Superliga Europeia | A competição que (quase) ninguém quer

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SINAIS DE ESPERANÇA

No meio de tudo isto, também há sinais de esperança. As redes sociais dos clubes aderentes estão inundadas de críticas à criação da Superliga. Vários já se insurgiram contra a ideia. Os grandes alemães e o Paris Saint-Germain FC terão recusado participar. Fala-se até que Jurgen Klopp ameaçou deixar o cargo de treinador do Liverpool e José Mourinho já abandonou o Tottenham.

No final de contas, conforta-me pensar que o futebol não vai acabar. Porque a Superliga Europeia não é futebol. Afinal, se lhe falta tudo o que o futebol representa, como pode ser futebol?

Mesmo que tudo falhe e que a absurda Superliga vá para a frente, o desporto rei vai continuar. Em todos os outros campos, em todas as outras competições. Quem sabe se não saímos disto mais unidos, a dar mais valor ao clube que temos à porta de casa. Se calhar os campeonatos até ficariam mais interessantes.

Era uma ideia romântica, mas não é isso que queremos. Ao contrário dos grandes que querem fugir à competição, os pequenos têm o desejo de se bater com os melhores e tentar ganhar. Por muito desprezível que nos parece a atitude destes 12 clubes, todos os queremos nos respetivos campeonatos. Por isso, está na altura de por um travão nesta Superliga que ninguém quer.

Vasco Borges
Vasco Borgeshttp://www.bolanarede.pt
Frequentador de estádios e consumidor de bifanas desde os 5, aprendeu cedo que é melhor a ver do que a jogar futebol. Aos 22, estuda Jornalismo e vai escrevendo sobre os jogos que valem o preço do bilhete e as estórias que só se ouvem no bar, ao intervalo.                                                                                                                                                 O Vasco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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