilho está aceso e, por este caminho, a bomba poderá mesmo rebentar.

3. José Mourinho (AS Roma)

Preparou as malas, viajou para Roma e foi à luta pelo sucesso. Mal sabia (ou sabia) que não iria ser assim tão fácil. De momento, perde a batalha e não é por pouco. Segundo o Playmaker Stats, estamos perante o pior arranque da Roma em 21 jornadas desde 2011/12 (32 pontos, menos oito que na época passada). Isto porque já leva nove derrotas – o pior registo desde 1978/79. E mais, frente aos seis primeiros classificados, totalizou seis derrotas em oito jogos. Pode já ter perdido muitas batalhas, mas como sabemos, o que interessa é a guerra. E essa ainda não acabou.

2. Florian Kohfeldt (VFL Wolsburg)

No ano passado, com Oliver Glasner, realizaram uma belíssima temporada que lhes conferiu um lugar na Liga dos Campeões. Este ano, já tiveram dois treinadores (Mark Van Bommel e agora Florian Kohfeldt) e soam os alarmes de uma grave crise. Pior a cada momento.

Na Liga Alemã, os lobos roçam a zona da morte (15º lugar), sendo a segunda equipa com mais derrotas (11) e o pior ataque do campeonato (17GM), a par do último classificado Greuther Furth. Vivem uma sequência ativa de 10 jogos sem vencer. Aliás, nos últimos 18, apenas ganharam três. Parece que este ano os lobos estão na base da cadeia alimentar.

1. Fernando Santos (Portugal)

Fernando Santos Rúben Amorim
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Acho que é autoexplicativo e nem preciso de me alongar muito. Com uma das melhores gerações de sempre, Portugal tem praticado um futebol demasiado pobre. Esperava-se muitíssimo mais. Portanto, a sua permanência está por um fio e o seu lugar depende realmente do desfecho do play-off em março.

Ainda que Fernando Santos continue a acreditar que é o homem certo para comandar a seleção, o mesmo já admitiu que se Portugal não for apurado, sairá pelo seu próprio pé. Que cenário assistiremos: Fernando Santos ao leme da caravela portuguesa no Mundial ou ficaremos por terra sem selecionador?

Diogo Lagos Reis

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