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Com a final de mais um Mundial de Clubes à porta, é hora de recordar as edições anteriores do torneio que junta os campeões continentais das seis confederações da FIFA.
Testado pela primeira vez em 2000 e implementado a partir de 2005 – como substituto da Taça Intercontinental – o mundial de clubes leva 17 edições, por onde passaram dezenas de estrelas do futebol mundial.
O desafio é o de compor um onze com os melhores que já levantaram o troféu, tendo em conta não só a qualidade do jogador, mas também a sua prestação numa das edições do Mundial. Com uma regra simples, não vale repetir vencedores de uma mesma edição.
GUARDA-REDES
A jornada pelo terceiro título mundial do São Paulo, em 2005, começou contra um time da Arábia Saudita, o Al-Ittihad. O Tricolor venceu por 3 a 2, e Rogério Ceni se tornou o único goleiro a marcar um gol em competições da Fifa.#TricolorNaCopa 🇾🇪 pic.twitter.com/zQpP15QrmU
— São Paulo FC (@SaoPauloFC) June 25, 2018
Rogério Ceni (São Paulo FC – 2005): Nos últimos anos, o Mundial tem registado um desequilíbrio claro entre vencedores europeus e sul-americanos, mas no início as coisas eram bem diferentes. As três primeiras edições (2000, 2005 e 2006) foram ganhas por clubes brasileiros, feito que só o SC Corinthians de 2012 viria a repetir nos anos seguintes.
Em 2005, o São Paulo FC derrotou o Liverpool FC na final (1-0) e apesar do golo da vitória ter sido apontado por Mineiro – que anos mais tarde viria ter uma passagem discreta pelo Chelsea FC – foi Rogério Ceni o nome de maior destaque.
Popularizado pela longevidade (1213 jogos pelo São Paulo) e, sobretudo, pela veia goleadora raríssima entre guarda-redes – 129 golos na carreira, incluindo um na meia-de-final deste Mundial de Clubes – foi mesmo pelas defesas que Rogério Ceni foi decisivo na final frente aos “reds”.
A perder por 1-0 ao intervalo, o Liverpool partiu para ao ataque na segunda parte e obrigou Rogério Ceni a um conjunto de intervenções extraordinárias para manter o resultado, incluindo este voo, em resposta a um livre de Steven Gerrard, que ainda hoje é relembrado no Brasil.
DEFESA DIREITO
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— FC Bayern München (@FCBayern) October 26, 2016
Philip Lahm (FC Bayern – 2013): Quando comecei a montar o XI, o nome de Philip Lahm não foi a primeira nem a segunda opção para lateral-direito. Não pela qualidade, claro. Maldini (2007), Dani Alves (2009 e 2011) e até Carvajal (2016, 2017) foram as primeiras escolhas, mas nessas equipas havia já outros jogadores que simplesmente não podiam ficar de fora da seleção. Ficam, pelo menos, as menções honrosas.
Voltando a Lahm, há que explicar que, ao contrário do São Paulo de 2005, o Bayern de 2013 era favoritíssimo a vencer a competição. Com duas vitórias, cinco golos marcados e zero sofridos nos dois jogos, o torneio pareceu uma mera formalidade para os “bávaros”.
O, na altura ainda lateral-direito, registou nesse ano o máximo de carreira no que assistências diz respeito: 14. Foi, sem surpresa, titular indiscutível num Bayern que ganhou tudo no ano civil de 2013: Liga dos Campeões, campeonato, taça, supertaça, Supertaça Europeia e, claro, Mundial de Clubes.
Já sob o comando de Pep Guardiola, Lahm jogou os 180 minutos, nos compromissos frente ao Guangzhou Evergrande e Raja Casablanca.
DEFESA CENTRAL
Sergio Ramos takes Club World Cup Golden Ball http://t.co/Hy2Ns7vxml pic.twitter.com/CzpzVks0Ab
— MARCA in English (@MARCAinENGLISH) December 21, 2014
Sergio Ramos (Real Madrid CF – 2014): O primeiro de quatro troféus ganhos pelo Real Madrid – clube com mais títulos na prova – foi levantado na edição de 2014, em Marrocos. Pode parecer surpreendente, mas foi mesmo Sérgio Ramos a levar para casa a “Golden Ball”, referente a melhor jogador do torneio.
