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Não fosse Obikwelu e José Mourinho candidatava-se ao melhor sprinter português de 100 metros. Assim é o Special One, irreverente dentro e fora de campo, como bem o conhecemos, que atingiu a marca dos 1000 jogos na carreira.
Com créditos dados em quatro campeonatos, português, inglês, italiano e espanhol, a montra de títulos individuais e coletivos dá inveja a qualquer um e um orgulho imenso a todos os portugueses. Apesar de algumas dúvidas criadas sobre José Mourinho nas últimas temporadas, o treinador português tem tido um arranque muito positivo nesta época.
Em 1000 jogos é impossível lembrar todos, mas há alguns que nos ficam na cabeça, seja pelo duelo, pelas atitudes, pelos golos, pela emoção, pela importância, por mil razões. Desses alguns, escolher cinco parece diminuto para uma carreira tão icónica e tão especial como a de José Mourinho.
Entre finais, correrias, jogos de tremenda importância, conquistas… aqui vão cinco partidas que vale a pena rever.
Top 5 jogos mais Icónicos de Mourinho
5.
Outro momento memorável do El Clasico foi em 2012, na vitória do Real Madrid sobre o Barcelona no Camp Nou por 2×1, pela La Liga 11/12. Na ocasião, os times estavam brigando diretamente pelo título e a vitória do Real Madrid foi conquistada com um gol de Cristiano Ronaldo. pic.twitter.com/uC2b2nkQAf
— PALPITES DOS PRIMOS⚽😎 (@Palpites2primos) April 10, 2021
FC Barcelona vs Real Madrid CF – A quatro jornadas do fim e com os merengues com quatro pontos de vantagem sobre o rival, a jornada 34, da liga espanhola 2011/2012, tinha todos os ingredientes para um belíssimo espetáculo. Em campo duas super equipas, num super estádio, Camp Nou.
Nos bancos, José Mourinho e Guardiola. Ah que saudades! Vale a pena ir no separador ao lado recordar as duas equipas. Special One tinha, no mítico estádio do FC Barcelona, uma oportunidade para confirmar toda a sua capacidade e vencer com estrondo.
Assim foi, Khedira aos 17´ fez o primeiro, Alexis igualou aos 71´e Cristiano Ronaldo carimbou a vitória aos 73 minutos. Recordo-me muito bem do entusiasmo para este embate, e do atestado que Mourinho deu neste dia.
4.
Chelsea FC vs Paris Saint-Germain FC (2015) – Depois de perder por 3-1 na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, em 2014/2015, José Mourinho venceu os franceses por 2-0, em Londres, e carimbou a passagem para as meias-finais. O jogo teve contornos fantásticos. Schurrle entrou aos 18 minutos, para substituir Hazard, e foi mesmo o alemão a abrir o ativo aos 32 minutos.
A precisar de um golo, o Chelsea FC enviou duas bolas à trave na segunda parte e desesperava. Quando o cronómetro marcava o minuto 87, Demba Ba fez o golo que garantia a eliminatória para o clube londrino. José Mourinho, à sua imagem, correu para a linha de fundo, não para festejar, segundo ele, mas para dar indicações.
3.
FC Porto vs AS Monaco (2004) – Três golos sem resposta e a primeira orelhuda para Mourinho. A vitória do FC Porto na Liga dos Campeões de 2004 é um verdadeiro conto de fadas. Uma equipa incrível, uma história pouco provável e um vencedor português.
No banco? No banco Mourinho trocava a correria pelo passo lento no final da partida. História icónica e caminhada única de Mourinho na temporada de despedida dos azuis e brancos. Carlos Alberto aos 39´, Deco aos 71´e Alenichev aos 75´ deram impulso para vencer e para Mourinho aterrar em Inglaterra na temporada seguinte. O resto é história.
2.
Manchester United FC vs FC Porto (2004) – Depois de vencer o gigante inglês, em casa, por 2-1, José Mourinho teve no Teatro dos Sonhos, a correria de sonho. A missão era complicadíssima, ainda para mais com o golo de Scholes ainda na primeira parte. Este jogo todos recordamos porque vimos ou porque nos contaram.
A verdade é que todos sabemos. Quando o relógio caminhava para o fim e a esperança era quase nula, um tal de Costinha deu forças para Mourinho fazer uma das correrias mais icónicas do futebol. A euforia tomou conta do Special One num jogo de contornos únicos.
1.
FC Barcelona vs FC Internazionale Milano (2010) – A derrota mais bonita da sua vida. Foi assim que José Mourinho descreveu a partida depois do apito final. A preparação para o jogo foi fantástica e vale a pena conhecer. O jogo, em si, tem pormenores únicos.
A começar pela troca mesmo antes do apito inicial. Chivu substitui Pandev, por suposta lesão no aquecimento, e o romeno teve um papel importantíssimo a controlar as movimentações de Messi. A juntar a isso, Thiago Motta era expulso aos 28 minutos. No banco blaugrana fazia-se a festa pela vitória antecipada. Mourinho avisou Guardiola que o jogo ainda não tinha acabado, quando o espanhol dava indicações a Zlatan. Aos 84´ abria-se uma brecha no muro defensivo e golo do FC Barcelona.
Esperava-se, naquele momento, que seria mais uma “remontada” épica, e a jogar contra 10 e a precisar apenas de um golo, que o FC Barcelona conseguisse carimbar a passagem à final. Já ao cair do pano, golo anulado aos culés. Após o apito final… mais uma corrida desenfreada de José Mourinho, que teve até direito a sistema de rega.
A verdade é que a defesa venceu a partida, num jogo em que, contrariamente ao que vem nos livros, foi quase dando a bola ao adversário que se carimbou a passagem. Mas, claro que em muito pesou o resultado da primeira mão. Partida icónica pela frieza, pela tática de “Mou”, pela capacidade de reinvenção, e, acima de tudo, pela certeza e confiança que transmitiu para a equipa.














