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A passagem da seleção portuguesa no mundial de 2018, na Rússia, já terminou com a sua chegada até aos oitavos de final. O que faltou a esta seleção para chegar mais longe? O que será necessário mudar para o Euro de 2020?
Na primeira fase do mundial, Portugal estava inserido no grupo B com Espanha, Irão e Marrocos. O primeiro jogo frente a nuestros hermanos resultou num empate a três bolas com Ronaldo em destaque. Já frente a Marrocos, a seleção das quinas conseguiu marcar um golo e vencer a partida, apesar de um jogo menos conseguido. Na última jornada Portugal empatou frente ao Irão, num jogo muito fraco mas que permitiu a continuação de Portugal no mundial. Já frente ao Uruguai, a nossa seleção apresentou um futebol teoricamente mais positivo mas o resultado não acompanhou a exibição.
Feito o rescaldo da participação de Portugal no Mundial, é altura para começar a olhar para o Euro 2020 e para a remodelação que será necessária nesta seleção. São necessárias algumas mudanças para aproveitar a grande fornada de jogadores que teremos em 2020.
Para já, no comando da seleção. A participação de Portugal no Mundial ficou abaixo daquilo que era esperado. Fernando Santos, timoneiro da seleção das quinas, foi um dos responsáveis pelo mau futebol da seleção, por alguma descoordenação entre setores e por algumas escolhas duvidosas.

Fonte: FPF
É certo que não devemos ter memória curta mas a aposta noutro selecionador, pese embora a conquista epopeica do Euro, devia estar em cima da mesa. Rui Jorge, homem que tem feito um trabalho de grande nível nos sub-21, poderia ser uma boa opção.
Na baliza, Rui Patrício e Anthony Lopes parecem reunir as condições para estarem ao melhor nível para daqui a duas temporadas. Sobra uma vaga que poderá ser ocupada por algum dos promissores guarda-redes que têm surgido no futebol português, com André Moreira e Joel Pereira, à cabeça.
Na defesa poderão surgir algumas mudanças, nomeadamente no eixo central. Se nas laterais Portugal está salvaguardado com muitas e boas opções (Guerreiro, Mário Rui, Cancelo, Semedo, Cédric, Ricardo), no eixo central já não acontece o mesmo e será necessária uma renovação urgente neste setor. Bruno Alves, Pepe e José Fonte deverão agora dar o seu lugar para jogadores mais jovens. Rúben Dias, que já apareceu neste Mundial, parte na pole position para ocupar um desses lugares. Paulo Oliveira, que tem pegado de estaca no Eibar, Jorge Fernandes, Ferro, Diogo Queirós e eventualmente Domingos Duarte poderão ser boas opções nesta posição do terreno.
No meio-campo, área do terreno onde Portugal é mais forte, esperam-se poucas mudanças. É crível que João Moutinho, Danilo, William e André Gomes continuem ao serviço da seleção, juntamente com uma nova vaga de médios composta por Bernardo Silva, João Mário, Bruno Fernandes, Rúben Neves e Renato Sanches. Mas a estes, e caso evoluam como é esperado, poderão juntar-se nomes como: Eustáquio, Gamboa, Gedson ou João Carvalho.

Fonte: FPF
A frente de ataque que também tem sido paulatinamente renovada também deverá contar com poucas alterações. Quaresma poderá eventualmente abandonar a seleção abrindo vaga para João Félix, Rafael Leão e Diogo Jota. Na frente de ataque Ronaldo deverá manter-se como principal avançado contando com a companhia de Gonçalo Guedes ou André Silva.
Em jeito de resumo, a seleção tem conseguido fazer uma renovação paulatinamente aproveitando alguns dos seus melhores talentos e neste aspeto, Fernando Santos merece créditos. Apesar disso o constante mau futebol da seleção e a recente má participação no Mundial pode dar azo à saída do selecionador campeão europeu. No que à equipa diz respeito, o setor mais crítico acaba por ser o da defesa, nomeadamente o eixo central, onde é necessária uma reformulação completa. Nas restantes posições, Portugal encontra-se devidamente acautelado e é de esperar que surjam mais nomes de qualidade neste espaço de tempo.
O que é certo é que de ano para ano as opções de qualidade na seleção têm aumentado. O futebol português está a produzir jogadores com potencial enorme num ritmo elevadíssimo, algo que nos faz crer num futuro risonho.
Foto de Capa: FPF