Fica a curiosidade: superou Cristiano Ronaldo e o neozelandês Ivan Vicelich, que ajudou o Auclkand City FC a chegar ao terceiro lugar da competição.
Sergio Ramos, por sua vez, foi protagonista na caminha relativamente tranquila dos “merengues” rumo ao título, tendo apontado um golo na meia-final frente ao CDSC Cruz Azul, do México, (4-0) e outro na final diante dos argentinos do CA San Lorenzo (2-0).
Para além dois golos, o central espanhol liderou a defensiva do Real Madrid que não sofreu nenhum golo durante a competição. Uma prestação sólida que faz merecer a presença neste onze.
DEFESA CENTRAL
‘HE’S VIRGIL VAN DIJK’ 💪
As voted by you, @VirgilvDijk is the @StanChart First Team Player of the Year 👏👏 pic.twitter.com/JEARlSeUpI
— Liverpool FC (@LFC) May 27, 2019
Virgil Van Dijk (Liverpool FC – 2019): A estória de Virgil Van Dijk no Mundial de Clubes de 2019 tem uma particularidade em relação a todos outros jogadores deste onze. É que, devido a lesão, o central holandês não jogou a meia-final e até esteve em dúvida para o jogo decisivo. Assim, é o único da lista a só ter jogado um jogo no respetivo mundial.
Foi assim tão bom? Sim, apesar de, tal como no caso de Lahm, ter havido outras opções. A verdade é que Van Dijk esteve irrepreensível, num jogo em que o Liverpool precisou de prolongamento para derrotar CR Flamengo, de Jorge Jesus.
Antes da partida, havia muita curiosidade sobre o que a dupla Bruno Henrique/Gabriel Barbosa poderia fazer diante de uma das melhores equipas do mundo.
Nesse ano civil, os dois avançados marcaram um total de 78 golos (!), mas nenhum desses na final do Mundial de Clubes … muito por culpa de Van Dijk, que comandou a defensiva dos “reds” e anulou “Gabigol”, Bruno Henrique e companhia.
DEFESA ESQUERDO
Pedro Larrea 20 (LDU Quito) and Patrice Evra 3 (Manchester United)
in LDU Quito(Ecuador) 0-1Manchester United(England)
the final of FIFA Club World Cup Japan2008 at Yokohama in Japan, 21/12/2008
Photo by Masahide Tomikoshi/TOMIKOSHI PHOTOGRAPHY pic.twitter.com/Zdp3pG2uuI— tphoto (@tphoto2005) December 27, 2018
Patrice Era (Manchester United FC – 2008): Durante vários anos, Patrice Evra foi um dos, senão “o”, melhor lateral esquerdo do mundo. Contratado ao AS Monaco em janeiro de 2006, o lateral francês esteve no Manchester United até ao verão de 2014.
Nos “red devils” fez 379 jogos e ganhou 14 títulos, incluindo uma Liga dos Campeões, cinco campeonatos ingleses e um Mundial de Clubes. No Japão, Wayne Rooney e Cristiano Ronaldo foram as principais figuras, mas Evra também foi importante, sobretudo no capítulo atacante.
Na meia-final diante do Gamba Osaka, o francês fez uma assistência na vitória por 5-3 do “United”, num jogo caricato com seis golos nos últimos 20 minutos. Na final, diante do LDU Quito, Evra foi titular e ajudou a manter a baliza inviolável mesmo após a expulsão de Vidic no início da segunda parte.
