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Ser capitão de equipa não é só usar uma braçadeira. Ser capitão de um clube de futebol implica uma responsabilidade acrescida, porque representa o jogador modelo num determinado plantel.
Muitas vezes associamos a falta de rendimento desportivo de uma equipa à “falta de liderança”, seja por uma direção pouco assertiva, por um treinador sem perfil para unir as tropas ou pela ausência de um bom capitão que possa transmitir o espírito e o perfil que os adeptos querem ver dentro de campo.
Se olharmos historicamente para jogadores como Maldini, Puyol, Casillas, Mascherano, Gerrard, John Terry, Roy Keane, Buffon, Del Piero, Kompany, Totti, De Rossi, Jorge Costa, João Pinto, entre outros, percebemos que a tarefa de ser capitão é muito mais do que ser bom jogador ou ter rendimento dentro das quatro linhas.
Ser capitão implica ser um exemplo em todas as vertentes da vida, ser um exemplo de esforço, dedicação e defesa do clube durante os jogos, mas igualmente fora dele, demonstrando a postura e o discurso certo, onde não deixa de ser relevante a componente social que permite uma maior identificação dos adeptos com o clube. No fundo, um grande capitão é um elo entre direção, treinador, jogadores e adeptos.
Vamos então navegar nos dez jogadores que atualmente se destacam neste campo.
10.
🏆 October nominee
🏆 November nominee @JackGrealish has been nominated for the Premier League Player of the Month award for consecutive months! 👏— Aston Villa (@AVFCOfficial) December 4, 2020
Jack Grealish – O capitão dos Villans está ligado ao clube desde 2001, fazendo todo o percurso futebolístico no Aston Villa FC, apesar do empréstimo ao Notts County FC na temporada 2013/2014.
Jack Grealish renovou recentemente o contrato, apesar de ter visto o seu nome ser associado ao Manchester United FC. No momento da assinatura afirmou – “My city. My club. My home.”
Além de ser o melhor jogador do Aston Villa, é já um dos melhores jogadores da Liga Inglesa, liderando o seu clube pela qualidade técnica acima da média, mas igualmente pela entrega, dedicação e amor ao clube, isto apesar do constante assédio dos gigantes ingleses.
Uma das futuras estrelas do futebol mundial.
9.
Ganar, ganar, ganar y volver a ganar 💪🏻🔥🔴⚪️🔝 #AúpaAtleti pic.twitter.com/QT1IUkSKBI
— Koke Resurrección (@Koke6) November 21, 2020
Koke – Quando falamos de Koke, estamos a falar de um jogador que tem os valores do Atlético de Madrid no sangue. Formado nas escolas do antigo clube de Paulo Futre, através da sua consistência e incansável capacidade de trabalho, conseguiu ir subindo escalões até conquistar um lugar na equipa principal do clube colchonero.
Com apenas 28 anos, tem inúmeros títulos nacionais e internacionais, várias finais europeias e a cada jogo que passa, vai deixando uma marca mais forte na lista de jogadores históricos do Atlético de Madrid. É também já presença assídua na seleção espanhola.
Com a saída dos míticos capitães Gabi e Godin, Koke assumiu a braçadeira da equipa de Simeone em definitivo, mostrando aquela entrega e polivalência que lhe permitem fazer várias posições, sempre com o mesmo rendimento.
É o tipo de capitão que é uma extensão dos adeptos e do treinador dentro do terreno de jogo.
8.
Lorenzo Insigne – À semelhança de Koke, Lorenzo Insigne parece talhado para ser o típico jogador de futebol que permanece muitos anos ou até uma carreira completa num único clube.
No clube onde foi formado, tornou-se profissional e ganhou por completo o coração dos exigentes adeptos Napolitanos. Ainda que o jogador já tenha deixado a cidade mais famosa do sul da Itália para cumprir três empréstimos – SS Cavese 1919, US Foggia e Pescara Calcio – este período de maturação fez bem ao jovem que hoje, já com 29 anos, tem perto de 80 golos pelo antigo clube de Maradona.
Como o próprio admitiu: “Totti é um grande exemplo para todos os jogadores italianos, um jogador que sempre lutou para defender as cores de seu clube, de sua terra, e esse também é meu sonho“, acrescentando que “gostaria de ter no Nápoles a mesma experiência que Totti teve na AS Roma“.
Um jogador que além da excelente relação com o treinador e com os colegas, é o preferido dos adeptos. Um verdadeiro capitão na sua definição mais pura.
7.
🎙 Pepe: “O Jorge Costa foi um capitão referência para mim, porque passou a ideia do que é o clube, o que significa representá-lo e a responsabilidade de darmos o máximo dentro e fora do campo” 🔵⚪#FCPorto #oJogo pic.twitter.com/aQICDAC3E1
— FC Porto (@FCPorto) November 16, 2020
Pepe – O seu percurso é exemplar e fala por si. Depois dos inúmeros títulos que conquistou em Portugal, Espanha e Turquia, volta ao FC Porto onde se exibe como um dos melhores centrais do campeonato (na minha opinião o melhor) no pico dos seus 37 anos.
Além disso, com a saída de Danilo, assumiu em definitivo a braçadeira, algo que apesar de não carregar no braço anteriormente, já lhe estava no sangue.
