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Num fim-de-semana onde animação não faltou, com recitais de futebol e diversos embates dignos de serem vistos, difícil foi eleger apenas cinco momentos.
Mais um hat-trick de Ronaldo nas Arábias, uma lufada de ar fresco para o West Ham ou um deslize surpreendente do Barcelona, foram alguns dos momentos que, apesar de terem ficado de fora, não podiam ser esquecidos e, por isso, aqui fica a minha menção honrosa.
1. Ferguson voltou a sorrir
Começar por aquele que, para mim, foi o grande momento do fim-de-semana: o regresso aos títulos do United. Depois de diversos anos, refém de um contexto muito pouco favorável e sem tocar num troféu desde 2017, hoje tudo foi diferente.
Sir Alex Ferguson – que já há muito tempo não sorria – voltou a sorrir. Não foi o único, pois também Ten Hag – severamente criticado nas primeiras semanas de trabalho – parece começar a receber os louros da mão firme que tem tido para segurar o leme de um barco tão pesado como o Manchester United. Conseguiu dobrar o cabo das tormentas e, certamente, a esperança para o futuro é boa.
Wembley recebeu, podemos afirmar, duas das maiores surpresas da temporada. Um Manchester United que, depois do início atribulado, teve um crescimento exponencial nas últimas semanas, jogando um futebol atrativo e um Newcastle que, desde o começo do campeonato, tem sido uma da equipas sensação da prova.
Num jogo extremamente disputado, os Red Devils acabaram por resolver a questão na primeira parte. Num primeiro momento com Casemiro a inaugurar o marcador, à passagem do minuto 33 e, ainda antes do intervalo, Rashford a meias com Botman a introduzir novamente a bola na baliza, num lace algo infortuno para o central dos magpies, fazendo o 2-0 no marcador.
Até ao fim, não mais o marcador sofreu alterações – apesar dos esforços do Newcastle – num jogo que terminou com o primeiro título da era Ten Hag.
2. A queda do muro de Berlim
Igualados no topo da classificação com o mesmo número de pontos à entrada para a vigésima segunda jornada, o Bayern recebia o Union de Berlin, naquele que seria o grande jogo da jornada. A essa mesma hora, já o Dortmund aguardava expectante no primeiro lugar depois de uma vitória.
De um lado, estava um Bayern que não tem tido o domínio habitual na Bundesliga e que tem sido algo intermitente. Do outro, a equipa sensação da temporada. Tudo prometia um espetáculo animado, porém os bávaros sabiam muito bem o que tinham de fazer e, quando assim o é, torna-se muito difícil travar a equipa de Nagelsmann.
Sem deixar o Union Berlin respirar por um único minuto, o clube mais titulado da Alemanha precisou apenas de uma parte de resolver o assunto. Choupo-Moting foi o responsável por inaugurar o marcador à passagem do minuto 30. Coman não quis ficar atrás e aumentou a vantagem para 2-0 numa grande jogada de futebol. O terceiro golo dos bávaros viria a surgir ainda antes do término da primeira parte, com a aniversariante Musiala a fechar as contas do encontro.
O que podia ser um encontro muito equilibrado, mais não foi do que um passeio que podia ter chegado a outros números.
3. O espetáculo de Madrid
Da Alemanha passamos para Espanha e para o duelo de Madrid. Uma batalha campal à moda de Simeone – em que houve momentos de bom futebol e momentos em que houve de tudo menos futebol. Num dérbi escaldante e com um Real Madrid extremamente confiante depois de uma noite épica em Anfield para a Champions, esperava-se um jogo afirmativo da parte dos comandados de Ancelotti que apresentou uma equipa com algumas mexidas relativamente ao jogo da liga dos campeões.
No entanto, acabou por ser o Atlético de Simeone a entrar melhor no jogo, numa primeira parte com as equipas encaixadas e sem muitas ocasiões relevantes de golo, onde estrelas como Vinícius ou Benzema tardaram em aparecer.
Tanto tardaram que mesmo com menos um jogador – devido à expulsão de Correa -, os colchoneros acabaram por inaugurar o marcador com um grande cabeceamento do central uruguaio, Giménez. Sem nunca atirar a toalha ao chão, mas algo perdidos em campo, os jogadores do Real Madrid provaram mais uma vez que nunca devemos colocar esta equipa de lado e, já nos instantes finais do jogo, chegaram ao empate, através de um golo do menino, Álvaro Rodriguez que se estreou a marcar pelos merengues.
Uma noite em que o duelo de Madrid teve dois uruguaios como protagonistas.
4. Fez-se história em Marselha
Em França, o segundo classificado da Ligue 1 recebeu o hegemónico PSG, na ânsia de conseguir encurtar distâncias para o líder do campeonato.
Quando se pensava que podia ser um jogo equilibrado onde o resultado iria estar em disputa até ao apito final, Mbappé e Messi voltaram a provar-nos o porquê de serem dois dos melhores jogadores do mundo. Um jogo que terminou com uma vitória clara do PSG por 3-0, na qual Mbappé (com um bis) e Messi (com uma exibição de luxo) foram, mais uma vez, os principais protagonistas.
Do jogo, além de uma vitória que possibilitou aos rapazes de Paris alargar a vantagem na frente para oito pontos, fica também o facto de, mais uma vez, ter sido feita história.
Messi alcançou a barreira dos 700 golos a nível profissional (672 no Barcelona e 28 no PSG) e Mbpappé igualou Cavani como melhor marcador de sempre do PSG, com 200 golos, com apenas 24 anos.
Um coroar do que está a ser uma época brilhante do jovem francês que leva 29 golos em 29 jogos este ano.
5. Chelsea: tantos milhões, tão pouco futebol
Para terminar, voltamos ao local onde começámos: Inglaterra.
Desta vez, para testemunharmos, mais uma derrota do milionário Chelsea. A contar para a premier league, este fim-de-semana houve jogo grande em Londres. Tottenham e Chelsea encontraram-se no fecho da jornada 25.
Um jogo em que a utopia em torno de uma equipa milionária ser garante de vitórias, voltou a cair por terra. Depois de um mercado de inverno estonteante e sem limites, esperava-se que o Chelsea voltasse ao caminho das vitórias. Facto que parece tardar e, mais uma vez, o clube londrino voltou a não conseguir encontrar a fórmula para o sucesso.
Quem aproveitou a exibição cinzenta dos blues, foi o seu rival que, com uma postura afirmativa, venceu o dérbi de Londres por duas bolas a zero. Primeiro, num grande pontapé de Skipp e num segundo momento, com o protagonista do costume, Harry Kane.
Se os Spurs, por sua vez, aproximaram-se do topo, os blues continuam perdidos num labirinto que parece não ter fim e, nem a chegada de jogadores como João Félix parece ser suficiente para desvendar o caminho para a vitória.













