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Os 10 maiores nomes da MLS nesta década

João Fernandes · 6 min

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“Querida Los Angeles, seja bem-vinda!”. Foi assim que Zlatan Ibrahimović, bem ao seu estilo, anunciou no Twitter, no passado dia 23 de março, a sua chegada ao LA Galaxy.

Zlatan não fez por menos neste início de uma nova aventura: uma semana depois de ser oficializado como reforço da equipa norte-americana, o avançado de 36 anos bisou e deu a vitória frente aos rivais da cidade, o Los Angeles FC, tendo o primeiro golo sido absolutamente fenomenal. Foi chegar, ver e vencer para Ibracadabra.

Mas, à semelhança do sueco, há muitas outras estrelas em Hollywood que preferiram os holofotes dos estádios às luzes e câmaras do cinema. Vejamos os 10 maiores nomes da MLS (Major League Soccer) nesta década (2010-2018).

Foto de Capa: MLS

10.

Fonte: MLS

David Beckham – Seguramente, o nome mais mediático desta lista. O ex-internacional inglês, tendo jogado no LA Galaxy de 2007 a 2012 (com dois empréstimos ao AC Milan pelo meio), foi um dos primeiros grandes nomes a ter um papel de destaque na MLS nesta década. Em 98 jogos pela equipa de Los Angeles, fez um total de 18 golos e 40 assistências. Conhecido pelos seus passes de longa distância e pela marcação exímia de bolas paradas, Beckham teve como momentos mais altos da carreira as passagens pelo Manchester United e pelo Real Madrid, tendo vencido a Liga dos Campeões por ambos os clubes. O londrino é uma das personalidades mais influentes do mundo do futebol, sendo desde 2014 proprietário de uma equipa de Miami.

9.

Fonte: MLS

Bastian Schweinsteiger – Um dos maiores nomes a chegar recentemente a solo americano. O alemão, campeão do mundo em 2014, chegou há um ano à MLS para atuar pelo Chicago Fire, após uma passagem bastante discreta pelo Manchester United. O médio de 33 anos, membro de uma geração de ouro da seleção alemã e do Bayern de Munique (juntamente com Philipp Lahm e Lukas Podolski), é visto por muitos como um dos jogadores mais virtuosos a atuar no meio-campo nos últimos anos. Basti, na sua primeira época nos EUA, realizou 25 jogos, tendo marcado três golos.

8.

Fonte: MLS

David Villa – Villa, maravilla! O melhor marcador de todos os tempos da seleção espanhola, campeão europeu em 2008 e campeão mundial em 2010, foi o primeiro jogador da história do New York City, sendo ainda hoje uma peça fundamental do clube. Detém o estatuto de terceiro melhor marcador da La Liga no século XXI, e é considerado por muitos como um dos avançados mais letais dos últimos tempos. O espanhol de 36 anos, desde a entrada da equipa de Nova Iorque na MLS em 2015, tem um registo impressionante: 66 golos em 100 jogos.

7.

Fonte: MLS

Andrea Pirlo – Maestro, arquiteto, pintor, escultor, poeta: chamem-lhe o que quiserem. Se Leonardo da Vinci e Michelangelo foram as maiores figuras da arte renascentista dos séculos XV e XVI, Andrea Pirlo foi, sem dúvida alguma, um dos maiores artistas do início do século XXI. A forma como o italiano, campeão do mundo em 2006, executava cada pormenor de forma requintada vai para sempre ficar na retina dos fãs do desporto-rei. Após uma carreira feita em Itália, ao serviço dos gigantes de Milão (Inter e AC Milan) e da Vecchia Signora (Juventus), partiu para Nova Iorque para representar o New York City durante três temporadas, tempo suficiente para espalhar um pouco da sua classe pela MLS.

6.

Fonte: MLS

Frank Lampard – O melhor jogador da história do Chelsea. Muito se pode dizer sobre o ex-internacional inglês, e vencedor da Liga dos Campeões em 2012: foram muitos os golos de levantar um estádio. O camisola 8 era conhecido pela sua boa meia e longa distância e veia goleadora, sendo o melhor marcador de sempre dos blues, apesar de ter feito toda a sua carreira no meio-campo. Um dos maiores feitos de Lampard a nível individual foi o segundo lugar na eleição do melhor jogador do mundo em 2005, tendo ficado somente abaixo de Ronaldinho Gaúcho. Na MLS, foi colega de equipa de David Villa e Andrea Pirlo no New York City, tendo marcado 15 golos em 31 jogos.

