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Os 5 capitães mais icónicos da história do futebol

João Pedro Gonçalves · 3 min

Maldini Futebol
Foto: AC Milan

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Ser capitão é uma responsabilidade, mas um orgulho muito grande. Na vasta e interminável história do futebol há nomes que são sinónimos de liderança. É com base nessa capacidade de liderança e fidelidade ao clube que construí este top. São cinco nomes com uma ligação muito forte ao emblema que representaram, jogadores que marcaram uma era nas suas equipas, e quase todos com títulos importantes.

São vários os nomes que podiam perfilar nesta lista, mas, com base nos critérios que estabeleci, sem dúvida alguma que estes são rostos do significado de carregar a braçadeira. Dentro daquilo que a memória te dá, quais são, para ti, os capitães que cabem neste top e não estão?

5.

Steven Gerrard – Produto da formação do Liverpool FC, o médio chegou à equipa principal de futebol com 18 anos, onde esteve 17 épocas, traduzidas em 710 jogos. Pegou na braçadeira em 2003 e só largou em 2015. Foram quase 500 jogos como capitão dos Reds. Além de líder nato, o inglês era um jogador fora do normal. Gerrard liderou o Liverpool FC à conquista da Liga dos Campeões na mítica final de Istambul, em 2005.

4.

John Terry – Não foi uma carreira totalmente ligada ao Chelsea FC, porque existiram duas épocas fora de casa. Mas em Stamford Bridge, há um nome que as bancadas nunca vão esquecer: John Terry. Fora as polémicas, o defesa central sempre foi o rosto da equipa de futebol, um líder dentro de campo como poucos, assim como um defesa. Esteve presente em anos de sucesso dos Blues, onde conquistou cinco Ligas Inglesas e uma Liga dos Campeões, por exemplo. Tornou-se capitão com 21 anos e, ao serviço do Chelsea FC, fez 19 épocas como profissional, traduzidas em 717 jogos.

3.

Francesco Totti – Amor ao clube. A relação de Totti com La Maggica é única. Totti lutava como poucos dentro de campo pelo emblema que trazia ao peito. Todos conhecemos a relação do italiano com a AS Roma. Não foi uma carreira que se traduziu em muitos títulos, mas a sua vida no futebol foi uma caminhada de liderança, fidelidade e, acima de tudo, mística. Estreou-se como sénior em 1993, com 16 anos, e carregou pela primeira vez a braçadeira em 1998. Foram 25 épocas com a AS Roma, que perfazem um total de 786 jogos e 307 golos. Das relações jogador/clube mais bonitas dos livros da história do futebol.

2.

Carles Puyol – Além dos valores de liderança e responsabilidade que um capitão tem que ter, Puyol acrescentava outros. Um jogador com muita ética, respeito e mística. Fez parte daquele que foi um passar de página da relação do futebol do FC Barcelona com os títulos. O seu amor ao clube sempre falou mais alto e liderou épocas de glória dos Blaugranas. São muitos os episódios de compromisso, foco e lealdade do defesa. Como esquecer quando deu a Abidal a oportunidade de levantar a Liga dos Campeões? Foram 15 temporadas com os Culés, totalizando 593 jogos. É a definição de um verdadeiro capitão.

1.

Paolo Maldini – Respeito. Maldini sempre deu o “peito às balas” quando foi necessário. A maior referência de todos os tempos do AC Milan, não fossem as 25 temporadas, ou 902 jogos, pelos Rossoneri. Estreou-se com 16 anos, viveu tempos conturbados em Milão, mas também viveu um dos melhores períodos de futebol da equipa. Conquistou cinco Ligas dos Campeões, duas Taças Intercontinental, cinco Ligas italianas, entre outros títulos. Tem bem guardado o seu espaço na história do clube e será sempre um dos líderes do emblema vermelho de Milão. Pelas características enquanto jogador, pelo que conquistou, pela fidelidade, pelo amor, pelo respeito, responsabilidade e valores de um verdadeiro capitão, Maldini merece irrefutavelmente este lugar no topo da lista.

João Pedro Gonçalves

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