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Os 10 melhores jogadores que deixaram legado com a camisola 14

Diogo Soares Loureiro · 5 min

Foto: FIFA

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A camisola 14 nem sempre era uma primeira escolha dos jogadores de futebol quando assinavam por um nome clube. O paradigma acabou por alterar-se um pouco quando jogadores míticos e históricos acabaram por escrever os melhores anos da sua carreira e as melhores páginas do seu livro com a 14 nas costas.

Assim decidi fazer uma viagem pelos jogadores que com esse número deixaram um bonito legado no futebol.

Antes de enumerar os dez mais marcantes, deixo aqui algumas menções honrosas: Maxi Pereira, David Ginola, Casemiro e Jordan Henderson. Para o futuro, fica o meu palpite da atual camisola 14 com maior potencial para “rebentar” nos grandes palcos: Marcos Llorente.

10.

Johan Cruyff – O jogador mais marcante e que revolucionou o número 14.

Por ter sido o primeiro, por ter sido o mais sublime, por ter sido o mais brilhante. Cruyff marcou uma era no futebol, não só pela sua qualidade técnica e tática, mas igualmente pelos títulos que conquistou.

Ajax, FC Barcelona e a seleção holandesa lucraram em grande escala com a qualidade do avançado. A partir deste momento, estava quebrado o estigma e o 14 passou a ser um número escolhidos por vários futebolistas, talvez em homenagem a este génio do futebol.

É que Johan Cruyff não revolucionou apenas como jogador, também como treinador, trouxe uma filosofia que perdura até aos dias de hoje.

9.

Thierry Henry – Palavras para que?

Tanto em Londres como na Catalunha, o camisola 14 passou a ferro os defesas adversários, com médias de golos incríveis e acumulando pormenores técnicos que faziam as delícias de adeptos por todo o mundo.

Nunca o Arsenal foi tão popular como durante a estadia de Thierry Henry, tendo inclusivamente conseguido conquistar o título inglês pela última vez e de forma invicta. É um dos poucos jogadores que marcou mais de cem golos na Liga Inglesa.

Com o mesmo número nas costas, deixou a sua marca igualmente na Catalunha.

8.

Xabi Alonso – O jogador com pés de lã. Ou que jogava de pantufas.

Oriundo da Real Sociedad, Xabi não precisava de correr muito para pôr a bola a circular. A qualidade de passe que apresentava permitia às equipas fazer transições ofensivas e variações de flanco notáveis.

Parecia um jogador pouco intenso, mas nos momentos decisivos o médio espanhol aparecia. Não é por acaso que é campeão europeu tanto em Liverpool como em Madrid, tendo ainda participação muito ativa nos títulos e domínio da seleção espanhola.

7.

Javier Mascherano – O herói incansável.

Como não é avançado e não marca golos, nunca teve o reconhecimento e a visibilidade que verdadeiramente merece. Marcou uma era no FC Barcelona, onde sem “dar nada por ele”, foi titular durante quase a totalidade das oito épocas que passou em Espanha.

Também na Argentina marcou um legado de liderança, onde é visto quase unanimemente como o melhor capitão dos últimos anos. Não é por acaso que é carinhosamente apelidado de “el Jefecito”.

Rápido, concentrado, raçudo, foi um dos melhores médios defensivos/ centrais dos últimos anos.

6.

Dries Mertens – Vindo do PSV Eindhoven, o belga aterrou na cidade de Nápoles em 2013 pela mão de Rafael Benítez. Era extremo de origem, onde jogou as primeiras épocas em Itália.

Em 2016, o então treinador napolitano Mauricio Sarri perde o seu ponta de lança por lesão e é “obrigado” a adaptar o belga a uma posição mais central no terreno. A partir desse momento é só história.

O belga marcou golos atrás de golos e já em junho de 2020 acabaria por destronar Maradona e Marek Hamsik, tornando-se o jogador com mais golos na história do Nápoles. Já são 122 golos com aquele número 14 nas costas.

5.

N’Golo Kante – A formiga com sete pulmões.

Uma figura que tem tanto de craque como de caricata. O médio francês que está sempre a sorrir, é uma das personagens mais queridas do futebol atual, sendo um jogador dotado de uma humildade e ética de trabalho fantástica.

Kante já não usa o número 14 no Chelsea, mas a sua passagem pelo Leicester City foi absolutamente decisiva e ficará para sempre eternizada como o jogador que equilibrava o meio campo do surpreendente campeão Inglês.

Um dos melhores médios defensivos do mundo, tendo inclusivamente Makélélé afirmado que neste momento seria o seu substituto mais fidedigno.

4.

Diego Simeone – Se hoje o conhecemos como um dos melhores treinadores do mundo, também como jogador deixou uma marca muito forte por todos os clubes onde passou.

Destaque para as suas passagens na SS Lazio, FC Inter e Atlético de Madrid, sempre fiel à sua camisola 14, onde se tornou um dos médios mais completos e intensos do mundo. Hoje, muitos centrocampistas marcantes do Atlético de Madrid escolhem essa dorsal em sua homenagem.

É um verdadeiro ídolo junto dos adeptos dos três clubes que em cima mencionei e dos argentinos em geral. Um comandante dentro e fora de campo, com hábitos de vitória e acostumado a somar muitos troféus.

3.

Sérgio Conceição– A sua carreira teve vários números marcantes, mas o 14 foi um deles.

Sérgio Conceição utilizou este número na SS Lazio e no FC Porto, clubes junto dos quais é figura querida e onde marcou claramente uma posição. Os seus cruzamentos e arrancadas deixaram muitas saudades.

É atualmente treinador do FC Porto e tem sido com regularidade apontado ao comando técnico do clube de Roma. Mais um jogador a escrever legado com a camisola 14.

2.

Guti Haz – Um espanhol que apaixonou os adeptos do Real Madrid.

Com os seus passes cirúrgicos, a sua notável visão de jogo e coração blanco, o médio foi durante anos uma das camisolas 14 mais conceituadas e refinadas do mundo.

Depois de mais de vinte anos em Madrid, decidiu terminar a carreira na Turquia, mais concretamente no Besiktas onde envergou igualmente o seu número preferido. Um jogador com mais de 600 jogos oficiais com a dorsal 14.

1.

Gabi – O sucessor de Diego Simeone no meio campo do Atlético de Madrid.

Foi um dos capitães e um dos jogadores mais importantes nas grandes conquistas do treinador argentino. O médio espanhol era uma verdadeira extensão do treinador dentro de campo, sendo um jogador discreto, mas altamente respeitado no balneário dos colchoneros.

Destaque para o golo marcado na final da Liga Europa de 2018, na vitória por 3-0 contra o Marselha.

Não é por acaso que com a saída de Burgos da equipa técnica do Atlético de Madrid no final da época, o médio espanhol vai pendurar as chuteiras e assumir o papel de adjunto de El Cholo.

Diogo Soares Loureiro

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