Azerbaijão 0-3 Portugal: Seleção das Quinas vence e pressiona Sérvia a fazer igual

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A CRÓNICA: JOGO DE SENTIDO ÚNICO ACABOU COMO ERA DE ESPERAR

Em Baku jogava-se a sexta jornada da Qualificação para o Campeonato do Mundo do próximo ano, e Portugal não se podia dar ao luxo de perder pontos. Em perspetiva, um jogo bastante acessível para a equipa das Quinas, que mesmo sem Cristiano Ronaldo tinha armas suficientes para bater categoricamente a seleção Azeri.

E certamente que essa terá sido a mensagem passada por Fernando Santos, uma vez que a equipa entrou bastante comprometida e concentrada na sua missão de marcar rapidamente para poder controlar o resto da partida sem grandes calafrios. Assim foi, e parecia uma questão de tempo até o golo chegar. A seleção do Azerbaijão raramente conseguiu passar do meio-campo e, de uma ou outra forma, a seleção portuguesa ia entrando na área adversária. Até que, aos 26 minutos, Bruno Fernandes enviou uma bola teleguiada para Bernardo Silva que, em habilidade, colocou a bola no poste da baliza defendida por Magomedaliyev e a fez entrar para o fundo das redes.

A toada do jogo não se ia alterar, e Portugal continuou à procura do golo do conforto para acabar com qualquer dúvida que pudesse existir. Não demorou muito uma vez que cinco minutos depois a seleção produziu uma bela jogada de ataque que André Silva finalizou com calma e tranquilidade. 2-0 e a partida parecia, apesar da fase precoce, resolvida.

Para a segunda parte, pouco ou nada mudou. Portugal continuou com bola, o Azerbaijão continuou atrás dela. O terceiro golo poderia ou não chegar, dependendo da pressão que os homens de Fernando Santos fizessem, e, aos 75 minutos, João Cancelo decidiu que queria mais da partida. Depois de mais um bom lance, arrancou um cruzamento que encontrou a cabeça de Diogo Jota, que assim se tornou o melhor marcador da seleção portuguesa nesta qualificação.

O resultado estava feito e Portugal somou mais três pontos, fazendo pressão à Sérvia, que tem andado sempre ao seu lado. O Azerbaijão continua com um ponto e não saiu do último lugar.

 

A FIGURA

João Cancelo – O lateral direito de Portugal foi o principal responsável pelos momentos mais perigosos da equipa portuguesa. Apesar do bom jogo de Bruno Fernandes, que fez uma boa assistência, Cancelo foi o grande desequilibrador da seleção, com alternâncias de velocidade, momentos técnicos fantásticos e cruzamentos perigosos para os seus colegas. Sempre muito disponível fisicamente e com vontade de fazer mais e melhor, o jogador de 27 anos registou mais uma boa exibição.

O FORA DE JOGO

Bolas paradas ofensivas da seleção do Azerbaijão – É um aspeto que pode parecer muito irrelevante para uma nomeação deste tipo, mas a bola parada ofensiva era a única forma que a equipa do Azerbaijão tinha de ferir Portugal, que nas duas últimas partidas tinha registado dificuldades a esse nível. Ainda foram alguns livres e cantos, mas a seleção Azeri não esteve sequer perto de criar perigo para a baliza de Rui Patrício, que durante os 90 minutos não foi obrigado a fazer nenhuma defesa.

 

ANÁLISE TÁTICA – AZERBAIJÃO

A equipa Azeri apresentou-se num 5-4-1 na maioria do tempo, uma vez que foi durante os 90 minutos dominada por Portugal. Nas raras ocasiões em que conseguiu sair para o ataque, o conjunto liderado por Gianni de Biasi desdobrava-se num 3-4-3 com os laterais Huseynov e Khalilzada a subirem para apoiar os dois do meio-campo, Makhmudov e Qarayev, e os alas Alasgarov e Ozobic a subirem no apoio ao avançado Emreli.

Lá atrás, uma linha compacta de três formada por Badalov, Haghverdi e Salahli, sempre obrigados a concentração máxima, devido ao ataque em massa produzido pela seleção das Quinas. Nem com o resultado desnivelado o técnico mudou a abordagem ao jogo, uma vez que só no momento da bola parada ofensiva a equipa poderia ferir o adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Magomedaliyev (5)

Huseynov (4)

 Badalov (5)

Haghverdi (5)

Salahli (6)

Khalilzada (4)

Makhmudov (6)

Qarayev (6)

Alasgarov (5)

Emreli (5)

Ozobic (6)

SUBS UTILIZADOS

Nuriev (5)

Ghorbani (6)

Mustafayev (5)

Bayromov (5)

Sadikhov (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Fernando Santos optou pelo 4-3-3 que, olhando para as onze peças que colocou em campo, poderia oferecer algumas dúvidas, uma vez que facilmente se transformaria num 4-4-2, com Bernardo Silva a aparecer atrás dos dois avançados, André Silva e Diogo Jota. Ainda assim, o meio-campo ficou entregue a João Palhinha, João Moutinho e Bruno Fernandes, com Bernardo encostado ao lado direito e Diogo Jota ao lado esquerdo, no apoio ao avançado do RB Leipzig, André Silva.

Na linha mais recuada não haveriam grandes dúvidas, com João Cancelo pela direita, Raphael Guerreiro pela esquerda e Pepe e Rúben Dias no eixo da defesa. Esta seria uma partida jogada predominantemente no meio-campo adversário e o lado direito de Portugal seria o mais perigoso, com João Cancelo muito ativo e confiante no momento de desequilibrar, também em boas combinações com Bernardo Silva, que depois tentava servir André Silva e Diogo Jota que apareciam na área.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (5)

João Cancelo (9)

Pepe (7)

Rúben Dias (7)

Raphael Guerreiro (6)

João Palhinha (6)

João Moutinho (7)

Bruno Fernandes (8)

Bernardo Silva (8)

André Silva (7)

Diogo Jota (6)

SUBS UTILIZADOS

Rúben Neves (6)

Nuno Mendes (6)

João Mário (5)

Otávio (5)

Gonçalo Guedes (5)

Artigo revisto por Joana Mendes

Guilherme Vilabril Rodrigues
Guilherme Vilabril Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Guilherme estuda Jornalismo na Escola Superior de Comunicação de Comunicação Social e é um apaixonado pelo futebol. Praticante desde os três anos, desde cedo que foi rodeado por bola e por treinadores de bancada. Quer ser jornalista desportivo, e viu no Bola na Rede uma excelente oportunidade para começar a dar os primeiros toques.

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