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Os 5 pontas de lança mais subvalorizados em atividade

Francisco Grácio Martins · 4 min

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Ser ponta de lança de uma equipa é sinónimo de responsabilidade acrescida no processo ofensivo. Nomeadamente, no que toca a colocar a bola dentro da baliza. No entanto, não só de golos se faz um bom “9”. Na verdade, até podemos discutir se o “9” é um jogador ou apenas uma zona, disponível para quem, na sequência de certas dinâmicas, se quiser juntar a ela e aproximar-se do golo. Existe um conjunto de jogadores subvalorizados por aquilo que trabalham na frente de ataque das suas equipas e que não são colocados na primeira linha dos melhores avançados do mundo.

Apesar disso, têm provas dadas de que merecem estar no topo dos melhores artilheiros, talvez não só pelos números, mas por aquilo que fazem no contexto das suas equipas e que está ao alcance de muito poucos.

5.

Olivier Giroud – Nunca foi um jogador consensual por onde passou, mas pareceu sempre lidar bem com o papel de patinho feio. Embora tenha conseguido bons números ao longo da sua carreira, não são só os golos que fazem dele um avançado de topo. É um jogador de equipa e de extrema utilidade. Habitualmente, opta por jogar simples, deixando as excentricidades para outros. Poucos avançados seguram a bola como ele e, por isso, faz do jogo de costas para a baliza a sua imagem de marca. Oferece-se constantemente para dar apoios frontais, funcionando como um ponto seguro para os seus colegas dos setores mais recuados, que, em caso de apuros, podem optar por um passe mais longo com a garantia de que Giroud guardará a bola tempo suficiente para a sua equipa subir no terreno. No jogo aéreo, também é muito difícil de controlar.

O jogador do Chelsea FC alinhou em todos os jogos da França no Campeonato do Mundo de 2018, não apontando qualquer golo, mas tendo sido fundamental para a conquista da competição por parte da seleção gaulesa.

4.

Edin Džeko – Será, porventura, a personificação daquilo que é um ponta de lança na visão mais clássica da posição. Agora ao serviço da Roma, continua a dominar o jogo no seu raio de ação. Durante toda a sua carreira, mostrou que golos e Džeko são a mesma coisa. Aos 34 anos, ainda está aí para as curvas, mas parece que já toda a gente se esqueceu dele. O bósnio continua de pontaria afinada e finaliza com uma espontaneidade rara. Apesar de não ser um jogador com facilidade em criar as suas próprias oportunidades, quando é bem assistido causa muitos danos. Por isso, os defesas não lhe podem dar um centímetro para finalizar, porque certamente sairão prejudicados.

3.

Raúl Jiménez – Passou de promessa do Atlético de Madrid a reforço mais caro da história do Benfica. Na Luz, era atirado às feras nos momentos difíceis e ficou com o rótulo de “arma secreta”, vivendo na sombra de Jonas e Mitroglou. Mudou‑se para Inglaterra e, ao serviço do Wolverhampton, teve oportunidade de brilhar e de ser protagonista. Por direito próprio, conseguiu que os holofotes fossem apontados para si, mostrando que não era apenas um suplente de luxo. Esta temporada, ultrapassou, por larga margem, a melhor marca de golos da sua carreira.

Jiménez é um ponta de lança muito móvel e hábil. A pressão que exerce, no momento defensivo, sobre os defesas, tornam-no num lutador nato que nunca vira a cara à luta, sendo o primeiro a marcar os momentos de pressão da sua equipa.

2.

Duván Zapata – É subvalorizado em proporcionalidade direta à equipa que representa, a Atalanta. Se a equipa de Bérgamo tem um dos ataques mais concretizadores das principais ligas europeias, muito o deve a este colombiano. É fortíssimo fisicamente, bate em tudo o que mexe e desgasta os defesas com a sua força. Sente-se muito mais confortável de frente para o jogo e tem um remate fortíssimo.

1.

Jamie Vardy – O ponta de lança do Leicester continua a ser um dos melhores avançados a atuar em Inglaterra. A sua equipa, apesar dos bons resultados, continua a ser tida como um conto de fadas. Vardy é o protagonista dessa história. No entanto, a realidade dos foxes já não é essa. O Leicester é agora um clube bem estruturado, competente e com potencial, precisamente porque conta com jogadores de muita qualidade, como o caso de Vardy, e não por ser constantemente bafejada pela sorte. Jamie Vardy é um jogador de elite, apesar de não ter tiques de vedeta.

As suas origens operárias refletem-se no seu jogo. Quando entra em campo, arregaça as mangas e começa a trabalhar para, com o seu espírito felino, alvejar as balizas adversárias. Com o seu sentido de oportunidade e aproveitamento de espaços livres, é dos melhores jogadores a atacar as costas dos defesas adversários. Foi assim que marcou muitos dos 23 golos que fizeram dele o melhor marcador da Premier League esta temporada.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Francisco Grácio Martins

Redação Bola na Rede · ver artigos