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Os 5 clubes que desapareceram nos últimos anos

Marta Rebelo · 4 min

Clubes
Foto: UEFA

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Enquanto adeptos de futebol, é bastante provável que passemos mais tempo a sofrer do que a celebrar vitórias. Ainda assim, a maioria de nós passa mais tempo a sonhar com os olhos abertos do que com eles fechados e nem as derrotas nos fazem parar de preparar o cachecol e o coração para cada jogo. É um dado adquirido que o sol, quando nasce, é para todos, mas também o é que, com tantos atores em jogo, seria impossível que todos vencessem sempre e da mesma forma.

Neste artigo, quis falar e homenagear clubes que fizeram história e nos proporcionaram no passado grandes momentos, mas que têm estado fora de órbita nos últimos anos.

5.

Hamburger SV – Fundado em 1887 numa das cidades portuárias mais importantes da Europa, o Hamburger SV é dos conjuntos mais antigos do mundo e dos mais vitoriosos na Bundesliga, tendo acolhido mais recentemente jogadores como Son Heung-min, Luca Waldschmidt e Filip Kostic. Em 2018, o clube saiu da sua zona de conforto ao ser pela primeira vez relegado para o segundo principal escalão do futebol alemão.

Tratados por “dinossauros”, o Hamburger SV foi a única equipa que até há três anos atrás disputou todas as temporadas do campeonato alemão. Do seu palmarés fazem parte seis títulos da Bundesliga, três taças alemãs e uma liga dos campeões ganha em 1983 contra a Juventus FC.

4.

Newcastle United F.C. – Fundado em 1892, depois da junção do Newcastle East End e do Newcastle West End, o histórico inglês teve míticos treinadores como Stan Seymour e Sir Bobby Robson, este último responsável por dois acessos à liga dos campeões entre 2001 e 2004. Foi também casa para Michael Owen, Andy Carroll e Alan Shearer, o qual nasceu na cidade de Newcastle e é provavelmente considerado o melhor avançado da história da Premier League com 260 golos marcados na competição, 206 deles ao serviço do seu clube do seu coração.

Os “magpies”, como são chamados graças aos pequenos pássaros comuns na Grã-Bretanha que “vestem” as mesmas cores, chegaram a ter também a alcunha de “reis da taça”, por terem ganho a FA Cup por três vezes entre 1951 e 1955. A sua última presença europeia foi em 2013, saindo derrotado pelo Benfica nos quartos da então Taça UEFA.

3.

FC Schalke 04 – Conhecidos como “Königsblauen”, os “azuis reais”, e como “Die Knappen”, “os mineiros”, uma vez que muitos dos primeiros adeptos e jogadores trabalhavam nas minas de Gelsenkirchen, este clube foi fundado em 1904, tal como o nome indica, atravessando o seu período de maior sucesso durante a fase mais negra da história alemã, vencendo seis de nove campeonatos entre 1934 e 1942.

Detentor de uma das melhores academias de jovens da Alemanha, da qual saíram nomes como Manuel Neuer, Julian Draxler, Leroy Sané e Mesut Özil, o Schalke 04 está em risco de colapso financeiro e prepara-se para voltar ao segundo escalão do futebol alemão na próxima época. Vencedor da Taça UEFA em 1997, as últimas alegrias deste histórico alemão remontam ao ano de 2011, no qual venceu a taça, supertaça, e chegou às meias-finais da Liga dos Campeões.

2.

Parma Calcio 1913 – Precisamente no glorioso ano do Itália 90, este ícone italiano é promovido à Série A pela primeira vez, ganhando nada mais nada menos do que oito troféus nos 12 anos seguintes, incluindo a atual Europa League por duas vezes, em 1994 e 1998.

Reza a lenda que o investimento da conhecida Parmalat, juntamente com o célebre atual presidente, Nevio Scala, que treinou o clube entre 1989 e 1996, tornaram o conto de fadas possível, fazendo com que o Parma deixasse de ser um simples clube provinciano. Hoje em dia, depois de ultrapassada uma década de graves problemas financeiros, nas quais a falência da Parmalat teve obviamente um papel fulcral, o conjunto italiano, que teve ao seu lado jogadores como Gianluigi Buffon, Fabio Cannavaro e Onan Crespo, está livre de dívidas e focado em voltar ao principal escalão do futebol italiano.

1.

Real Club Deportivo de La Coruña – Fundado em 1906 numa então pequena cidade com 200 mil habitantes, os espanhóis passaram a maior parte da sua história na segunda divisão, chegando até a estar na terceira.

No verão de 1988, o presidente eleito Augusto César Lendoiro, nascido na Corunha, sabendo da importância social do clube para a região, determinou-se a mudar as coisas, ficando no cargo durante 25 anos. Promovidos em 1991 pela primeira vez desde 1973, aos poucos e poucos os “herculinos” foram subindo os degraus do principal escalão do futebol espanhol e no total angariaram quatro vezes o segundo lugar e três vezes o terceiro.

O Deportivo de La Coruña, que anda agora perdido algures na Segunda Divisão B, chegou a contar com jogadores como Pauleta, Mauro Silva, Djalminha e Roy Makaay, presentes quando o clube se sagrou campeão a 19 de maio de 2000. Em 2004 chegaria às meias-finais da liga dos campeões, onde só perderia com os vencedores da competição nesse ano, o FC Porto, e a 6 de março de 2002 conseguiria o grande feito de vencer a Copa del Rey no Santigo de Bernabéu ao Real Madrid CF, exatamente no dia do centenário dos madrilenos e contra a super equipa de Zidane, Ronaldo, Figo, Beckham e companhia.

Marta Rebelo

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