Última horaCristian Ferreira após FC Porto x Académico de Viseu: «Saímos tristes porque o jogo se desenrolou de uma forma que não esperávamos»
Publicidade

FK Dnipro | da final da Liga Europa à extinção… em quatro anos

João Brandão · 1 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O FK Dnipro, equipa maior da cidade de Dnipropetrovsk, anunciou a extinção ao fim de 101 anos de história. Fundado em 1918, ainda no tempo da União Soviética, o clube viveu tempos áureos na década de 80, altura em que conquistou dois campeonatos da URSS nos anos de 1983 e 1988 e uma Taça Soviética em 1989.

No início da atual década, o Dnipro conseguiu mais uma senda de bons resultados, como o 2.º lugar no campeonato ucraniano de 2013/2014 e o 3.º lugar nas edições de 14/15 e 15/16. Pelo meio, atingiu provavelmente o ponto mais alto da sua história, ao alcançar a final da Liga Europa.

Numa campanha inolvidável, deixou para trás equipas importantes como o Olympiakos, o Ajax, o Club Brugge ou o Nápoles, sucumbindo apenas na final frente ao Sevilha. Nesse jogo, até começou a ganhar, com um golo de Kalinic dentro dos primeiros 10 minutos, mas viria a ser derrotado por 2-3. Faziam parte desse plantel nomes como Yevhen Konoplyanka, Rotan, Kalinic, Mattheus (que passou por Portugal, pelo SC Braga) e ainda o português Bruno Gama.
Fonte: UEFA

Depois, veio o pior… Graves problemas financeiros assolaram o clube em 2016, altura em que o milionário ucraniano Ihor Kolomyskyi, proprietário do clube, deixou de o financiar. Surgiram os primeiros salários em atraso, sobretudo para com a dispendiosa equipa técnica comandada por Juande Ramos. A Federação Ucraniana aplicou sanções pesadas ao clube, como fortes deduções de pontos, que atiram o clube para a segunda divisão na época de 2016/2017. As dividas iam-se acumulando e as sanções eram cada vez mais pesadas, tendo o clube caído para as divisões amadoras na temporada passada.

Agora, a situação chegou ao cúmulo. O FK Dnipro não efetuou a inscrição em qualquer competição amadora ou profissional, tendo, por isso, deixado de existir. É o encerrar de portas de um clube histórico e centenário, que passou do céu ao inferno em poucos anos.

Foto de Capa: UEFA
João Brandão

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Enquanto houver estrada para andar Rui Borges vai continuar | Sporting 2-1 Marítimo

Há uma frase do Lampedusa que toda a gente cita mal: é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma. Rui Borges levou-a à letra na terça-feira. Mudou os onze. Não nove, não dez, os onze, do guarda-redes ao ponta de lança, o que é um gesto que um treinador de um grande só faz quando percebeu que já não tem nada a perder por aí. Saíram o Kaique, o Fresneda, o Ba, o Gonçalo Inácio, o Maxi, o Altimira, o Doumbia, o Flávio, o Luis Guilherme, o Irankunda e o Suárez. Entrou uma equipa que ninguém tinha visto jogar junta. E ganhou. Convém lembrar de onde vinha o Sporting, porque sem isso o 2-1 não se percebe. Vinha de duas derrotas consecutivas em casa, com o LASK Linz e com o Académico de Viseu, do primeiro desaire interno da temporada, de nove pontos de atraso para o FC Porto e de lenços brancos nas bancadas no domingo à tarde. Alvalade tinha-se habituado a ver a bola circular muito e a chegar a lado nenhum. Dois jogos seguidos a cruzar por cruzar contra blocos que se fechavam e a sofrer sempre do mesmo modo, com a bola trocada para o lado contrário e um cruzamento rasteiro que ninguém cortou.

Manuel Nascimento · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.