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Portugal 1-1 Islândia (sub-21): Festival de oportunidades… sem festa

Diogo Lagos Reis · 3 min

Portugal Sub-21
Foto: Bola na Rede

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A CRÓNICA: FALTA DE EFICÁCIA RESULTA NA PRIMEIRA PERDA DE PONTOS E LIDERANÇA

Ontem sorrimos. Hoje o escalão e o adversário são diferentes, mas o objetivo era o mesmo: ganhar. Não correu tão bem. Na qualificação para o Euro Sub-21 2023, o líder do grupo G Portugal enfrentou o terceiro posto Islândia, no qual perdeu pontos pela primeira vez e passou para 2º lugar.

Ainda que tenham aproveitado os espaços e controlado a partida, sofreram algumas dificuldades iniciais em furar o conjunto defensivo islandês e pior, começaram a perder aos 17´. Contra o mundo, Fridriksson ganhou todas as batalhas e o avançado Willumsson encostou. Começaria aqui a luta pela reviravolta. Já possuíam os materiais (combinações de bola e oportunidades), mas faltava a execução. Até que, aos 34´, a sorte esteve finalmente do nosso lado e Gonçalo Ramos empatou a partida (1-1).

Vira o disco e toca o mesmo. Na segunda parte, a música é idêntica e ainda toca mais alto. Isto é: ótima circulação de bola e boa construção, mas na hora da verdade parece mentira. Não queria entrar e não entrou… Portugal quebra a sequência de cinco vitórias seguidas e empata com a Islândia – uma seleção que esteve muito bem organizada defensivamente.

 

A FIGURA

Valgeir Fridriksson (Islândia) – Desconhecia e surpreendeu-me por completo, pela positiva. Esteve envolvido em praticamente toda a partida da Islândia, seja a defender ou a atacar. Participou no golo de forma sensacional ao fintar vários jogadores, foi dos que trouxe mais perigo e cobriu defensivamente muito bem o flanco esquerdo. Nada passava. Que “jogaço”!

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Finalização de Portugal – Oportunidades não faltaram. Azar ou demérito, a verdade é que falharam imenso e isso custou-lhes um empate. Estiveram por cima quase todo o jogo, mas o que interessa são as bolas que entram. E nesse aspeto, não fomos melhores que o adversário.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Com o intuito de manter o registo perfeito e vencer, Portugal de Rui Jorge preparou-se num 4-4-2 losango que se sustentava na circulação de bola e no ataque organizado. Tiago Dantas foi o elemento mais recuado à frente dos defesas, Fábio Carvalho e Paulo Bernardo assumiram o centro-esquerdo e direito apoiando os laterais e Fábio Vieira teve mais liberdade de movimentos, sendo muito importante na criação. Gonçalo Ramos e Henrique Araújo foram os homens da frente. Com a entrada de Francisco Conceição no sentido de desequilibrar no 1v1, Rui Jorge alterou o sistema tático para um 4-3-3.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Celton Biai (5)

Tomás Tavares (6)

Eduardo Quaresma (5)

Penetra (5)

João Mário (6)

Tiago Dantas (6)

Fábio Carvalho (6)

Paulo Bernardo (6)

Fábio Vieira (7)

Henrique Araújo (5)

Gonçalo Ramos (7)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Conceição (6)

Gonçalo Borges (5)

Afonso Sousa (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – ISLÂNDIA

No sentido de limitar e anular o ataque português, a Islândia organizou-se na maior parte do tempo em 5-3-2com as duas linhas bem colocadas (média e defensiva), fechando qualquer espaço interior o que obrigava Portugal a explorar os corredores laterais. Neste aspeto, estiveram impecáveis e proporcionaram uma série de dificuldades ao conjunto de Rui Jorge, saindo desta partida com um empate.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hákon Valdimarsson (7)

Logi Róbertsson (6)

Róbert Thorkelsson (7)

Ísak Olafsson (7)

Valgeir Fridriksson (8)

Kristian Hlynsson (6)

Viktor Andrason (7)

Bjarki Bjarkason (6)

Kristall Ingason (6)

Brynjólfur Willumsson (7)

Saevar Magnússon (6)

SUBS UTILIZADOS

Hlynsson (6)

Valgeirsson (-)

Diogo Lagos Reis

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