No evento Web Summit 2020, o central do FC Porto falou da dificuldade em colocar todos numa equipa a pensar da mesma forma: “O verdadeiro desafio do capitão é tentar que os seus companheiros ‘comprem a ideia’ do que é o clube, do que é a mentalidade do treinador. É a ligação mais próxima ao querer ganhar. Fazer com que 25 jogadores tenham o objetivo de ganhar sempre e ajudar os que estão dentro de campo, manter todos motivados é o grande desafio do capitão“.
Um exemplo pela forma como joga, pela forma como treina e pela forma como lidera as “tropas”.
6.
Quando Bruno Fernandes soube que seria o capitão 😂😂😂pic.twitter.com/8SceSqkBxy
— MUFC BR (@mufcbr) October 19, 2020
Bruno Fernandes – Depois de o vermos liderar a equipa do Sporting CP, o seu impacto em Manchester diz tudo sobre a influência que Bruno Fernandes tem nos seus colegas de equipa.
Foi o próprio Luke Shaw quem admitiu: “Ele teve um grande impacto. Está connosco há pouco tempo, mas parece que já cá está há muito. Dá para ver que ele era um líder no Sporting e penso que ele quer trazer essas capacidades de liderança para ajudar a nossa equipa, tanto dentro como fora do campo”
Lidera pelo exemplo, pelo rendimento, pelo impacto. À semelhança de Cristiano Ronaldo, é um jogador com uma mentalidade competitiva brutal e que contagia tudo e todos com esse espírito.
5.
Scott Brown – Um jogador que se confunde com o clube, neste caso o Celtic FC.
Não fez a sua carreira toda nos Católicos de Glasgow, mas são já muitos anos e é um jogador que toda a gente associa ao Celtic Park.
O eterno capitão que até já tem o livro com o título “My Celtic Story”, já tem mais de 800 jogos pelo emblema escocês, ganhou dez campeonatos, cinco taças e sete taças da liga.
Basta ver a forma como o jogador se comporta em campo e o discurso fora dele, para se perceber que vive, respira e sonha com o Celtic. Uma lenda do futebol escocês.
4.
Bruno Alves – Um dos meus capitães preferidos de sempre. Uma máquina de trabalho que com quase 40 anos ainda lidera o histórico Parma Calcio.
Não há nenhum jogador que depois de privar com Bruno Alves não realce o motor de trabalho, rendimento e disciplina em que se converteu o central português.
A sua paixão é muitas vezes confundida com excesso de agressividade, mas a realidade é que colheu um enorme respeito e admiração dos companheiros, adversários e adeptos por todos os clubes onde passou.
À semelhança de Pepe, um dos centrais mais marcantes do futebol português e da seleção nacional.
3.
Felipe Melo – Talvez o jogador mais mal amado e polémico desta lista, mas é inegável o impacto que teve nas equipas por onde passou nos últimos anos, com especial destaque para o seu papel no Galatasaray SK e atualmente no SE Palmeiras.
Os seus discursos e a sua entrega, semana após semana (num jogador que também já se aproxima dos 40 anos…), é alvo de destaque constante nos media brasileiros e nas redes sociais dos adeptos do Palmeiras.
O “pitbull” é um verdadeiro líder dentro e fora de campo e é um exemplo pela forma como se cuida e trabalha fora de campo.
Além de tudo o que referi, é ainda um jogador com uma forte intervenção política e social, o que o torna ainda mais próximo dos adeptos brasileiros, embora também o mais polémico.
2.
Dejan Lovren revealing the farewell letter and gift he received from Liverpool captain Jordan Henderson. Class act #LFC pic.twitter.com/RBR8lKPrGs
— James Pearce (@JamesPearceLFC) September 9, 2020
Jordan Henderson – Quem diria que um jogador que quando chegou a Liverpool FC foi alvo de tantas críticas e dúvidas, iria, com o passar do tempo, tornar-se o grande substituto de Steven Gerrard. Com as devidas distâncias, já que Gerrard é absolutamente mítico e inigualável, a verdade é que tanto atuais como ex-jogadores do Liverpool destacam sempre o papel que Henderson tem na sua integração.
Dejan Lovren, depois de seis anos no Liverpool, abandonou o clube inglês rumo ao FC Zenit e poucos dias depois, foi surpreendido com uma carta fantástica dirigida pelo capitão dos Reds. Também Diogo Jota, recém-chegado ao Liverpool, destacou o cuidado e as mensagens enviadas pelo capitão Inglês que muito facilitaram a sua integração.
Além de se ter tornado essencial no 11 inicial de Klopp, Henderson é talvez o elemento mais importante do balneário do campeão inglês.
1.
Sérgio Ramos – O capitão fantástico. Um jogador soberbo, um capitão exemplar, que vive e respira Real Madrid a todo o momento. É central, mas a sua importância vai muito além do eixo defensivo. É dos melhores marcadores do atual plantel e um dos defesas mais goleadores da história.
Pela quantidade de jogos, de golos e de títulos que já somou ao serviço do Real Madrid CF, será recordado como um dos melhores capitães do futebol mundial.
Uma superestrela mundial que passa os dias a treinar e vive para o futebol e para a família. Não há nenhum adepto dos Blancos que não aponte Ramos como o jogador modelo. Rendimento, personalidade, entrega, trabalho e carisma – Isto é Sérgio Ramos.








