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Treinadores | Os próximos 5 técnicos a serem despedidos

Gabriel Henriques Reis · 5 min

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Nem só de bons momentos vive o futebol. Quando os resultados não parecem ir ao encontro das expectativas, os adeptos tendem a tentar encontrar explicações para o fracasso. Em Portugal, e não só, muitas vezes opta-se por substituir treinadores, independentemente do momento da temporada, talvez em busca das famosas “chicotadas psicológicas”. Outros, simplesmente não conseguem incutir as suas ideias de jogo, acabando por ter de sair naturalmente, do cargo que ocupam.  Eis uma lista de cinco treinadores que começam a sentir alguma contestação e veem agora a demissão mais próxima.

5.


Andrea Pirlo – No início da temporada a direção da Juventus tomou a surpreendente decisão de contratar Andrea Pirlo. O antigo médio italiano, que até chegou a Turim para comandar a equipa de sub-23, foi anunciado poucos dias após ter sido noticiado o despedimento de Maurizio Sarri.

Não obstante a qualidade e respeito que Pirlo conquistou enquanto jogador, a escolha não foi bem recebida pelos adeptos. A direção da Vecchia Signora foi bastante criticada, por dar um verdadeiro “tiro no escuro”, – visto que esta se trata da primeira experiência como técnico e quando havia treinadores com muito maior reputação no mercado.

A Juventus é, à nona jornada, quarta classificada da Serie A, a prestação na Liga dos Campeões não está a ser brilhante, ainda que eficaz, e as diferenças entre este e o futebol apresentado por Sarri não são evidentes. A equipa parece continuar desconexa, sem ideias e muito dependente da qualidade individual dos seus jogadores para se conseguir superiorizar. A contestação aumenta e Andrea Pirlo terá de fazer mais e melhor, se quiser continuar à frente de um cargo tão exigente como este.

4.


Manuel Pellegrini – O Bétis vive momentos conturbados e o experiente Manuel Pellegrini parece não conseguir mudar o rumo dos acontecimentos. O treinador chileno regressou a Espanha, onde já orientou Real Madrid, Villarreal e Málaga, no início desta época com o objetivo de voltar a colocar a equipa sevilhana nos lugares cimeiros da tabela. A verdade é que a temporada não começou da melhor maneira e o Bétis encontra-se no 15.º lugar da tabela classificativa, apenas dois pontos acima da linha de água. Em 11 jogos disputados, o técnico ainda não empatou, tendo sido derrotado por sete ocasiões e vencendo quatro partidas. Registo que certamente não deixará felizes os fervorosos adeptos sevilhanos, conhecidos por exigirem muito da sua equipa. Na memória estará ainda a desastrosa temporada de 2019/2020 e o fiasco com os treinadores; Rubi foi o nome escolhido e acabou por ser prematuramente demitido das suas funções, devido a maus resultados. Trará o futuro semelhante destino para Pellegrini?

3.


Vasco Seabra – O Boavista FC está a ter um início de época verdadeiramente atípico. Se na retina de todos os adeptos ficou o duelo frente ao Benfica, que as panteras venceram por uns esclarecedores 3-0, em todos os outros jogos do campeonato a equipa não conseguiu levar os três pontos. No campeonato, soma uma vitória, quatro empates e três derrotas.

Ainda que estejamos numa fase bastante precoce da temporada, o arranque não foi o esperado. Se excluirmos Sporting CP, SC Braga, SL Benfica e FC Porto, podemos considerar que o Boavista apresenta, na teoria, um dos plantéis mais equilibrados da Primeira Liga. As chegadas de jogadores como Angel Gomes, Abdil Rami, Javi García, Yanis Hamache, Nuno Santos, Reggie Cannon ou Léo Jardim fizeram sonhar os adeptos boavisteiros, que certamente estarão desiludidos com a prestação da equipa dentro das quatro linhas. Pede-se mais a Vasco Seabra. Qualidade não falta a um dos mais capacitados treinadores portugueses.

2.


Chris Wilder- O Sheffield United FC foi, na temporada transata, a grande surpresa da Premier League. Os resultados obtidos por Chris Wilder foram tão bons que os recém-promovidos ficaram cinco pontos do sétimo lugar, que dava acesso à Liga Europa.

O sistema 3-5-2 do treinador inglês, com características únicas, impressionou e levou um conjunto teoricamente menos dotado a um extraordinário nono lugar. Esta temporada está a revelar-se catastrófica para o emblema de Sheffield. Ainda sem vencer em todas as competições, o melhor que conseguiu foi um empate em Bramall Lane, frente ao Fulham. Chris Wilder, no comando desde maio de 2016, pode mesmo ter os dias contados, isto se não apresentar resultados em breve. O calendário é duro e a paciência dos adeptos começa a esgotar-se.

1.


Zidane-Nenhum treinador é livre de contestação. Zinedine Zidane, vencedor de três Ligas dos Campeões entre 2015 e 2018 ao serviço do Real Madrid, está, segundo a imprensa espanhola, em risco de abandonar o cargo de treinador principal. Os merengues detém o recorde de mais orelhudas conquistadas (13) e procuram sempre estar entre os melhores da competição. Para já, a passagem à fase a eliminar está comprometida.

A equipa perdeu por duas vezes contra o Shaktar Donetsk, de Luís Castro, e empatou no terreno do Borussia Mönchengladbach. Em cima da mesa está a hipótese do Real Madrid não se qualificar para a próxima fase, uma vez que já não depende exclusivamente de si. Essa seria uma enorme machadada no trabalho realizado pelo técnico francês, que também não tem convencido no campeonato. As derrotas frente a Cádiz, Valência e mais recentemente, Aláves, fazem disparar os alarmes de uma equipa há muito debilitada. Sevilha e Atlético de Madrid são os adversários que se seguem no campeonato; pelo meio recebem ainda o líder do grupo da Liga dos Campeões, Borussia Mönchengladbach, num jogo em que só a vitória interessa.

Artigo redigido por Gabriel Reis

Gabriel Henriques Reis

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Tiago Campos · 5 min de leitura
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