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As 5 contratações mais caras de Pep Guardiola

Diogo Mesquita · 4 min

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Josep Guardiola i Sala, um catalão com 49 anos que é globalmente reconhecido como um dos melhores pensadores do futebol em todo o planeta.

Na sua carreira recheada de sucessos enquanto treinador, Pep já treinou quatro clubes: FC Barcelona ‘B’, FC Barcelona, FC Bayern e Manchester City FC. Conquistou troféus com todos e já garantiu um total de 30 taças para os museus de todos os emblemas que orientou.

As vitórias não são gratuitas, e para ganhar é preciso investir. Pep Guardiola tem uma velha fama de ser um dos treinadores mais gastadores do mundo.

Por isso, o Bola na Rede esta semana foi estudar quais foram as cinco contratações mais caras do técnico catalão.

5.

Aymeric Laporte – O defesa-central francês foi uma das primeiras grandes contratações dos cityzens na era Pep Guardiola. Corria a época 2017-18 e Laporte era a grande figura da equipa do Athletic Bilbau, feito raro para um defesa a jogar num dos históricos emblemas da Liga espanhola.

No defeso de inverno de 2018, o Manchester City FC tentou negociar o passe do francês com os bascos, mas acabou mesmo por ter de pagar os €65 milhões que cifravam na cláusula de rescisão do contrato celebrado entre o Athletic e o jogador.

Desde então, Aymeric Laporte já jogou 86 vezes pelos cityzens, tendo apontado 6 golos e assinado três assistências. Infelizmente para ambas as partes, o francês tem sido assolado com algum azar nas lesões.

A sua preponderância no City é por si só explicativa, uma vez que os analistas e comentadores britânicos relacionaram a lesão grave que o francês contraiu no joelho à quebra de rendimento na primeira metade da temporada 2019-20.

4.

Riyad Mahrez – Esta é uma das transferências mais questionáveis do Manchester City de Pep Guardiola. Depois de conquistar a máxima glória em relvas britânicas de raposa ao peito, o argelino transferiu-se para os cityzens a troco de €67,8 milhões.

A substancial quantia envolvida na sua ida de Leicester para Manchester fez de Mahrez, à altura, a segunda contratação mais cara da história do gigante de Inglaterra. E se pelo serviço demonstrado pelos foxes o valor até podia ser justificado, a estranheza adveio mesmo pela sobrelotação de extremos direitos no plantel dos cityzens, onde Mahrez encontrou a feroz concorrência de Bernardo Silva e, esporadicamente, um promissor Phil Foden lhe tirava o lugar.

Assim sendo, o magrebino nunca foi uma escolha principal ou indiscutível para Pep Guardiola, tendo cumprido em média 59 minutos por jogo na última temporada e apenas 48 minutos por partida disputada na Premier League em 2018-19. Feitas as contas em todas as competições, o argelino já vestiu a azul-bebé do City em 98 ocasiões, tendo apontado 26 golos e feito 29 assistências.

3.

Rúben Dias – O patrão da defesa dos encarnados mudou-se para Manchester já na reta final deste mercado de transferências a troco duns módicos €68 milhões. Pese embora a viagem no sentido inverso que levou Nicolás Otamendi para o Sport Lisboa e Benfica a troco de €15 milhões.

Não obstante, o valor efetivamente pago pelo internacional português de 23 anos coloca-o num respeitável pódio; é o terceiro jogador mais caro da história do Manchester City FC.

Apenas quatro dias depois da sua chegada, Rúben Dias estreou-se pelos cityzens e foi totalista nessa partida, mas o desfecho não foi o melhor; os azuis de Manchester cederam um empate diante do recém-promovido Leeds United FC.

Com apenas uma partida disputada, esta é uma história em desenvolvimento que vai merecer toda a atenção dos adeptos nos próximos tempos – para o bem, ou para o mal.

2.

Zlatan Ibrahimovic – No mercado de transferências de 2009-10, o fantasmagórico Zlatan Ibrahimovic assinou pelo FC Barcelona concretizando a terceira contratação mais cara da história à altura.

Os catalães pagaram ao Inter de Milão €69,5 milhões pelo sueco, valor que apenas ficava à sombra dos €77,5 milhões pagos por Zinedine Zidane em 2001 e €94 milhões por Cristiano Ronaldo, nessa mesma temporada.

Ibrahimovic jogou 46 partidas pelos culés, durante os quais venceu a La Liga, apontou 22 golos e fez 12 assistências.

No seu livro, Zlatan explicou que Pep Guardiola o “estava a utilizar da maneira errada” e que “não devia ter sido contratado se queriam um jogador com características diferentes”.

O super sueco e o técnico catalão apenas trabalharam juntos nesta temporada, que não é particularmente uma de boa memória para nenhum dos dois.

1.

Rodri – Proveniente do Atlético de Madrid, Rodri foi a contratação mais cara de Pep Guardiola. O Manchester City FC pagou €70 milhões aos colchoneros pelo médio espanhol, valor que correspondia à sua cláusula de rescisão.

Guardiola tinha um plano aquando da contratação: transformar o médio área a área num médio defensivo. Com 1.91m, Rodri consegue aliar à sua natural força e habilidade defensiva alguma velocidade, uma boa capacidade de drible e visão de jogo.

Apesar das alterações posicionais pedidas pelo treinador catalão, o trinco já conseguiu marcar mais golos pelo Manchester City numa só temporada do que com qualquer outra camisola. Indispensável para Guardiola, Rodri já disputou 57 jogos, marcou quatro golos e assinou duas assistências pelos cityzens.

Diogo Mesquita

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