O FC Ufa de Viktor Goncharenko

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O trabalho árduo de Goncharenko e dos seus jogadores começa a colher os seus frutos e um olhar mais cuidado sobre a forma como a equipa tem entrado em campo nos últimos dois meses permite-nos vislumbrar o quanto o FC Ufa evoluiu no plano táctico e o quanto os seus jogadores evoluíram nos diferentes momentos do jogo.

Após ter começado a época num 4-1-4-1 e após ter passado a espaços por um 4-2-3-1, do qual a equipa não conseguiu tirar nada de positivo, Goncharenko puxou do caderno de notas e moldou a equipa num não muito convencional 3-5-1-1, que tem dado, até ao momento, excelentes resultados. A defesa a 3, liderada pelo experiente Pavel Alikin, tem em Viktor Vasin, Aleksey Nikitin e Denis Tumasyan jogadores capazes de auxiliar o seu capitão, independentemente daqueles que sejam os escolhidos para completar o trio defensivo com o defesa central de 32 anos.

O meio-campo é, porventura, o sector mais forte do emblema da Basquíria. Os internacionais Sub-21 e Sub-19 Igor Bezdenezhnykh e  Ivan Oblyakov encontram na experiência de Azamat Zaseev um porto seguro para porem em prática o seu jogo e os dois alas, ainda que a sua adaptação a essa posição tenha causado alguma surpresa na Rússia, Aleksandr Shukov e Dmitri Stotskiy têm também eles dado muito boa conta de si. Para além destes, Goncharenko conta ainda com mais alguns médios de boa qualidade,como são os casos de Vladimir Zubarev, médio centro de 23 anos proveniente das escolas do FC Spartak Moscovo, e do checo Ondrej Vanek, um médio que mistura criatividade de força com um excelente posicionamento no terreno de jogo. O médio criativo brasileiro Marcinho, que noutras épocas assumiu particular destaque na formação do FC Ufa, tem agora perdido importância no modelo de jogo de Goncharenko.

A equipa do FC Ufa após a vitória sobre o Spartak Moscovo com Azamat Zaseev ao meio Fonte: rfpl.org
A equipa do FC Ufa após a vitória sobre o Spartak Moscovo com Azamat Zaseev ao meio
Fonte: rfpl.org

Na frente de ataque, o técnico russo conta com avançados e extremos bastante móveis, como são o caso dos nigerianos Sly Igboun e Kehinde Fatai e dos russos Vyacheslav Krotov, também ele produto das escolas de Tarasovka (FC Spartak Moscovo), e Islamnur Abdulavov.

Joel Amorim
Joel Amorimhttp://www.bolanarede.pt
Foi talvez a camisola amarela do Rinat Dasaev que fez nascer, em Joel, a paixão pelo futebol russo e pelo Spartak Moscovo. O futebol do leste da Europa, a liga espanhola e o FC Porto são os tópicos sobre os quais mais gosta de escrever.                                                                                                                                                 O Joel não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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