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Olheiro BnR (Mundial Sub20) – Peñaranda

Pedro Machado · 2 min

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olheiro bnr

O Mundial de Sub20 tem por hábito avisar o mundo do potencial dos melhores jogadores do seu torneio. É normal haver romarias de olheiros ao certame, precisamente por isto. Não vá escapar das cogitações nomes como o de Javier Saviola, Lionel Messi, Sergi Aguero ou Paul Pogba, recentes Bolas de Ouro da competição.

Um lote restrito e de respeito, e ao qual pode muito bem juntar-se, por exemplo, o de Adalberto Peñaranda, um dos nomes em destaque no torneio a decorrer na Coreia do Sul e um dos principais responsáveis pela boa campanha de uma Venezuela encantadoramente adulta na forma como lida com todos os momentos do jogo.

Neste contexto, Peñaranda encaixa-se na perfeição, porque tal como todos os génios, esconde-se do jogo, parece mesmo que se desinteressa dele… até ser preciso esfregar-se a lâmpada. Aí, ele aparece. Primeiro a bater no peito como que a pedir a batuta (bola) e, depois, progredindo com ela atada ao pé, sempre em velocidade, desde a ala esquerda para o meio, em piques de velocidade que desnorteam as referencias posicionais dos adversários.

 

Peñaranda tem sido crucial para o bom desempenho da Venezuela no Mundial de Sub20 Fonte: Vanuatu Digest
Peñaranda tem sido crucial para o bom desempenho da Venezuela no Mundial de Sub20
Fonte: Vanuatu Digest

São estes raides de Peñaranda (normalmente feitos em consonância com aquilo que o jogo pede, o que é incrível dada a idade do miúdo) que permite a proliferação dos companheiros e que vai, por sua vez, desbloquear jogos mais fechados como aconteceu frente ao México (1-0) ou à Alemanha (2-0).

Peñaranda também se integra bem no processo defensivo e consegue muitas das vezes condicionar a construção do jogo. Aí nota-se muito o “passaporte tático” europeu, adquirido desde há 2 anos a esta parte na Liga Espanhola (Málaga e Granda) e Italiana (Udinese), bem como a sua maturidade, cujo cartão tem já ‘carimbadas’ 12 presenças ao serviço dos A venezuelanos (incluindo a Copa America).

Esta experiência tem servido de catalisador para a explosão de Peñaranda neste Mundial e pode muito bem vir a ser importante em equipas que privilegiem o jogo interior dos seus extremos e dos quais esperem, também, contribuição defensiva, na ala e no centro, pela ausência de médios centro. Depois, a atacar, tem o tal toque de predestinado.

Foto de Capa: notiminuto.com

Pedro Machado

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