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Os 5 melhores jogadores da década de 90

Diogo Soares Loureiro · 5 min

A década de 90 foi um periodo histórico com uma grande densidade de jogadores com um talento excepcional e que aqui compilamos em cinco.
Foto: FIFA

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Deixem-me antes de mais mandar um desabafo: que saudades dos anos 90! E que grandes jogadores!

Nesta década o futebol não era o negócio que era hoje, os jogadores jogavam por amor ao desporto e à camisola, deixando sangue, suor e lagrimas em campo. Existia magia em campo em todos os jogos.

Bem, o que lá vai, lá vai, mas é sempre bom fazer uma pequena viagem ao período onde o Calcio italiano era rei e onde os campeonatos do mundo faziam parar um país.

Ficam aqui as minhas escolhas para os 5 jogadores mais geniais da década de 90.

 

5.

Romário de Souza Faria – O atual Senador do Rio de Janeiro foi um dos grandes jogadores da cronologia do futebol mundial. O carioca marcou a história de quase todas as equipas por onde passou como o Vasco da Gama, o Flamengo, o Fluminense, Barcelona e PSV.

Guiou a seleção brasileira no título do Mundial de 1994, além de ter ultrapassado (segundo contas pessoais…) os 1000 golos em toda a carreira.

Rápido, raçudo e absolutamente letal em frente à baliza, Romário teve tanto de controverso como de genial. Um goleador nato que gostava de uma boa porradinha e polémica.

4.

Dennis Bergkamp – Estreou-se no Ajax pela mão de Johan Cruyff, em dezembro de 1986, com apenas 17 anos. Era apelidado de “holandês não-voador”, porque tinha medo de viajar de avião e preferia fazer viagens de comboio e carro.

O seu famoso golo da vitória, nos quartos-de-final do Campeonato do Mundo de 1998, contra a Argentina – que Bergkamp descreveria mais tarde como “perfeito” – fez com que tivesse ultrapassado Faas Wilkes, tornando-se o melhor marcador de sempre da Holanda, um título que manteve até Kluivert o superar em 2003.

“Um jogador incrível com um talento sublime; sem dúvida o melhor com quem alguma vez joguei. Não marcava apenas grandes golos, mas quando jogava, os seus companheiros marcavam mais.” – Ian Wright, colega no Arsenal

Já nas palavras de Arsene Wenger – “Todos os dias na sua carreira, até o último minuto, ele nunca fazia um passe num treino sem pensar, ou sem colocar nele todas as partes do seu cérebro”.

 Pela Holanda fez 79 jogos e marcou 37 golos, nas competições da UEFA fez 94 jogos marcando 30 golos. Finalmente nas competições domésticas: 640 jogos, 234 golos.

3.

Roberto Baggio – Se nem só de títulos vive o futebol, Roberto Baggio é a grande prova. Desde que começou a carreira, no Vicenza, em 1982, precisou de longos 11 anos até conquistar o primeiro dos quatro títulos que venceria como jogador – pouco para tamanha técnica.

Baggio era o tipo de jogador que todos desejavam e na realidade muitos conseguiram ter. Mas também a verdade é que pouco depois todos os clubes deixavam o craque ir embora sem muitas lamentações. Foi sempre uma personagem capaz de inflamar discussões com as suas polêmicas, seja na seleção, seja nos clubes.

Representou o Vicenza (1982-85), a Fiorentina (1985-90), a Juventus (1990-95), o Milan (1995-97), o Bologna (1997-98), o Inter (1998-2000) e o Brescia (2000-04). Pela Seleção italiana fez 56 jogos e marcou 27 golos. Foi campeão italiano em 1995 e 1996, vencendo ainda uma Taça Uefa em 1993.

O jogador encerrou sua carreira em 2004, com 205 golos marcados na Liga italiana e ainda hoje é um dos dez maiores marcadores de toda a história da competição.

Para verem o impacto deste jogador, bastou uma temporada para o Brescia retirar a sua camisa 10.

2.

Zinedine Zidane – O atual treinador do Real Madrid foi um dos jogadores com mais classe na história do futebol. Tinha um perfume que nunca passava despercebido.

Como jogador, o médio iniciou sua carreira profissional em 1988 no Cannes, onde ficou por quatro anos. Chamou a atenção do Bordeaux, onde jogou entre 1992 e 1996, com 174 partidas e 47 tentos – local onde conquistou o seu primeiro título como profissional, chegando surpreendentemente à final das Liga dos Campeões.

Emigrou para Itália, mais concretamente para a Juventus, onde conquistou seis títulos, entre os quais uma Taça Intercontinental e uma Supertaça Europeia. Na Juventus conseguiu um destaque que o tornou num dos melhores jogadores da década. Já em 2001, Zizou foi para o Real Madrid, onde com Ronaldo, Figo, Beckham, Roberto Carlos e Raúl formaram os galácticos.

Pelos merengues conquistou uma Liga dos Campeões, um Taça Intercontinental, uma Supertaça Europeia, um Campeonato Espanhol e duas Supertaças da Espanha. Em Madrid encerrou a sua carreira de jogador, com 227 partidas e 49 golos marcados.

Pela seleção francesa, a história de sucesso não foi diferente. Esteve presente de forma determinante nas duas maiores conquistas do país até então: o Mundial de 1998 (na qual marcou dois golos na final diante do Brasil) e o Europeu de 2000. Recebeu por três vezes o troféu de Melhor do Mundo da Fifa (1998, 2000 e 2003.

Saudades da “roleta”!

 

 1.

Ronaldo Nazário – Enquanto os joelhos deixaram, foi o melhor do mundo.

Ronaldo “Fenômeno” foi um ídolo absoluto em todos os clubes que defendeu e deixou o seu nome na história do futebol mundial. Com diversos títulos conquistados ao longo de sua carreira, o ex-camisola 9, três vezes eleito o melhor jogador do mundo, encantou os adeptos do futebol com os seus golos, fintas e jogadas. Ronaldo brilhou pelos clubes onde passou, nomeadamente Barcelona, Real Madrid, Milan, Inter, PSV Eindhoven, Corinthians e Cruzeiro.

Destaque para a sua passagem pelo Inter, onde venceu títulos individuais e coletivos e teve jogos que ficaram para sempre cravados na memória de quem vibrou com o futebol dos anos 90 (aquela final da Taça Uefa frente à Lazio…).  Foi um dos responsáveis pelo facto do campeonato italiano ser o melhor do mundo nesta década.

Ao longo de sua carreira, Ronaldo disputou 616 jogos (98 pela seleção) e marcou 414 golos (62 pelo Brasil) deixando uma marca fortíssima no futebol, que ainda hoje dura.

Diogo Soares Loureiro

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