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Desilusão polaca

Tiago Serrano · 2 min

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Portugal acaba de ser eliminado do Mundial de sub-20 realizado na Polónia, um desfecho que estava longe das previsões iniciais, que apontavam a equipa das quinas como uma das favoritas a ganhar a competição. Hélio Sousa optou pela mesma espinha dorsal que venceu os europeus de sub-17 e sub-19, convocando ainda Diogo Dalot, Diogo Leite, Gedson Fernandes e Rafael Leão, que não estiveram presentes na conquista do ano passado.

Portugal estava inserido num grupo com Coreia do Sul, Argentina e África do Sul, um grupo complicado, mas que estava perfeitamente ao alcance de uma equipa que era vista como uma das mais fortes e talentosas do mundial. No final, a derrota contra a Argentina e o empate contra a África do Sul enviaram os jovens lusos mais cedo para casa.

Uma das coisas que mais se fez sentir na competição por parte da equipa das quinas foi a ausência de Domingos Quina. O médio do Watford ficou fora dos convocados devido a lesão e a sua ausência desmontou completamente a equipa. Sem ele, a equipa sempre mostrou grandes dificuldades em atacar de forma organizada, ficando visível o grande espaço entre o meio campo e o ataque.

Portugal era visto como uma das equipas mais fortes da competição
Fonte: Selecções de Portugal

Miguel Luís, para muitos o elo mais fraco da equipa na competição, não foi capaz de estabelecer a ponte entre o meio campo e o ataque, sendo que Hélio Sousa apostou em Nuno Santos para desempenhar esse papel no jogo contra a África do Sul, mas estranhamente, o médio do Benfica seria o primeiro a ser substituído nesse jogo.

As dificuldades em jogar de forma apoiada fazia com que a equipa estivesse muito dependente daquilo que o trio atacante composto por João Filipe, Francisco Trincão e Rafael Leão era capaz de fazer. Perante o cenário dos acontecimentos contra a Argentina e a África do Sul, Hélio Sousa substituía um médio pelo ponta-de-lança Martelo, colocando a equipa a jogar em 4-4-2 e a implementar um estilo de jogo assente em chuveirinho e cruzamentos para a área.

Ficou à vista que estes métodos básicos não eram os mais indicados para esta equipa. Para além das questões técnico-tácticas, o factor mental também falhou na competição, ficando visível a quebra de confiança em alguns jogadores, nomeadamente Jota.

Espero que esta experiência negativa na curta carreira dos jogadores os ajude a crescer e a tornarem-se mentalmente mais fortes. E que o desafio que o Hélio Sousa irá abraçar no Bahrein o faça aprender e implementar coisas novas no seu jogo.

 

Foto de Capa: Selecções de Portugal

Tiago Serrano

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