Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
10.

Thomas Lemar – Já deu o salto e o mais provável é que não pare de subir na sua carreira. Formado no Caen, Thomas Lemar, muda-se para o Mónaco em 2015 onde fez três épocas ao mais alto nível, contabilizando 127 jogos e 22 golos, numa campanha que ficou marcada pela conquista da Ligue 1. Ainda que jovem, deu nas vistas e foi chamado à seleção francesa, consagrando-se campeão do mundo em 2018.
É um diamante em bruto e Simeone exigiu-o na sua equipa, o que se pode justificar pelo facto das características de Lemar assentarem bastante bem nas pretensões do técnico do Atlético Madrid de tornar o ataque da sua equipa mais letal, valendo-se da grande velocidade de processos que faz a sua equipa “desdobrar-se” muito rapidamente quer em contra-ataques quer nas transições defesa-ataque. Foi titular no único jogo oficial dos colchoneros este ano e conquistou a Supertaça Europeia, numa partida em que não esteve mal. O futuro promete para o jovem francês e esta poderá mesmo ser uma época de afirmação.
9.

Marcus Rashford – Tem 20 anos e cumpriu toda a sua formação como jogador nas camadas jovens do Manchester United, há três anos ascende à equipa principal e começa a ganhar espaço na ala direita dos red devils. É o parceiro de Lingard e são ambos bastante parecidos, tanto na forma como atuam mas também no seu trajeto até se afirmarem na linha ofensiva do United. Contudo, Rashford continua muito associado à noção de jovem talento, mas com os vários jogos realizados nas últimas épocas e através dos golos que marcou, fica bem patente que qualidade é o que não falta e que é mais que possível progredir para uma dimensão de classe mundial. Será por isso também um jogador a seguir nesta temporada porque certamente mostrar-se-á a todos com o talento que lhe é reconhecido.
8.

Dele Alli – Nascido e formado em Milton Keynes, Alli chegou a Londres para representar o Tottenham e atualmente tem 22 anos, contando com 146 jogos na Premier League e 46 golos, o que são muito bons indícios e fazem de Dele Alli uma promessa do futebol. Pela seleção já soma 30 internacionalizações e três golos, tendo sido o golo diante da Suécia no Mundial da Rússia o expoente mais alto neste capítulo da sua carreira.
Podendo alinhar como médio ou extremo e preferencialmente na asa esquerda, Alli é um médio que conjuga o jogo de velocidade com a capacidade construtiva e de finalização, pelo que grande parte dos golos dos spurs passem pelos seus pés. É, portanto, um jogador influente na equipa e esta época não será exceção, o que se pode justificar pela sua ação na primeira jornada, onde fez uma bela partida e marcou inclusivamente o golo da vitória.
Os dados estão lançados e esta poderá mesmo ser a época de Dele Alli e quem sabe se não o lança para um nível superior.
7.

Kylian Mbappé – Este é o rapaz que há relativamente pouco tempo tirou uma foto com o Ronaldo, afirmando tratar-se do seu ídolo, e que agora é o jogador que todo o mundo do futebol aponta para Bola de Ouro, a curto prazo. O jovem jogador de dupla nacionalidade francesa e camaronesa chegou ao Mónaco com 15 anos e corridas apenas duas épocas estreou-se pela equipa principal. Chegou às bocas do mundo pelo seu relevante contributo na conquista da Ligue 1, o seu estilo irreverente e claro pelos 26 golos marcados, que fizeram dele um dos melhores avançados dessa época.
No ano seguinte, o rival PSG concretizou um negócio de proporções gigantescas: 180 milhões foi o que Mbappé custou aos cofres parisienses. O avançado apesar da sua tenra idade não se deixou intimidar pelo mediatismo e outros acontecimentos fora das quatro linhas, e focou-se somente naquilo que melhor sabe fazer: jogar futebol e marcar golos.
Voltou a ser campeão nacional e recebeu a chamada para marcar presença no Mundial da Rússia, que foi recheada de coisas boas: logicamente, a conquista do troféu por parte da França e a obtenção de recordes como jogador mais novo a representar os gauleses e ainda, desde a era de Péle, a marcar nas fases a eliminar.
2018/2019 não lhe poderia ter começado de melhor forma pois evitou o desaire do PSG logo na primeira jornada, ao marcar dois golos, que valeram um triunfo de 1-3 sobre o Guingamp. O menino que já é um senhor do futebol aparenta ter uma maturidade invulgar e numa altura em que os atuais astros do futebol iniciam a reta descendente da carreira, podemos estar a assistir aqui a um sério candidato a substituir os mesmos.
6.

Jesse Lingard – Desde cedo em Manchester, o menino Lingard por lá se formou e após algumas passagens por clubes de segunda linha, fez-se homem e é hoje um dos melhores jogadores do clube. Nas últimas temporadas alinhou a titular na maioria dos jogos e sempre teve o mérito de por muitas vezes ser o elemento que decidia ou desbloqueava o jogo. Inclusivamente no panorama da seleção, Jesse Lingard dá nas vistas, mas não consegue recolher opiniões unânimes: há quem diga que tem potencial, mas que jogar no United não favorece pois é um jogador de velocidade e explosão e José Mourinho não privilegia esse aspeto; outros alegam que a produtividade de Lingard é escassa, remetendo para a máxima “muito espetáculo poucos resultados”.
Já marcou 24 golos ao serviço do United e tornou-se numa figura conhecida dos red devils. Não obstante as opiniões dispares, todos acreditam que ainda há margem de progressão e isso poderá passar pela atual época.
5.

