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Os 5 flops da temporada 2020/2021

Vasco Borges · 5 min

Everton ainda procura o seu espaço na Luz
Foto: Carlos Silva/ Bola na Rede

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A aproximação do fim das temporadas traz a inevitável reflexão: quem foram os melhores e quem foram os flops, os que surpreenderam e os que ficaram aquém das expetativas.

Todos os anos há jogadores que pareciam condenados a ficar no banco na maioria dos jogos, mas que acabam por ser figuras preponderantes nas suas equipas. Infelizmente também acontece o contrário; jogadores que chegam aos clubes rotulados de craques e acabam por desiludir os adeptos.

Apesar de não ser um admirador do termo “flop” e de achar que todos os jogadores merecem uma segunda oportunidade, é inevitável não ceder a este a juízo e admitir esperava mais de alguns dos reforços apresentados para temporada 2020/2021, por essa Europa fora. Nesta lista estão cinco jogadores que podiam (e provavelmente deviam) ter feito mais pelas suas equipas.

5.

Rodrigo Moreno – O antigo jogador do SL Benfica chegou este verão ao Leeds United, proveniente do Valencia. No entanto, os três golos que apontou em 23 jogos não justificam os 30 milhões que os ingleses desembolsaram por ele.

Rodrigo nunca foi um finalizador nato (marcou 19 golos na sua melhor época como sénior), mas, sobretudo no Valencia, sempre assumiu um papel importante como desequilibrador. A verdade é que revelou, logo desde os primeiros jogos, muita dificuldade em adaptar-se ao jogo inglês. Algo que, de resto, já tinha sentido durante a experiência no Bolton, dez anos antes.

Aos 29, no pico da carreira, esperava-se que conseguisse superar essas dificuldades; mas a verdade é foi quase sempre inofensivo nos jogos em que participou. Com jogadores como Bamford, Jack Harrison ou Raphinha a registar picos de forma ao longo da época, Rodrigo foi se tornando figura secundária no plantel e não é certo que permaneça na Liga Inglesa

4.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Everton – Colocar o avançado do SL Benfica no top-5 de “flops” da temporada pode até parecer demasiado rebuscado. Em abono da verdade, haverá no plantel encarnado jogadores com números piores. Já para não falar em casos como os de Felipe Anderson ou Paulinho. No entanto, de todos, Everton é o que tem a pior relação entre a expetativa e o rendimento efetivo.

No verão, chegou à luz com o estatuto (merecido) de um dos melhores jogadores do futebol brasileiro. Peça chave do Grêmio de Portalegre e titular na seleção brasileira que conquistou a Copa América de 2019. Foi por isso que, quando o Benfica anunciou a sua contratação, tive a certeza de que estávamos perante uma das transferências mais entusiasmantes do campeonato português e do futebol europeu.

Oito meses depois, Everton tem passado quase despercebido em grande parte dos jogos e viu-se muito pouco do jogador que brilhava no Brasil. Cinco golos e sete assistências não é um registo desastroso, mas é muito curto para alguém com a sua qualidade.

3.

Arthur – Outro jogador que se destacou ao serviço do Grêmio, Arthur também tido dificuldades em afirmar-se na Europa. Chegou ao FC Barcelona em 2018 e, apesar de ter somado um número bastante razoável de aparições (72 jogos), nunca se afirmou no plantel blaugrana. A transferência para a Juventus parecia indicar uma nova oportunidade, mas as prestações do médio brasileiro têm ficado aquém das expetativas.

Arthur conta apenas 1620 minutos repartidos por 30 jogos, uma média de cerca de 54 minutos por jogo. Na Liga Italiana fez apenas um golo e registou uma assistência, números que não são tão graves considerando a posição mais recuada em que joga, mas que atestam a falta de capacidade para ser decisivo no processo de Andrea Pirlo.

Jogadores como Arthur vivem, sobretudo, da consistência que demonstram durante o jogo e da regularidade ao longo da época. Dois parâmetros que têm faltado nas prestações do médio de 24 anos. Resta saber se estamos perante uma fase mais prolongada de adaptação ao futebol italiano ou se a Juventus vai tentar a sua transferência já este verão. De qualquer forma é difícil dizer que tem justificado os 72 milhões de euros acordados entre Juventus e Barcelona. 

2.

Miralem Pjanic – Não é preciso recuar muito para vermos o nome de Miralem Pjanic citado como um dos melhores médios do futebol. De resto, entre Olympique Lyonnais, AS Roma e Juventus FC, o jogador bósnio foi sempre figura de proa e demonstrou uma regularidade que poucos conseguiram manter durante tantas épocas consecutivas.

Pjanic parecia ser daqueles jogadores que joga bem em qualquer clube e encaixa em qualquer plantel. No entanto, a época que tem feito no FC Barcelona vem tirar força a essa teoria. Neste momento, regista 1275 minutos em 28 jogos. Uma média de apenas 45 minutos por encontro. Só completou os 90 minutos em cinco ocasiões, apenas uma no campeonato. Números que contrastam totalmente com que os registos a que o médio de 31 anos nos habituou.

A ligação com Ronald Koeman está longe de ser a melhor. Ao longo da temporada a imprensa foi noticiando que o treinador holandês não conta com o internacional bósnio. Em declarações ao diário Mundo Deportivo, Pjanic disse que não foi para Espanha para se ir embora passado um ano, mas neste momento parece que a lista de transferências é o destino mais provável.

1.

Timo Werner  –Começando pelo início: Timo Werner é um ótimo jogador e ainda vai a tempo de se tornar um jogador importantíssimo para o Chelsea. Dito isto, há também que admitir que a época de estreia na Liga inglesa está a ser uma desilusão.

Apareceu muito jovem no Estugarda e não teve dificuldades em sobressair nos plantéis mais pálidos do clube, que há alguns anos anda num ioiô entre primeira e segunda liga. Em 2016, transferiu-se para o RB Leipzig onde começou a ser mais prolífero em frente à baliza. Ora, são precisamente os 95 golos marcados nessas quatro épocas que colocaram a fasquia muito elevada para o avançado de 25 anos.

A verdade é que Werner não tem correspondido e tem sido mais falado pelos falhanços do que pelos golos – os onze que apontou em 45 jogos são uma marca bem mais modesta do que o esperado. Apesar de tudo, continuo a acreditar que o alemão pode vir a contrariar muitas opiniões e tornar-se num dos bons avançados da Liga Inglesa. Isto, claro, se o Chelsea estiver disposto a esquecer a esta época menos conseguida.

Vasco Borges

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