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Mercado de Transferências: A Loucura Total na Compra e Venda de Atletas

Mário Silva da Costa · 4 min

Foto: FC Porto

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Um rei que recusa um Mustang para cumprir o sonho de sair de um castelo montado num cavalo. Um jovem de baixa estatura que ambiciona sair de casa, na qual é vitima alguma violência, por exemplo, um dia levou algumas oito bofetadas alemãs, daquelas que aleijam bastante vindas dos campeões. Uma escavação petrolífera que é desencantada no meio de um jogo de xadrez. Uma estrela das redes sociais a quem é dada a possibilidade de fazer posts com tripas e rojões. Um ex-recluso/atual cidadão exemplar que, farto de iogurtes Oikos e de Platão, deseja muitíssimo voltar a Portugal, mas que entretanto apanhou para aí um bicho e ’tá complicado. Cavani.

Creio que o caro leitor concordará que todas as frases acima enunciadas dariam belíssimos enredos para estupendas e intermináveis novelas. Imagine, então, a loucura total que seria juntar todos estes enredos numa só novela… Seja bem-vindo ao mercado de transferências.

Fala-se bastante no fabuloso trabalho do Diretor Geral de Futebol do Vitória SC, Carlos Freitas. No entanto, creio que há um erro nessa análise. Tal função parece estar a ser desempenhada, não por Carlos Freitas, mas sim por Gustavo Santos, visto tratar-se de uma remodelação ao estilo de Querido, Mudei a Casa. Pelo meio de uma aventura destas, o clube vimaranense surpreende meio país com a extraordinária contratação de Ricardo Quaresma. É que até a forma como o reforço foi anunciado foi algo brilhante.

Cavani.

Lionel, pobre Lionel. Depois do incrível sucesso que foi a passagem de Leonel Pontes pelo comando técnico da equipa principal do Sporting CP, há agora mais um moço chamado Lionel (eu sei que não se escreve bem igual, caro leitor), um bocado menos conhecido, a dar que falar no mundo da bola. Trata-se, portanto de Lionel Messi. Parece que o “baixinhe” (é importante agradecer a Jorge Jesus uma oferta destas) viveu uma experiência absolutamente traumatizante na cidade de Lisboa. Já aconteceu a todos, é normal.

Aparentemente levou oito bofetadas de um grupo de bandidos alemães. Acabou por ser a “gota de água” para Messi, que se recusava a continuar no FC Barcelona, agora treinado por um individuo que também esteve ligado a Lisboa, o que poderia gerar stress pós-traumático no rapaz. No entanto, tratou-se da “gota de água” num copo que ainda está longe de ficar cheio porque nenhum clube se chegou à frente com um rim, que era mais ou menos o valor exigido pelo Barcelona para libertar Messi, pelo que o astro argentino continuará a servir os blaugrana.

Cavani.

Quando é mencionado o xadrez no mundo do futebol há duas possibilidades: os alternos poder-se-ão lembrar de um xadrez verde e branco, então tratar-se-á do Moreirense FC; os restantes lembrar-se-ão do Boavista FC. Ora esse xadrez do Boavista tem sido uma situação curiosa. Então parece que foram levadas a cabo escavações no Bessa, e pelos vistos a coisa correu tão bem que até petróleo desencantaram neste mercado.

Têm-se sucedido as contratações, que vão desde jovens recheados de potencial, como Angel Gomes, até um dos melhores amigos do Serviço Nacional de Saúde português, Javí Garcia. Enquanto Javi García atuou no campeonato português, tratou de garantir que nunca faltava trabalho ao SNS. No fim de um jogo em que ele atuasse, haveria sempre alguém que iria precisar de uma boa operação ao fémur ou até mesmo ao perónio. Não é que em 2020 seja o que mais falta faz ao SNS, mas ainda assim saúda-se o regresso de Javi García.

Cavani.

Por vezes, é importante procurar novas formas de alcançar o topo e não ficar satisfeito sempre com o mesmo tipo de conquista. Um clube que tem dado o exemplo neste campo é o FC Porto. Não se quis acomodar com a conquista de taças e quis passar a outras metas. Agora, o objetivo é alcançar o topo ao nível de redes sociais. E se há mister que percebe disto, é obviamente Sérgio Conceição, que avaliou o plantel e percebeu que assim seria difícil alcançar o objetivo. Deu de imediato ordens para a contratação de Mehdi Taremi, que começou, desde a primeira hora, a cumprir bem o seu papel (em 24 horas a conta de Instagram do FC Porto recebeu 30 mil novos seguidores).

Cavani.

Desde a chegada de Jorge Jesus ao SL Benfica, vários foram os nomes que marcaram o mercado de transferências no clube da luz. Helton Leite, Gilberto, Jan Vertonghen, Everton, Darwin Núñez, Luca Waldschmidt, um outro rapaz ali dos lados da América do Sul, de cujo nome, infelizmente, não me recordo, enfim tem sido um mercado agitado.

Um outro nome que está agora na agenda do Benfica é o de Rúben Semedo, o defesa central que conta com passagens por Vitória FC, Sporting CP, Villarreal CF, Estabelecimento Prisional de Picassent FC, SD Huesca, Rio Ave FC e Olimpyacos CFP. O problema é que intrometeu-se um novo elemento neste negócio. Não foram os clássicos empresários, não foi nenhum familiar, não foram desencontros de verbas. Foi, sim, o facto de Rúben Semedo ter apanhado o bicho que anda para aí no mundo. E o bicho é que não vinha mesmo a calhar.

Cavani.

Esta novela do mercado de transferências tinha muito mais por onde pegar, pelo que vou enunciar algumas menções honrosas que também deram cor a esta pela produção de nível cinematográfico: Francisco Trincão no Barcelona; Pedro Gonçalves e Nuno Santos no Sporting; Cavani; Timo Werner, Kai Havertz e Thiago Silva no Chelsea FC; Adil Rami no Boavista FC; Donny van de Beek no Manchester United FC; Cavani; Ferrán Torres no Manchester City; Reinier no Borussia Dortmund; James Rodriguez no Everton FC; Moussa Bana no SU Sintrense; Cavani.

Mário Silva da Costa

Redação Bola na Rede · ver artigos