Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Está em andamento a Liga Saudita da Era Jesus

Rúben Tavares · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Depois da participação da seleção da Arábia Saudita no Mundial da Rússia, 12 anos depois, o futebol saudita, no que a clubes diz respeito, reabriu a época desportiva nas últimas semanas com a conquista da supertaça a recair sobre o Al-Hilal após bater o Al-Ittihad por 2-1. O atual bicampeão do país surpreendeu o mundo este ano ao contratar Jorge Jesus.

O técnico português, numa das entrevistas que concedeu à Comunicação Social portuguesa, já confessou ter ouvido um ‘Love you, Jesus’, ele que foi recebido em apoteose em Riade.

Na primeira jornada, a equipa entrou a vencer o Al-Fayha Majmaa por 1-0, um resultado pela margem mínima de uma formação do ex-treinador do Sporting que conta no plantel com nomes como Alberto Botía, o ex-FC Porto Carlos Eduardo, Bafétimbi Gomis ou o ex-Sporting e Benfica André Carrillo.

Quanto à concorrência, o Al-Ahli Jeddah busca recuperar o título nacional pela última vez conquistado em 2015/16. A equipa orientada pelo argentino Pablo Guede conta nas suas fileiras com dois nomes conhecidos do futebol português, casos de Djaniny, que chegou proveniente do Santos Laguna, ou de Souza, que se mudou do Fenerbahçe para o médio oriente.

Logo na primeira jornada, o Al-Ahli entrou com o pé esquerdo, se é que assim se pode dizer, ao empatar com o Al Taawon, clube onde está agora Pedro Emanuel.

Pedro Emanuel chegou ao  esta temporada. Defronta Jesus a 27 de dezembro, em plena quadra natalícia
Fonte: Al Taawon

Os treinadores portugueses irão cruzar-se nesta aventura árabe a 27 de dezembro, na 15.ª jornada, altura em que a formação de Buraidah recebe a de Riade e logo num tempo de quadra natalícia onde haverá motivos de festa em bom português, mas só depois do apito final.

Numa fase muito incipiente do campeonato e, portanto, insuficiente para traçar padrões definitivos em termos de classificação, regista-se o dado que aponta que os vencedores da primeira jornada não venceram por mais de um golo de diferença, o que poderá indicar algum equilíbrio da competição nas suas 16 equipas. Assim, Al-Nassr, de Nordin Amrabat, Al- Shabab e Al- Hilal estão na liderança com os três pontos.

Quinta-feira inicia-se a segunda jornada, que se prolongará até sábado, 15. Jorge Jesus e Pedro Emanuel jogam fora, com o Al-Raed e o Al-Hazm, respetivamente. Isto ainda está a começar, mas parece-me que, pelo menos para nós, portugueses, vamos querer atualizar-nos todas as semanas sobre esta edição do campeonato saudita.

 

Foto de Capa: Al-Hilal Saudi Club

Rúben Tavares

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.