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5 jogadores que prometiam muito e desiludiram no Século XXI

Francisco Grácio Martins · 4 min

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São muitos os casos de jogadores a quem é traçado um destino grandioso que não chega a deixar de ser um desejo. Desde jovens promessas que o são eternamente, a jogadores que escolhem o dinheiro em detrimento de uma carreira nos melhores clubes europeus, passando por aqueles craques que são mal geridos pelos seus clubes ou os que são  mais falados por aquilo que fazem fora do campo do que pelo que fazem dentro dele, os exemplos são vários.

O talento pode existir, mas, para além disso, é preciso trabalho, uma vida regrada e confiança por parte de treinadores e dirigentes. A capacidade psicológica de ultrapassar percalços, e fazer dessas mesmas dificuldades forças, assume particular importância para que um atleta possua uma boa tomada de decisão dentro e fora do campo.

 

5.


Gaizka Mendieta – ídolo no Valência, deixou os ches em 2001/02. Ao fim de nove temporadas no clube e após ter falhado a conquista da Liga dos Campeões da época anterior, rumou à Lázio. Os romanos pagaram 48 milhões de euros pelo jogador que recebeu da UEFA, em dois anos consecutivos, o prémio de melhor médio (1999/00 e 2000/01), fazendo de Mendieta, à época, um dos jogadores mais caros de sempre. No entanto, os italianos nunca rentabilizaram o seu investimento. Em 2002, foi emprestado ao Barcelona e, em 2003, foi parar ao Middlesbrough de onde não mais saiu, confirmando o falhanço da sua passagem na Serie A.

4.


Andy Carrol – nada mais do que 41 milhões de euros, foi o que o Liverpool pagou, em 2011, por aquele que esperava ser o substituto de Fernando Torres no ataque da equipa. Depois de ter ajudado o Newcastle a subir à Premier League com um generoso contributo de 19 golos, o avançado destacou-se na primeira metade da temporada de 2010/11, tendo apontado 11 golos em 20 jogos no escalão máximo do futebol inglês ao serviço dos magpies. O registo chamou a atenção dos reds que não sabiam que, em 58 jogos, distribuídos por três épocas, Andy Carrol marcaria apenas 11 golos (6 na Premier League). Na altura, foi um dos jogadores mais caros de sempre, mas foi também um grande tiro ao lado.

3.


Oscar – confesso que sempre que penso nele me vem à memória o grande jogo que fez contra Portugal na final do mundial de sub-20 na Colômbia, enquanto representava a seleção do Brasil. Nesse dia, não poupou a seleção nacional a um hat-trick que decidiu aquele jogo a favor da canarinha. Na seleção brasileira brilhavam, entre outros talentos, Philippe Coutinho e Casemiro. Mesmo assim, nenhum se destacava tanto como ele. Depois, de uma passagem significativa pelo Chelsea, decidiu seguir os milhões da China e passar ao lado de uma carreira que tinha tudo para ser brilhante.

2.


Ricardo Quaresma – embora o recente reforço do Vitória SC tenha feito um trajeto interessante, acabou por não confirmar tudo aquilo que o seu talento projetava no início da sua carreira. Algumas decisões não tão felizes fizeram com que não se afirmasse nos grandes palcos que teve oportunidade de pisar. A técnica que adquiriu na formação do Sporting, levou-o a ser ídolo no Porto e no Besiktas, mas nem com trivelas conquistou os adeptos do Barcelona, Inter ou Chelsea. Campeão europeu por Portugal, chegou a ser distinguido como o pior jogador da Serie A.

1.


Bebé – o ano é 2010. O Vitória SC contrata Tiago Manuel Dias Correia, também conhecido por Bebé. Sem ser preciso fazer um jogo oficial pelo clube de Guimarães, aos 20 anos, mudou-se para o Manchester United. Bem referenciado, foi uma contratação feita às cegas por Alex Ferguson que achou que ali havia um talento na dimensão de Cristiano Ronaldo. A chegada a Inglaterra foi tão inesperada como malsucedida. Saiu de Manchester já sem rastas, que caíram à mesma velocidade que a sua carreira.

Francisco Grácio Martins

Redação Bola na Rede · ver artigos