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A caminhada da seleção portuguesa na UEFA Nations League inicia-se esta segunda-feira, dia 10 de setembro, diante da Itália. Inserida no Grupo 3 da Liga A, conjuntamente com as congéneres polaca e italiana, a formação orientada por Fernando Santos afigura-se, à partida, como a principal candidata a alcançar o primeiro lugar do referido grupo e, consequentemente, garantir o apuramento para a fase final da prova (meias-finais; partida para a definição do terceiro classificado; final), que decorrerá entre os dias 5 e 9 de junho de 2019.
Do outro lado estará uma jovem seleção italiana que, apesar de não ter protagonizado a melhor estreia na UEFA Nations League (empatou a um golo ante a Polónia, no passado dia 7 de setembro), deu mostras da sua qualidade e tentará, por certo, alcançar a sua primeira vitória.
Factos
- o encontro da próxima segunda-feira oporá o segundo (Portugal) ao oitavo classificado do ranking UEFA de 2017, a Itália. De recordar, de resto, que a Liga A da UEFA Nations League é constituída unicamente pelos 12 primeiros classificados do referido ranking, tendo por base os coeficientes calculados a 11 de outubro de 2017;
- numa altura em que se começa a discutir o processo de renovação da Seleção das Quinas, também a congénere italiana comandada por Roberto Mancini assiste a um processo semelhante. Efetivamente, ao atentar-se à média de idades dos 23 convocados por Mancini para a UEFA Nations League (25,7 anos), rapidamente se dá conta desta realidade. Por sua vez, a lista dos 24 convocados por Fernando Santos apresenta uma média de idades de (25,3 anos). Frente a frente estarão, portanto, duas equipas repletas de juventude;
O adversário: Uma nova Itália

Fonte: UEFA
A formação italiana privilegia um futebol de posse, apoiado e com muita mobilidade na frente de ataque, setor onde residem futebolistas com capacidade para criar desequilíbrios, e, neste particular, destaque para o camisola número 20 Federico Bernardeschi, extremo direito da Juventus FC.
O conjunto orientado por Roberto Mancini, ex-treinador dos russos do Football Club Zenit, faz prevalecer a construção de ataques pelos corredores laterais. Neste capítulo, os Gli Azzurri dão primazia ao lado esquerdo – responsável por (52%) das investidas no jogo diante da Polónia, onde o lateral esquerdo Cristiano Biraghi teve a preocupação de se posicionar bastante adiantado no terreno, funcionando quase como um quarto médio.
Ainda relativamente à influência que o flanco esquerdo exerce no processo ofensivo desta seleção italiana, de notar os movimentos de aproximação do médio centro que se posicionou sobre o lado esquerdo, Lorenzo Pellegrini. Para além disso, a Itália continua a recorrer à forte capacidade de construção do central (e capitão) Giorgio Chiellini, o futebolista italiano que efetuou o maior número de toques na bola (113) no encontro frente à Polónia, que se destaca pela precisão do seu passe de longa distância.
Jorginho, médio centro que este Verão se transferiu para o Chelsea FC, desempenha um papel de extrema importância nesta ‘nova’ Itália. A sua inteligência e disciplina tática, aliada à grande capacidade de passe são atributos essenciais a este meio-campo da La Nazionale.
No setor defensivo, nota para alguma falta de agressividade dos futebolistas transalpinos. Ainda relativamente a este setor, e num plano mais individualizado, de referir que os jogadores que compõem a habitual dupla de centrais (Chiellini e Bonucci) denotam alguma falta de velocidade.

Fonte: SL Benfica
Onzes Prováveis:
Itália: Donnarumma; Zappacosta; Bonucci; Chiellini; Biraghi; Bonaventura; Jorginho; Gagliardini; Insigne; Belotti; Federico Bernardeschi;
Esquema-tático: 4-3-3;
Nota: no ataque, e atendendo à fraca produtividade de Mario Balotelli no jogo inaugural frente à Polónia (foi substituído, aos 61 minutos, por Belotti), perspetiva-se uma alteração para o jogo diante de Portugal. A escolha de Mancini poderá recair em Andrea Belotti, porém convém não esquecer Ciro Immobile;
Portugal: Rui Patrício; Cancelo; Rúben Dias; Pepe; Mário Rui; Rúben Neves; William; Bruma; Bernardo; Guedes; André Silva;
Esquema-tático: 4-4-2;
Nota: com o intuito de explorar a lentidão da dupla de centrais da seleção italiana, a aposta numa frente de ataque mais móvel, composta por dois avançados (André Silva e Gonçalo Guedes) poderia beneficiar o jogo de Portugal. Noutro prisma, e tendo em conta a exibição pouco conseguida de André Silva frente à Croácia, a possibilidade de dotar o ataque com mais um avançado não deveria ser desconsiderada. Ademais, a meu ver, a aposta em Gonçalo Guedes contribuiria, em simultâneo, para potenciar o bom momento de forma vivenciado por Bruma.
Pois que comece a rolar a bola…
Fonte: Federazione Italiana Giuoco Calcio (FIGC)












