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Os 5 melhores “maestros” do Século XXI

Diogo Soares Loureiro · 4 min

Maestros do século
Foto de Capa: UEFA

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O jogador que ocupa a posição denominada “número 10”, como médio ofensivo, já foi muito importante. Hoje, quase não existe.

O futebol evoluiu, e o século XXI passou uma borracha sobre os clássicos “camisolas 10”. Ainda assim, surgiram outros jogadores, a jogar noutras posições de meio-campo, que assumiram a batuta dos seus clubes e das suas seleções.

Difícil destacar só alguns, mas vejam as minhas escolhas e embarquem numa viagem por cinco nomes que durante o século XXI fizeram ou ainda fazem as delícias dos amantes de futebol.  

1.

Kevin De Bruyne – O maior “craque humilde” do mundo.

Pode causar alguma discussão (admito que fui um pouco ousado) deixar fora desta lista lendas como Xavi e Iniesta e optar por KDB, mas confesso que no presente é o “maestro” que mais me enche as medidas. Ataca, defende, cria, corre, luta, marca, assiste, lidera. Um jogador com um rendimento e com estatísticas avassaladoras.

A sua influência no jogo de uma das melhores equipas atuais e num dos campeonatos mais competitivos é louvável. Entre a regularidade de Messi, a eficácia de Cristiano Ronaldo e a ousadia de Neymar, há um jogador que vem encantando o futebol mundial nos últimos anos, não só pelo que faz com a bola, mas também muito pelo que faz sem ela.

A palavra humildade tem que ver essencialmente com o que faz KDB quando a sua equipa não tem a posse de bola. Dono de uma enorme resistência, o belga pressiona os adversários como se fosse aquele médio defensivo chato, que só se preocupa em marcar os adversários. Percorre grandes espaços e é capaz de repetir movimentos exaustivamente sem perder a intensidade.

Foi com Pep Guardiola que se transformou num “todo-o-terreno”, adjetivo usado pelo técnico para destacar a capacidade de KDB em preencher praticamente todos os espaços na zona central do campo.

Tem golo, tem passe, tem visão, tem intensidade, sendo um 8 ou um 10 com a mesma qualidade. O jogo do Manchester City FC passa todo por estes geniais pés.

2.

Andrea Pirlo – O atual treinador da Juventus FC é para muitos o sinônimo de um maestro em campo. Comandante do meio-campo do AC Milan, da Juventus FC e da seleção italiana, o ex-jogador foi um pioneiro na função, já que atuava como número “6”. Era um jogador com pouca recuperação de bola, mas que utilizava a sua visão clínica e o primeiro momento de construção para criar jogadas e fazer passes absolutamente deliciosos.

Um jogador de futebol com cérebro de matemático.

3.

Ronaldinho Gaúcho – Por falar em magia, o terceiro lugar é de uma verdadeira lenda… ou de um bruxo.

Sem dúvida um dos mais habilidosos jogadores de todos os tempos, tecnicamente até o mais refinado desta lista. Era um jogador muito difícil de marcar pela imprevisibilidade dos seus dribles e toques em campo. Fazia o inesperado em qualquer situação, algo que está em falta no futebol atual.

Campeão pelo FC Barcelona e pelo AC Milan, foi Campeão do Mundo em 2002 e ganhou inúmeros prémios individuais ao longo da sua vitoriosa carreira: duas vezes Melhor do Mundo pela FIFA (2004 e 2005), e Bola de Ouro em 2005.

4.

Zinedine Zidane – Para muitos o jogador mais elegante de todos os tempos, o jogador com mais classe (penso que só Pirlo lhe poderá fazer frente nesta categoria).

O atual treinador do Real Madrid não pode faltar em nenhuma demonstração do que é um maestro no futebol. Era ele quem organizava todo o jogo da Juventus FC, do Real Madrid e era o grande criador da seleção francesa.

Como não podia deixar de ser, além de ter sido considerado o melhor jogador do mundo em 1998 (é certo que este prémio está fora do século XXI, mas não poderíamos deixar de destacar), ganhou quase tudo que havia para ganhar a nível coletivo.

Zizou não foi de muitos golos, mas era pura arte em campo. O francês parecia ver o jogo com outros olhos, concentrando tudo aquilo que a camisa 10 representa para o imaginário popular.

5.

Leonel Messi – Não há grande surpresa, nem grande ciência na escolha do número um. Quem me conhece sabe que não tenho nenhuma especial admiração pelo astro argentino (sou team Ronaldo!) mas é inegável a qualidade, a mestria e o impacto que Messi causou no futebol atual, especialmente no presente século.

São 13 anos a marcar mais de 30 golos por temporada, 31 golos em 34 finais pelo FC Barcelona, 35 títulos coletivos no seu palmarés. Números absurdos para o nível de competitividade do futebol contemporâneo.

Já soma mais de 600 golos oficiais, quatro títulos de Liga dos Campeões, seis Bolas de Ouro e outras seis botas de Ouro.

Une a magia e a imprevisibilidade de Maradona com o faro goleador de Ronaldo fenómeno. Messi foi talvez o jogador que melhor conseguiu conciliar o papel de um clássico camisola 10 com as exigências técnicas e táticas do futebol atual.

Diogo Soares Loureiro

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