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Futebol Internacional: O melhor 11 de 2019

Miguel Ferreira de Araújo · 4 min

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Prestes a cair o pano sobre o palco do futebol internacional, o Bola na Rede arriscou em escolher o onze titular do ano com base no rendimento individual e coletivo dos eleitos.

Nota do autor: para este exercício, foram apenas considerados os 50 jogadores nomeados pela UEFA para compor a Equipa do Ano 2019.

Na baliza, Alisson superou a concorrência de nomes como Ter Stegen, Oblak ou Onana e foi o guarda-redes escolhido para defender as redes da equipa do Bola na Rede. Aos 26 anos, e após duas épocas em Roma, o canarinho formado em Porto Alegre encontrou em Anfield o palco que lhe permitiu conquistar o troféu europeu mais importante de clubes, tendo sido um elemento fundamental no percurso dos reds até à final de Madrid. De instinto felino, das suas mãos e pés saíram várias pinturas que ficaram emolduradas na parede da edição passada da Liga dos Campões.

À frente, numa defesa a quatro, o vermelho é a cor dominante, sintomático da grandiosa época protagonizada pela turma de Klopp. Nas laterais, Alexander–Arnold e Andy Robertson são donos e senhores de duas das posições que menos dúvidas levantaram. Se 2019 foi o ano de várias revelações no futebol europeu, Alexander-Arnold é indiscutivelmente uma delas. Com apenas 20 anos, o lateral-direito inglês fez jus à velha máxima de que a idade pouco importa quando existe qualidade e afirmou-se no onze do Liverpool, por meio da sua velocidade, inteligência e capacidade técnica.

Do lado oposto, o escocês mais intenso da atualidade deu continuidade às boas épocas que vinha fazendo por Terras de Sua Majestade e terminou a temporada com quase 50 encontros realizados. No eixo da defesa, Virgil van Dijk é um nome incontornável. Aos inúmeros prémios individuais arrecadados à conta da sua invulgar agilidade e velocidade para a envergadura que apresenta, o holandês foi a voz de comando do Liverpool campeão europeu. Ao seu lado, tanto Matthijs de Ligt como Aymeric Laporte mereciam figurar neste XI, mas pela maior dificuldade em jogar no clube de Amesterdão em comparação com o de Manchester a escolha recaiu no agora jogador da Juventus. De porte elegante, o holandês à sublime capacidade de desarme e sair a jogar, juntou golos decisivos que elevaram (ainda mais) a sua cotação internacional.

Na sala das máquinas do meio-campo, a proposta de jogo é ofensiva. De tração à frente, mas o elemento mais recuado, Frenkie de Jong assumiu-se como o motor da poderosa engrenagem do Ajax 18/19. De passada larga, mas de toque refinado, o holandês encantou meio mundo com as suas exibições, que lhe valeram um bilhete para Camp Nou. Quem também encantou – na Europa e, especialmente, em Portugal – foi Bruno Fernandes.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O português atingiu números estratosféricos para a realidade de um médio e conseguiu figurar entre os melhores militando numa liga periférica como a NOSsa. Em jeito ou em força, dos seus pés saíram dos mais belos golos da época passada e, dos 11 escolhidos, arriscamos dizer que foi o jogador com mais impacto individual no rendimento das respetivas equipas. O contributo luso não se fica pelo número 8 do Sporting e Bernardo Silva completa o trio de meio-campo da nossa equipa. O aclamado 9.º melhor jogador do mundo teve uma época estrondosa ao serviço do Manchester City, que culminou na conquista da Premier League. Reconhecido por todos como um fora-de-série, o médio/extremo formado no Seixal encantou os adeptos de qualquer equipa com o seu pé esquerdo.

Na dianteira, as opções são inúmeras e, uma vez mais, o gosto pessoal terá uma palavra a dizer. Deste modo, Lionel Messi é o eleito para o lado direito do ataque (ainda que, como sabemos, a Pulga saltite pelo campo inteiro). De bola colada ao pé contrário ao destro, o argentino é, na opinião do autor, o expoente máximo do futebol. Seja em transição, organização ou de bola parada, Messi terá sempre lugar neste tipo de votações. À esquerda o lugar pertence ao senegalês do momento: falamos, pois claro, de Sadio Mané.

À estonteante velocidade e imprevisível drible que o caracterizavam, o altruísta – dentro e fora de campo – extremo do Liverpool acrescentou números e um compromisso defensivo notável e só ao alcance de alguém muito capaz fisicamente. A ponta da lança seria polaca, com traços alemães. Há quatro anos consecutivos a marcar mais de 40 (!) golos por época, Robert Lewandowski é o parceiro ideal, não só para finalizar, mas, sobretudo, combinar com os elementos em seu redor. Finalizador nato, fisicamente imparável e tecnicamente muito evoluído, o avançado do Bayern de Munique encerra o role de nomeados para o XI do ano do Bola na Rede.

Foto de Capa: UEFA

artigo revisto por: Ana Ferreira

Miguel Ferreira de Araújo

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