MÉDIO CENTRO
#HBD Xavi! 🎂🇪🇸
🏆2009 #ClubWC 📼https://t.co/c6MpCj6m3z
🏆2010 #WorldCup 📼https://t.co/zgKX22GGbk
🏆2011 #ClubWC 📼https://t.co/oMOfNCvNXm pic.twitter.com/E3RHLbe5Wj— FIFA.com (@FIFAcom) January 25, 2017
Xavi Hernandez (FC Barcelona – 2009): A falta de uma Bola de Ouro no palmarés individual de Xavi é uma das grandes injustiças do futebol. Felizmente, o que é um Bola de Ouro quando comparada com a memória coletiva de todos os que tiveram o prazer de o ver jogar?
Em dezembro de 2009 vivíamos na era do tiki-taka, no período em que Espanha, o FC Barcelona e Pep Guardiola dominaram o futebol mundial, com muito pouca contestação pelo meio (parabéns, José Mourinho).
No Mundial de Clubes desse ano, o “Barça” até precisou de prolongamento para bater o Club Estudiantes de La Plata e coroar uma época perfeita com o título de campeão mundial de clubes.
Messi foi a estrela, e vencedor do prémio de melhor jogador do torneio e até foi mm dos finalistas derrotados – um tal de Juan Sebastian Verón – a ficar com a “prata” individual.
Xavi ficou em terceiro, o que de certa forma lhe concede a distinção de melhor “blaugrana” depois do astro argentino. Mas, mais uma vez, de que vale esse prémio, quando nos problemas lembrar da forma como o maestro Xavi comandou, com vezes em conta fez, a orquestra do Barcelona?
MÉDIO CENTRO
#ClubWC | HT
🇪🇸@realmadriden 1-0 @alainfcae_en🇦🇪
Luka Modric’s opener sees the holders lead at the break in Abu Dhabi ⚽️ pic.twitter.com/X11akEhbxd
— FIFA.com (@FIFAcom) December 22, 2018
Luka Modric (Real Madrid CF – 2017): Mais uma posição em que o desafio a quem propus de não repetir edições me trai e obriga a deixar menções honrosas. Iniesta, Toni Kroos, Fábregas, Sneijder, Seedorf … entre outros podiam estar aqui, mas a escolha recai sobre Luka Modric.
O croata é um dos poucos jogadores a figurar nos três melhores do torneio em mais do que uma edição (2016 e 2017). E, em 2017, levou mesmo a Bola de Ouro do Mundial de Clubes para casa.
No segundo de três títulos consecutivos para os merengues, Modric registou uma assistência na meia-final frente ao Al-Jazira SC (2-1), num jogo em que o Real Madrid até perdia ao intervalo. Na final com o Grêmio FBPA, decidida com um livre de Cristiano Ronaldo, foi também um dos melhores em campo.
Por vezes admirado, outras mal-amado (sobretudo pela vitória, para muitos, injusta na Bola D’Ouro 2018), Luka Modric é sem dúvida um dos magos dos tempos modernos e, mesmo com a concorrência acima descrita, a presença neste onze não lhe fica nada mal.
MÉDIO OFENSIVO
Let’s ⏪ it back to the 2007 #ClubWC when @KAKA led @ACMilan to the title & took home the tournament’s adidas Golden Ball award.
Happy birthday! #HBD pic.twitter.com/RnUTJ1GhVr
— FIFA.com (@FIFAcom) April 22, 2019
Kaká (AC Milan – 2007): Por falar em Bola de Ouro, o último antes de Ronaldo e Messi foi este médio brasileiro, que arrecadou o prémio semanas antes de ter conquistado o Mundial de Clubes de 2007. Kaka viveu os seus melhores anos com futebolista em Milão, onde chegou em 2003, já com o estatuto de estrela.
Saiu no verão “galáctico” de 2009, para o Real Madrid, e ainda voltou em 2013/2014, mas nunca voltou a ser o Kaká que durante seis anos brilhou em Itália.
No mundial de clubes foi titular tanto na meia-final diante dos Urawa Red Diamonds (1-0), como na final frente ao CA Boca Juniors (4-2), onde marcou um golo. Como quase sempre, foi sobretudo a sua magia no meio-campo o que fez brilhar numa equipa do AC Milan a caminhar para o ocaso da carreira, mas ainda com muito futebol para mostrar.