5.

Fonte: MLS

Didier Drogba – O segundo melhor jogador da história do Chelsea. O costa-marfinense tinha tudo: poderio físico, bom jogo aéreo, capacidade para jogar de costas para a baliza e golo – muito golo. Drogba, com o golo do empate e com a marcação do penálti da vitória, derrubou, praticamente sozinho, o Bayern de Munique na Allianz Arena, em 2012, conquistando a Liga dos Campeões para os blues. Na MLS, representou de 2015 a 2016 o Montreal Impact, tendo marcado 23 golos em 41 jogos. Atualmente, já com 40 anos, é jogador e proprietário do clube estadunidense Phoenix Rising, que disputa a USL.

4.

Fonte: MLS

Steven Gerrard – You’ll never walk alone, Stevie G. Se havia jogador que merecia ter ganho a Premier League era ele. Desde os anos 60 dos Beatles que Liverpool não tinha alguém a ser tão acarinhado e idolatrado como Gerrard, um dos melhores médios da sua geração e, porventura, um dos melhores jogadores da história do Liverpool e da Premier League. Quem teve o privilégio de assistir em direto, certamente nunca se esquecerá daquela final da Liga dos Campeões de 2005, em Instambul: a perder 3-0 contra o AC Milan ao intervalo, o Liverpool empatou a partida na segunda parte (com o primeiro golo dos reds a ser marcado pelo capitão Stevie) e levou o jogo a penáltis; o resto, todos sabem. Na MLS, o ex-jogador inglês representou o LA Galaxy, de 2015 a 2016, onde marcou 5 golos em 36 jogos.

3.

Fonte: MLS

Thierry Henry – O melhor jogador da história do Arsenal. Os Gunners ficarão para sempre recordados pelo nome The Invincibles, e em muito o devem ao francês. Na época invicta do Arsenal em 2003/2004, Henry, nos 37 jogos que disputou na Premier League, marcou 30 golos e fez 9 assistências. Sendo o melhor marcador de sempre tanto da equipa londrina como da seleção francesa, o ponta-de-lança foi, por dois anos consecutivos (2003 e 2004), eleito como o segundo melhor jogador do mundo pela FIFA, perdendo, respetivamente, para o compatriota Zinédine Zidane e para o brasileiro Ronaldinho Gaúcho. Na MLS, brilhou com a camisola do New York Red Bulls, de 2011 a 2014, ao marcar 48 golos em 99 jogos. Pelo meio, deu tempo para um regresso passageiro (2012) ao clube do seu coração: o Arsenal.

2.

Fonte: MLS

Kaká – O último ser humano a vencer a Bola de Ouro (2007). Ricardo Leite, conhecido no mundo do desporto-rei por Kaká, transpirava e respirava futebol. Qualquer que fosse o estádio onde o brasileiro jogava, tinha o dom de o transformar no seu sambódromo. Com pormenores técnicos deliciosos, foi ao serviço do Milan, do Real Madrid e da seleção brasileira que, a espalhar o seu encanto pelos relvados, ganhou quase tudo o que havia para ganhar: Campeonato do Mundo (2002), Serie A (2003/2004), Liga dos Campeões (2006/2007), La Liga (2011/2012), etc. Na MLS, representou o Orlando City de 2015 a 2017, tendo marcado 24 golos em 75 jogos. Fora das quatro linhas (já aposentado da carreira de futebolista) é conhecido pelo seu trabalho humanitário como embaixador da ONU.

1.

Fonte: MLS

Zlatan Ibrahimović – #DareToZlatan. Não há já muito a dizer sobre o sueco. É, indubitavelmente, um dos jogadores mais caricatos da história do futebol. Tem tudo para fazer com que o povo americano se apaixone, em definitivo, pelo soccer: sentido de humor, um ego do tamanho do mundo, cinto preto no taekwondo e golos que nos fazem questionar as leis da Física. Malmö FF, Ajax, Juventus, Inter de Milão, Barcelona, AC Milan, PSG, Manchester United e agora LA Galaxy: que currículo invejável. Faltou a Liga dos Campeões, uma situação que esporadicamente deve dar uma ou outra insónia a Ibra. Agora, é hora de os americanos abrirem os seus dicionários Sueco-Inglês, e procurarem o significado de zlatanear. Significa “dominar”, algo que vemos Zlatan fazer com alguma regularidade.

João Fernandes

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