Publicidade

5 jogadores que merecem um lugar no futebol europeu de topo

Gabriel Henriques Reis · 4 min

Jogador Boca Juniors
Foto: Boca Juniors

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Nem sempre o scouting das maiores equipas europeias alcança todos os jogadores do mundo. A estratégia de comprar na concorrência é uma das maiores armas que clubes como o FC Bayern Munique têm adotado. Por outro lado, aquelas que não têm tanto poderio financeiro olham para o recrutamento de uma outra forma, pois sentem a necessidade de explorar outros países na tentativa de encontrar joias por lapidar e, futuramente, receber rendimento para além do desportivo. O caso mais recente deste tipo de metodologia acaba por surgir do mesmo país: o RB Leipzig, que de alguma maneira encontra sempre várias pérolas que despontam mais tarde no futebol mundial, às vezes no próprio rival.

Em Portugal sempre foi assim. Os grandes do nosso futebol contam vários casos de jogadores – maioritariamente sul-americanos – que acabaram por ter na Liga Portuguesa o salto qualitativo de que tanto necessitavam. Não os vou enumerar, porque isso me ocuparia grande parte deste artigo. O objetivo deste texto é sim dar a conhecer cinco jogadores que, na minha opinião, estão prontos para jogar ao mais alto nível do futebol europeu. A elite, ou como vulgarmente é conhecida: a Liga dos Campeões Europeus.

5.

Jordan Carrillo (Club Santos Laguna) – O jogador de 19 anos de idade seria certamente uma boa opção para integrar o plantel de qualquer equipa europeia. Com a irreverência característica do povo mexicano, Jordan não tem medo de partir no 1×1 e assume-se como um jogador decididamente técnico. Daqueles que dá prazer ver jogar. A bola cola e raramente lhe sai dos pés, mesmo que com várias marcações. Se este é dos seus pontos mais fortes, também se torna num dos fracos. A insistência em lances individuais acaba por não permitir que a equipa avance da melhor forma. Falta-lhe ainda alguma confiança e melhoria na tomada de decisão, mas tem tudo para poder vir a ser um enorme jogador.

4.

Jahkeele Marshall-Rutty (Toronto FC) – O Canadá, talvez de forma inesperada, tem sido um país que tem lançado alguns jovens jogadores de qualidade no futebol internacional. Depois de Alphonso Davies, prepara-se agora outro jovem para lhe seguir as pisadas. Falo de Jahkeele Marshall-Rutty, extremo de 17 anos de idade, bastante rápido e com muita chegada à área. Assiste os seus colegas com bastante facilidade, não tem medo de ser vertical, partindo para cima dos defesas e também se empenha na manobra defensiva. Muito interessante acompanhar a sua evolução.

3.

Danilo dos Santos (SE Palmeiras) – Já não é a primeira vez que escrevo sobre Danilo. Este jogador brasileiro, médio, continua a mostrar serviço ano após ano e começa a parecer estranho como é que ainda não deu o “salto” para a Europa. É, aos 20 anos, titular indiscutível no SE Palmeiras, de Abel Ferreira, e tem obrigatoriamente de sair do Brasil para prosseguir com a sua evolução. Médio-defensivo, que se destaca no passe e na procura de espaços para passar a bola aos seus colegas. Muito forte no desarme e imperativo na recuperação de bolas. Algo semelhante a Fred, do Manchester United, na forma de jogar.

2.

Alan Varela (CA Boca Juniors) – Os 20 anos de idade de Alan Varela podem enganar quem não o conhece. Presença habitual nas escolhas do treinador, tem cimentado o seu lugar e demonstrado toda a sua qualidade, apesar da falta de golo. Prima pela forma como lida com a pressão, encontra espaços onde parecem não existir, rapidez de execução e tranquilidade com que joga. Parece-me um jogador bastante sereno, apesar de aguerrido, não fosse ele argentino, mas consciente dentro de campo. Muito bom este craque sul americano.

1.

Adam Hlozek (AC Sparta Praga) – Da lista, este teria de ser o primeiro. Ainda que já esteja a jogar no futebol europeu, não me parece, de todo, que o Sparta de Praga seja o lugar ideal para Hlozek continuar a crescer. Apesar de não ter feito um grande Europeu, acho que não se pode pedir tanto a um jogador de apenas 19 anos, que ainda por cima não representa uma grande seleção, como é neste momento a República Checa. Aquilo que se vê dentro de campo é suficiente, mas os números ajudam. O ano passado, com menos um ano de idade, somou 15 golos e sete assistências em 23 jogos na Liga Checa. É um portento e não pode continuar longe da ribalta. Talvez a Liga Alemão ou a Italiana fossem boas para uma rápida adaptação.

Gabriel Henriques Reis

Redação Bola na Rede · ver artigos