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Levem o João para fora da Seleção

Tiago Ferreira · 2 min

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Quem está cansado do João? E do outro João? E ainda do outro? Coloquem todos o dedo no ar. Ena, tantos! Afinal, a nossa visita à Ucrânia só veio confirmar o que a maioria de nós parecia temer: o João não joga nada na selecção.

Se falo daquele João dos 128 milhões? Falo, sim! Mas também daquele João que agora joga na Rússia e do outro que já devia estar era dedicado somente ao futebol inglês. Mas vamos por partes…

O João Moutinho parece-me que com a idade está a ficar ainda mais pequeno. Ele nunca foi assim muito grande, mas houve uma fase em que parecia que até enchia o campo. Mas agora, de há uns anos para cá… Pergunto-me o que raio faz ele na selecção, e mais, como pode ser titular em jogos deste nível como o da última segunda-feira.

Confesso que bati palmas quando me pareceu que ele era mais um dos que havia ‘abandonado’ a selecção na dita ‘renovação’ do mister. Mas lentamente (à velocidade que tem jogado), lá foi voltando às convocatórias, ao banco e paulatinamente a entrar e agora, imagine-se, é titular?!

O João Mário do Sporting CP alguém o encontra por aí, perdido numa qualquer esquina italiana ou russa? Não? Parece que desapareceu há vários anos e ninguém mais o viu ou achou. João Mário nunca mais foi o mesmo. Milão parece fazer mal a muitos jogadores. Aquela cidade deve ter um feitiço qualquer. Até porque, para aqueles lados, quase tudo o que é bom vira pior.

João Mário não tem dado cartas na Seleção e a verdade é que nunca mais foi o mesmo jogador desde que saiu do Sporting CP
Foto: UEFA

Então Fernando Santos terá sido enfeitiçado aquando de uma das suas idas até lá para ver algum dos seus ‘pupilos’? Só assim se explica a insistência e logo com entrada directa para o campo de um jogador que, actualmente, não é nem carne, nem peixe. Anda ali, mas quase não se vê. E ele é, anda assim, um pouco maior do que o outro João.

Por fim, quem mostrou foi João Félix. Mostrou-se num lance que ia dando golo, não fosse o seu fora-de-jogo de quilómetro. De resto, vi um menino andar por ali a acorrer a tudo o que era bola mas  nunca a chegar à mesma. Fez-me lembrar os tempos de escola em que anda tudo ao molho atrás de uma bola e alguns nunca lhe tocam. Parece que ela vai cair ali, mas não. Quase! Passou aqui ao pé. Agora está daquele lado. Mas no fim… Bola. Zero! E lá anda o tão falado jovem (talento) nacional ali, no recreio da nossa selecção, a ver se consegue controlar a “redondinha” por mais que um segundo.

Este texto confesso que possa estar ligeiramente exagerado, mas no fundo reflecte o que muitos de nós pensam: que, neste momento, o tempo do João já passou, o do outro está a passar e o do terceiro ainda não chegou.

Foto de Capa: FPF

Artigo revisto por Joana Mendes

Tiago Ferreira

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Torreense ‘Til I Die On The Beach

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