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O mercado de transferências deste verão foi, indubitavelmente, um dos mais agitados e inesperados de sempre, arrisco-me a dizer. As transferências de Lionel Messi e de Sergio Ramos até à capital francesa ou o regresso de Cristiano Ronaldo, 12 anos depois, a Old Trafford refletem a espetacularidade do defeso, que vivenciou autênticas novelas de negociações.
Por outro lado, foi, igualmente, fértil em regressos de jogadores a uma casa onde já haviam sido felizes no passado, como são os casos do já mencionado capitão da seleção nacional a terras de Sua Majestade, de Antoine Griezmann, que viu confirmado o seu regresso ao Club Atlético Madrid, ou o caso de Gianluigi Buffon que retornou ao mítico Ennio Tardini para defender novamente as balizas do Parma Calcio 1913.
Tal como estes exemplos, também outros jogadores tiveram mais que uma passagem no mesmo clube. O provérbio diz que “bom filho à casa torna”, porém, também se ouve que “não se deve voltar ao sitío onde se foi feliz”. Vários são os casos de jogadores que registaram duas excelentes passagens no mesmo emblema.
Porém, há também outros exemplos de futebolistas que tiveram um segundo período no clube aquém das expectativas. Há ainda jogadores que voltaram somente para um regresso simbólico, já numa fase descendente da carreira. Assim, no presente artigo proponho-me a traçar uma lista de cinco jogadores que voltaram a uma casa onde já tinham triunfado anteriormente.
5.

Nani – A paixão de Nani pelo Sporting CP é mais do que evidente e ficou retratada nas duas vezes que regressou a Alvalade. Formado no Real Massamá e no clube leonino, no qual chegou à equipa principal em 2005/06 antes de rumar ao Manchester United FC (onde esteve vinculado oito anos, entre 2007-2015), o avançado de 34 anos tornou-se uma das principais figuras do futebol português na cidade de Manchester.
Contudo, o primeiro regresso de Nani a terras lusitanas deu-se em 2014/15, depois de duas épocas com pouco espaço em Old Trafford. O regresso foi coroado com a conquista de uma Taça de Portugal. O rendimento em Alvalade merecia a continuidade, mas o salário do atleta foi um obstáculo e levou-o para outros ares. Alinhou nos turcos do Fenerbahçe SK, no Valencia CF e na SS Lazio, pelo meio sagrou-se campeão europeu por Portugal, até voltar novamente a Alvalade.
O segundo retorno aconteceu na altura mais atribulada da história do Sporting, quando o clube procurava forças para se reestruturar depois da invasão a Alcochete. Um exemplo de respeito e liderança de um jogador que nunca escondeu o seu amor pelo emblema leonino.
4.
Zlatan Ibrahimovic – Quando muitos antecipavam o final da carreira do craque sueco, após uma gravíssima lesão ao serviço do Manchester United, em abril de 2017, Zlatan Ibrahimovic, “o super-homem”, renasceu para o futebol nos EUA, para jogar na MLS com a camisola dos LA Galaxy. Em território norte-americano, o atleta provou ser uma autêntica “força da Natureza” e apesar dos seus 37 anos, apontou 53 golos em 58 jogos e afirmou-se como um dos destaques do campeonato.
Finalizada a aventura americana e sem clube depois de expirado o contrato com os LA Galaxy, Zlatan decidiu regressar a uma casa onde já havia sido feliz: o AC Milan. Um regresso que gerou enorme expectativa, dado que o avançado representou o clube milanês nas temporadas 2010/11 e 2011/12, tendo marcado um total de 56 golos, em 85 jogos, e contribuído para a conquista de um campeonato italiano e de uma Supertaça.
Profundo conhecedor do campeonato italiano, pois para além do Milan jogou também na Juventus, entre 2004 e 2006, e no Inter, entre 2006 e 2009, tem no seu palmarés quatro títulos transalpinos, e cinco Supertaças. A cumprir a sua terceira temporada após o retorno, o sueco não tem dado mostras da idade e desde a sua chegada já apontou 28 golos em 47 jogos, provando querer estar entre a elite do futebol europeu mais uns anos – digno de uma lenda.
3.