Gabriel Jesus – É provavelmente das histórias mais incríveis da história do futebol: em quatro anos deixa de ser de um menino da favela a torcer pela sua seleção no Mundial do Brasil e sobe para o relvado no Rússia 2018 e veste pela primeira vez a camisola da canarinha, naquilo que segundo o próprio: “Era um sonho de criança!”.
Associada a esta mudança esteve a aposta do Manchester City em 2016/2017 ao comprar o jovem brasileiro ao Palmeiras, lançando o avançado na melhor liga do mundo. Gabriel Jesus não poderia ter dado melhor resposta, pois mesmo tendo sido apenas utilizado após o fecho do mercado de inverno, realizou 11 jogos e marcou sete golos. Notável.
Na última temporada conquistou a titularidade e mesmo tendo atravessado um período de lesão, subiu para 42 jogos e 17 golos. Agora, Gabriel Jesus já não se trata apenas de uma surpresa boa, mas sim de um jogador de alto nível que é uma referência tanto no City como na seleção. Nesta temporada irá certamente continuar com o bom momento de forma e a agradar o público com o seu estilo, que agrega toda as habilidades da favela com a astúcia que o torna letal na hora de fazer golo.
4.

Coman – Formado nas escolas do Paris Saint-Germain, Kingsley Coman nunca se conseguiu afirmar em França e por isso no final da sua formação deslocou-se para Itália para vestir a camisola da Vechia Signora. A experiência na Juventus não correu de feição e o avançado não se impôs no plantel principal, mas era notório que Coman tinha qualidade e sobretudo potencial para se tornar num grande jogador!
Não saiu da rota dos grandes clubes e em 2015 chegou ao Bayern de Munique, onde começa finalmente a mostrar serviço, marcando golos e assistindo por diversas vezes inclusivamente em momentos decisivos. A sua velocidade e agilidade fazem de Coman um adversário temível e um jogador capaz de agradar o público em geral. Na última época, viu o tempo de jogo aumentado e por isso deu nas vistas com os sete golos apontados.
Na presente temporada já marcou um golo, na Supertaça Alemã, e tem o “terreno” mais que preparado para triunfar este ano e assumir-se como um jogador de elevada relevância no futebol mundial.
3.

Bernardo Silva – «Neste momento, é ele e mais 10». Esta afirmação não é de minha autoria, foi Pep Guardiola quem a proferiu e é por isso um grande elogio para Bernardo Silva.
O jovem português formado no Benfica, desde sempre deu nas vistas e apesar de ter saído relativamente cedo de Portugal, mostrou-se aos grandes no Mónaco, onde foi um dos principais responsáveis pela conquista da Ligue 1, que há tanto tempo escapava aos monegascos. O sucesso foi de tal ordem que o menino começou a despertar o interesse dos gigantes e rumou a Inglaterra para representar o Manchester City.
Treinado por Pep Guardiola, Bernardo Silva mostrou ainda mais qualidade e a afirmação do técnico referida no inicio deste tópico talvez se deva ao facto do português ser o jogador mais à medida do estilo do treinador espanhol, encaixando na perfeição naquilo que Guardiola pretende dar ao jogo. É uma estrela em ascensão e conjuga duas grandes qualidades: joga e faz jogar, assistindo e marcando, é determinante à sua equipa e isso está espelhado nas 53 partidas que realizou na temporada transata.
É dos jogadores mais inteligentes da atualidade e esta pode mesmo ser uma época de sonho.
2.

Ousmane Dembélé – É incontestável a elevada qualidade e potencial do jovem francês, mas também é facto que o mesmo não deu a melhor resposta ao salto que deu de Dortmund para Barcelona, demorando a adaptar-se à equipa e inclusivamente à cidade, protagonizando até algumas situações insólitas. A sorte das lesões não esteve do seu lado e logicamente isso foi um entrave ao seu sucesso, mas quando recuperado aproveitou os “vários poucos minutos de jogo” que lhe foram confiados e mostrou a Ernesto Valverde que é um ativo de qualidade e que tem valências mais que suficientes para ser uma peça crucial para o Barcelona.
O avançado francês na época passada contabilizou 24 jogos, tendo disputado ainda a supertaça alemã, e marcou apenas quatro golos, o que pode justificar-se pelo facto de ter estado lesionado e ter demorado a afirmar-se em Barcelona.
É certo que com os seus 21 anos é ainda de tenra idade, mas já deu algumas provas de qualidade e o seu estilo atrativo faz o público delirar com a velocidade e profundidade que incute no jogo. Portanto, se se quer transformar num jogador de renome internacional e ambicionar os melhores prémios individuais, Ousmane Dembélé terá de agarrar com unhas e dentes a aposta que os catalães fizeram em si e assumir-se como um elemento influente na equipa.
1.

Marco Asensio – Todas as equipas passam pelo tão conhecido “período de renovação”, aquele momento em que se dá o término da boa forma dos principais intervenientes e onde é claro o sentimento de mudança. Ora, o Real Madrid, em parte, enquadra-se nesta realidade sobretudo pela saída de Ronaldo, mas também pelo envelhecimento do plantel, o que para Asensio poderá ser uma rampa de lançamento até ao nível de excelência onde se afirmará como um dos principais craques dos merengues.
O jovem espanhol esteve já em evidência na última temporada, sendo escolha regular de Zidane, alinhando inclusivamente algumas vezes como titular. Sempre fiel ao seu estilo de jogo de classe e inteligência, realizou 61 partidas e marcou 11 golos. O tento apontado na final da Liga dos Campeões foi um dos pontos mais altos de 2017/2018.
Aos 22 anos, Marco Asensio, têm nesta época a possibilidade de passar de jovem revelação para jogador chave. Vale a pena esperar para ver o que nos reserva este craque!
Foto de Capa: FPF
Artigo revisto por: Jorge Neves









