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A FIGURA

Fonte: Wayne Rooney
Rooney não é só o jogador mais popular da equipa inglesa. Não é só o jogador com mais internacionalizações e mais golos. É também um poço de força e de esforço na formação inglesa. A sua posição inicial era atrás dos avançados, mas fez muito mais que isso, sendo o elemento fundamental para que a circulação de bola portuguesa não escoasse de forma fluída e um dos maiores dinamizadores da sua equipa, nem que tivesse de vir atrás (como fez tantas vezes) buscar jogo.
Espírito voluntarioso, omnipresente… Rooney encheu o campo.
O FORA-DE-JOGO

Fonte: Getty Images
Sim, o jogo era particular, e, por isso, o àrbitro poderia ter feito vista grossa, mas perante um pontapé na cara de um adversário, aceita-se perfeitamente a decisão de se expulsar Bruno Alves que foi mais culpado do que vítima, deixando a equipa orfã de um jogador e com 60 minutos de preparação para o Europeu condicionados pela sua acção.
INGLATERRA
Roy Hodgson levou este teste a sério. Uma espécie de ensaio geral para o jogo de abertura com a Rússia e não se coibiu de colocar uma equipa muito perto da que irá iniciar a partida com a Rússia de Sábado a uma semana, com Kane e Vardy na frente, suportados por um Rooney que foi muito mais que um apoio ao ataque, desdobrando-se noutras acções ofensivas sem deixar de dar contributo defensivo, bloqueando a acção de Danilo, com quem travou duelo interessantíssimo. Esta linha da frente, conforme citado acima, foi importante para criar superioridade territorial sobre Portugal, ainda que sem grandes efeitos práticos, pois o lance mais perigoso saiu dos pés de um lateral que gosta de rematar de longe e que não negou a oportunidade de o fazer quando lhe deram espaço para isso. A bola saiu perto do poste esquerdo da baliza de Rui Patrício.
A jogar com um interessante sentido colectivo (estavam 5 jogadores do Tottenham na equipa inicial), e contra menos um jogador, a Inglaterra tinha, porém, uma muralha defensiva pela frente e não conseguiu criar situações de perigo, sendo mesmo necessário colocar um homem da retaguarda na frente para que a equipa pudesse tirar vantagem de todos estes factores, inaugurando o marcador, por Smalling. 1-0, era o resultado final, e a Ingalterra começa o Euro de cabeça erguida, depois de três vitórias consecutivas nos jogos de preparação.
Notas dos jogadores:
Joe Hart: 5
Kyle Walker: 6
Gary Cahill: 5
Chris Smalling: 6
Danny Rose: 6
Eric Dier: 6
James Milner: 6
Delle Alli: 4
Wayne Rooney: 7
Harry Kane: 6
Jamie Vardy: 6
Subs:
Raheem Sterling: 5
Jack Wilshere: 4
Daniel Sturridge: 3
Adam Lallana: 3
Jordan Henderson: 3
PORTUGAL
Fernando Santos manteve-se fiel ao figurino táctico e às dinâmicas usadas frente à Noruega, só alterou nomes (apenas João Mário e João Moutinho se mantiveram). A quem olhasse a larga distância, poderia pensar que a equipa se estava a ressentir desse factor. É que a circulação de bola era algo “pêrra”, fruto das dificuldades na criação de linhas de passe que, naturalmente, condicionavam a construção de jogo. Mas aí existiu mais mérito inglês, que soube atacar o “coração” da criatividade nacional com linhas subidas, lideradas por três carraças chamadas Jamie Vardy e Harry Kane.
Era preciso ser paciente para contornar este condicionalismo, algo expectável numa equipa com vários jogadores experientes, porém, seria precisamente um deles a criar mais um revés – Bruno Alves não teve a tal paciência e atingiu Harry Kane com um autêntico golpe de Kung-Fu, sendo, justificadamente expulso pelo àrbitro da partida.
Depois de sair da teia táctica, Portugal jogou de mãos atadas, e a produção ofensiva passou a depender do contra-golpe, estando André Gomes e Renato Sanches (entrados na segunda parte) em destaque nesse particular, com os repelões de que a equipa tanto carecia. Um deles foi mesmo consequente, com Ricardo Quaresma, servido por Renato Sanches a ficar pertíssimo de repetir o golo fantástico que assinou no Dragão, no passado domingo.
A nível defensivo, a equipa esteve globalmente bem, mesmo sem um jogador. É certo que Fernando Santos abdicou de um dos homens da frente (Rafa) para manter a estrutura da retaguarda (entrou José Fonte), mas mesmo quando o caudal ofensivo inglês, a equipa não se ressentiu, não dando grande azo a situações de perigo dos ingleses.
A única excepção aconteceu perto do final do jogo quando um defesa central inglês, Smalling entrou pela àrea a dentro, baralhando marcações e marcando o único golo da partida. Fernando Santos não se importou de arriscar, tirou Danilo e colocou Éder, numa substituição que quase dava frutos – ao bloquear o marcador directo de William, Éder, permitiu ao jogador do Sporting uma última situação de perigo, com um cabeceamento, em zona perigosa, por cima da baliza de Joe Hart.
Notas dos jogadores:
Rui Patrício: 5
Vieirinha: 5
Ricardo Carvalho: 6
Bruno Alves: 1
Eliseu: 6
Danilo Pereira: 6
Adrien: 5
João Mário: 5
João Moutinho: 5
Rafa: 3
Nani: 3
Subs:
José Fonte: 6
André Gomes: 6
Renato Sanches: 5
William Carvalho: 4
Ricardo Quaresma: 5
Éder: 4
Foto de capa: Facebook ‘Seleções de Portugal’













