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O Mundial do Qatar 2022 (e o seu apuramento) definiu as críticas, positivas ou negativas, realizadas a cada selecionador responsável pelas seleções participantes. Muitas vezes, as prestações nas competições de alto nível acabam mesmo por ditar a permanência ou a finitude de um selecionador. O último Mundial não fugiu à regra. Tanto durante a competição como após o fim da mesma, já houve imensas alterações nos comandos técnicos de grandes seleções. Apresentamos-lhe as cinco maiores mudanças nos para 2023.
5. Polónia – Fernando Santos
Foi no passado dia 24 de janeiro que Fernando Santos foi anunciado como selecionador da Polónia. É desnecessário fazer apresentações ao engenheiro. Pela seleção portuguesa venceu os únicos dois trofeus da História das quinas: o dramático UEFA EURO 2016 e a UEFA Nations League 2018/2019. O selecionador de 68 anos assume agora o comando da seleção que eliminou nos quartos-de-final do EURO 2016, num desempate por grandes penalidades.
4. Portugal – Roberto Martínez
Foram vários os candidatos anunciados para a vaga deixada em aberto por Fernando Santos no comando da seleção portuguesa. No fim, acabou por ser entregue ao ex-selecionador da Bélgica Roberto Martínez. O treinador espanhol, que conseguiu um terceiro lugar no Campeonato do Mundo 2018, será o terceiro estrangeiro a orientar Portugal, sendo que é o primeiro que não tem português como língua materna. Foi durante a permanência de Roberto Martínez como selecionador belga que os diabos vermelhos conseguiram subir ao primeiro lugar do ranking FIFA, apesar de nunca ter ganho um título com a geração de ouro belga.
3. Países Baixos – Ronald Koeman
Após a passagem pelo FC Barcelona, o antigo campeão europeu Ronald Koeman, regressa ao comando da sua seleção nacional, depois de a ter comandado entre 2018 e 2019. A segunda passagem de Koeman sucede a terceira passagem de Louis Van Gaal, intercalando-se. Depois da meia-final no Campeonato do Mundo 2014, os Países Baixos não têm estado ao nível da famosa laranja mecânica, sendo que a seleção está neste momento a passar um processo de renovação. Um Homem da casa como Koeman, que conhece o futebol neerlandês, é uma escolha justificada para esta renovação.
2. Espanha – De La Fuente
A saída de Luis Enrique do comando espanhol, viu a subida do selecionador sub-21, De La Fuente, à equipa principal dos nuestros hermanos. De La Fuente, enquanto selecionador das camadas jovens, venceu o UEFA EURO 2015 com os sub-19 e o UEFA EURO 2019 com os sub-21 (grande parte destes jogadores estão agora na equipa principal). A jovem seleção espanhola tem inúmeros jogadores que De La Fuente já orientou anos antes, conhecendo em profundidade os atletas. É, provavelmente, a melhor escolha para orientar a jovem geração espanhola.
1. Estados Unidos da América – Anthony Hudson
A fraca prestação no último Mundial viu Gregg Berhalter a ser afastado da seleção norte-americana. Para o seu lugar foi imediatamente o seu assitente, Anthony Hudson, apenas como treinador interino e por tempo indefinido. Hudson já tinha treinado os escalões jovens americanos e, inclusive, ganho uma OFC Nations Cup com a Nova Zelândia, em 2016. Apesar de assumir o cargo como treinador interino o sucesso à frente dos americanos pode garantir-lhe a continuidade.
Artigo da opinião de Emanuel Sebastião.