No fim, levou para a casa o prémio de melhor do torneio, superando o companheiro de equipa, Seedorf, e um avançado argentino do “Boca”, que viria a jogar no outro grande clube de Milão: Rodrigo Palacio.
EXTREMO DIREITO
#OnThisDay in 2011:@neymarjr v #Messi, before they were teammateshttps://t.co/iPM8sbTiJG pic.twitter.com/241uTJytch
— FIFA.com (@FIFAcom) December 18, 2015
Lionel Messi (FC Barcelona – 2011): Por esta altura já deve estar a adivinhar pelo menos dois elementos que vão compor o trio da frente. Explicar a inclusão de Messi e Cristiano Ronaldo nesta equipa é quase uma formalidade desnecessária, mas cá vai:
Messi foi eleito melhor da competição em 2009 e 2011, tendo ficado em segundo em 2015. Recupero o texto de Xavi para relembrar que, em 2011, estávamos ainda na era dourada do tiki-taka e isso ficou bem comprovado no Mundial de Clubes.
Na antecâmara para a final a expetativa era elevadíssima para ver o todo-poderoso Barcelona, contra uma das mais entusiasmantes equipas a aparecer na América do Sul no século XXI: o Santos FC, liderado pelo então jovem prodígio Neymar.
Não houve hipótese. O Barcelona dominou, já vencia por 3-0 ao intervalo e fechou o jogo com outro golo. 71% de posse de bola, 16 remates, numa demonstração de força dos campeões europeus. Neymar foi dos mais inconformados do outro lado e menos de dois anos depois estaria em Camp Nou.
EXTREMO ESQUERDO
🎵 #TheBest FIFA Men’s Player 2017 Cristiano Ronaldo getting in the zone ahead of a huge #ClubWC semi-final pic.twitter.com/7ivQMr3JKK
— FIFA.com (@FIFAcom) December 13, 2017
Cristiano Ronaldo (Real Madrid CF – 2016): Sabe quem é o jogador com mais golos em mundiais de Clubes? Não é muito difícil, pois não? Cristiano Ronaldo tem sete golos marcados, num total de oito jogos entre as várias edições. Mesmo juntando a antiga Taça Intercontinental, só Pelé consegue igualar “CR7”; com menos jogos, em abono da justiça.
2016 foi a melhor edição para o português que, nesse ano, faturou frente ao CF América, antes de marcar um hat-trick ao Kashina Antlers FC, na final (4-2). Dois deles, no prolongamento, depois um surpreendente empate a duas bolas no tempo regulamentar.
Vencedor do torneio em 2008 (Manchester United), 2014, 2016 e 2017 (Real Madrid), o português é também uma instituição do Mundial de Clubes e não restam dúvidas em relação à sua inclusão no melhor onze do torneio.
AVANÇADO CENTRO
#ClubWC ROUND-UP
We wrap up Japan 2015 where likes of Barcelona, Messi & Suarez made historyhttps://t.co/mieUpWqlkw pic.twitter.com/POw0nb6gSq— FIFA.com (@FIFAcom) December 21, 2015
Luis Suárez (FC Barcelona – 2015): Também aqui havia muito por escolher: Lewandowski (2020), Salah (2019), Bale (2018), Ribery (2013), Paolo Guerreo (2012), Eto’o (2010), Rooney (2008), Inzhagi (2007), Amoroso (2005). Todos estes marcaram e foram decisivos nas conquistas das respetivas equipas.
A decisão recai sobre Suarez não por simpatia, mas pelo mais simples facto estatístico do futebol: foi, entre estes, o que, na respetiva edição, marcou mais golos. Foram cinco remates certeiros na edição de 2015.
Na meia-final, apontou todos os três golos na vitória do FC Barcelona (3-0) sobre o Guangzhou Evergrande e, na final, bisou no triunfo pela mesma margem diante do CA River Plate.
Já não estávamos no auge do tiki-taka catalão, mas, em 2015, o Barcelona de Luis Enrique conquistou a Europa e o Mundo, com Luis Suarez como um dos máximos protagonistas.










