Última horaVasco da Gama de Pedro Emanuel empata com o Remo na 30.ª jornada do Brasileirão
Publicidade

Um novo paradigma na selecção nacional?

Tiago Serrano · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O futebol jovem em Portugal teve um crescimento notável desta década, e houve vários factores que levaram a este crescimento, desde o investimento feito pela FPF após o Euro 2004, o investimento nas condições para as camadas jovens feito por vários clubes nacionais, à criação das equipas B, etc.

E tocando no assunto das equipas B, algo que com o tempo passaria a ser comum nestas equipas seria a aposta em jogadores ainda com idade de júnior, com o intuito destes começarem a ter contacto com o futebol sénior, e promover-lhes um patamar competitivo superior que os estimulasse enquanto atletas, fazendo com que aprimorassem as suas qualidades.

Assim se começou a verificar no Benfica no caso de atletas como Gonçalo Guedes, Renato Sanches, Diogo Gonçalves, João Carvalho e Rúben Dias, que já eram habituais titulares na equipa B com idade de júnior. O FC Porto B, depois de se sagrar campeão da Segunda Liga, passou a aplicar a mesma política com jogadores como Rui Pedro, Diogo Costa, Diogo Dalot e Diogo Queirós. O Sporting viria a fazer o mesmo com Pedro Silva, e mais recentemente com Tiago Djaló, Miguel Luís e Rafael Leão. E o Sporting Clube de Braga não quis ficar atrás com a aposta em Francisco Trincão.

A aplicação desta prática fez com que os jogadores queimassem etapas e começassem a dar o salto para patamares competitivos mais altos assim que começassem a sobressair, fazendo com que estes pudessem dar continuidade à sua evolução, jogando contra adversários de maior tarimba. Com isso, vão aparecendo cada vez mais futebolistas juniores que estão a um nível acima da maioria dos jogadores da sua idade.

Esta situação tem-se começado a aplicar nas nossas selecções jovens. Começou no mundial de sub-20 no ano passado disputado na Coreia do Sul, onde o seleccionador Emílio Peixe convocou vários atletas com 18 anos, tais como Diogo Costa, Luís Maximiano, Diogo Dalot, Florentino Luís, Gedson Fernandes, Miguel Luís e José Gomes. No final, seríamos eliminados nos quartos-de-final pelo Uruguai, no desempate por grandes penalidades.

Dalot já deu o salto para a Premier League
Fonte: Manchester United FC

Mas esta política está a ficar mais patente neste Europeu de sub-19 deste ano, em que vários dos melhores atletas da geração de 99 ficaram de fica: Diogo Dalot, Diogo Leite, Gedson Fernandes, João Félix, Rafael Leão… Estes são atletas que já trabalharam com as equipas principais dos seus clubes e a maioria deles já são internacionais sub-21. A estes atletas podemos ainda juntar o médio David Tavares que, após ter brilhado na fase final do campeonato de juniores, representou a selecção de sub-20 no Torneio de Toulon e integrou os treinos da equipa principal do Benfica, mas uma grave lesão arredou-o dos dois cenários (Europeu de sub-19 e pré-temporada com a equipa principal).

Ao verificar isto na nossa selecção de sub-19, fica-me na retina a selecção alemã do ano passado, que conquistou a Taça das Confederações com uma equipa repleta de jogadores da selecção de sub-21, e a sagrar-se campeã europeia de sub-21 com uma equipa secundária, que teve ali a sua oportunidade para se mostrar.

Ora, o que esta situação nas camadas jovens da selecção nacional significa? Significa que está a ser dado mais um passo na evolução do futebol jovem em Portugal e, mais importante que isso, é um passo dado no sentido do futebol português vir a ter um maior leque de opções em qualidade e em quantidade. Os nossos jovens precisam de oportunidades para brilhar!

Foto de Capa: Selecções de Portugal

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Tiago Serrano

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
FC Porto

Um golpe de génio no meio da insistência | Marítimo 1-2 FC Porto

O FC Porto venceu, este sábado, o Marítimo, por 1-2, na 8.ª jornada da Primeira Liga, num encontro em que esteve longe de apresentar a sua melhor versão, mas conseguiu transformar uma exibição irregular numa vitória importante.   Depois de uma primeira parte marcada pelas dificuldades na construção e pela chegada à vantagem por parte dos madeirenses, os dragões, que empataram ainda antes do descanso, cresceram após o intervalo, assumiram o controlo e chegaram ao triunfo com um momento de talento individual de Oskar Pietuszewski. Entre a inspiração do jovem polaco, a influência das substituições de Francesco Farioli e os problemas que a equipa voltou a revelar, o resultado acabou por sorrir ao líder, embora o caminho até aos três pontos tenha sido mais complicado do que precisava.

Raul Saraiva · 10 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.