Há 10 anos neste dia, Rui Costa despedia-se dos relvados. Recorda um percurso de quase 30 anos, grande parte feitos de 🔴⚪
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— SL Benfica (@SLBenfica) May 11, 2018
Rui Costa – Será sempre recordado como o maestro da Luz. Um dos grandes jogadores do AC Milan neste século. Formado no SL Benfica, Rui Costa nasceu e cresceu para o futebol no Estádio da Luz, onde a sua classe chamou a atenção de toda a Europa. O médio criativo acabaria por sair do Benfica em 1993/1994, depois de se sagrar campeão nacional.
Apesar de ter como sonho o FC Barcelona, Rui Costa acabou por rumar para Itália, mais concretamente para a ACF Fiorentina. No clube de Florença deslumbrou e tornou-se num dos melhores jogadores na sua posição. Sete anos depois mudou-se para Milão, onde, ao serviço do AC Milan, conquistou o “scudetto” e a Liga dos Campeões.
Com uma vasta e gloriosa carreira, Rui Costa decidiu voltar a casa 12, após a sua ida para território transalpino, mas não conseguiu alcançar o título de campeão nacional com que deixou a Luz.
Em 2007-08 deu-se o adeus. Participou em 45 jogos e fez dez golos, mas o Benfica acabou em quarto lugar na I Liga a uma distância de dezassete pontos para o campeão FC Porto. Hoje é atualmente o presidente dos encarnados e o seu futuro estará em discussão no dia 9 de outubro, data em que irão ocorrer as eleições antecipadas das águias.
2.

Pepe – Um dos melhores defesas da história do futebol português. Dono de uma vasta carreira, repleta de triunfos, o defesa central decidiu voltar à Invicta depois de mais de uma década no estrangeiro. Menos de um mês após ter rescindido com os turcos do Besiktas, o internacional pela seleção das Quinas assinou contrato com o FC Porto em Janeiro de 2019.
Durante os quase 12 anos em que esteve afastado do país que o acolheu em 2001 pela porta do Marítimo, Pepe ganhou três Liga dos Campeões, dois Mundiais de Clubes, uma Supertaça Europa, três ligas espanholas, duas Supertaças espanholas e uma Taça do Rei ao serviço do Real Madrid, clube para o qual se transferiu no verão de 2007 – num negócio que rendeu 30 milhões de euros aos cofres portistas – e do qual saiu dez anos depois, com Istambul como destino.
Um regresso que gerou muita expectativa dado que Pepe tinha representado o FC Porto entre 2004 e 2007, período em que conquistou dois campeonatos nacionais, duas Supertaças, uma Taça de Portugal e uma Taça Intercontinental.
Desde a sua chegada à Invicta tem-se evidenciado como um dos pilares da defensiva azul e branca e dá provas de não querer pôr um fim à carreira. Apesar dos seus 38 anos tem mostrado disponibilidade física para permanecer na elite do futebol durante mais algum tempo, quer no FC Porto, quer na seleção nacional.
1.
Thierry Henry – Considerado uma lenda na história dos gunners, e um dos melhores jogadores do século, o avançado francês conquistou Inglaterra com todo o seu esplendor. Durante oito anos em Highbury, Henry foi o principal responsável por uma das páginas mais douradas do Arsenal FC. Campeão por duas vezes, liderou a formação britânica na histórica campanha até à final da Liga dos Campeões em 2005/06, perdida para o Barcelona.
Eleito para o onze da UEFA por cinco vezes entre 2001 e 2006 (só falhou 2005), Bota d’Ouro em 2003/04 e 2004/05, cinco vezes eleito o melhor jogador francês do ano, escolhido por Pelé para integrar o FIFA 100, a lista exclusiva dos 100 melhores jogadores de sempre no centenário da FIFA em 2004, o internacional gaulês marcou profundamente um paradigma em Terras de Sua Majestade.
Sairia para o Barcelona em 2007, entre lágrimas e juras de amor aos gunners. Somaria, igualmente, uma aventura nos Estados Unidos da América para representar os NY Red Bulls, tornando-se na estrela mais mediática da MLS. Não colocaria um ponto final na carreira sem antes voltar ao “seu” Arsenal, em 2012 (já com 37 anos) – marcando no seu jogo de regresso, frente ao Leeds United FC. Um regresso de consagração e despedida de um jogador que jamais será esquecido da história dos gunners.












