Última horaRevolução tática com sucesso: Farioli lança novo sistema e FC Porto supera o Académico de Viseu
Publicidade

5 surpresas que podemos ter na Liga das Nações

Guilherme Vilabril Rodrigues · 5 min

Liga das Nações Dinamarca
Foto: Dinamarca

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Chega ao fim mais uma longa época no que às competições de clubes diz respeito, e para finalizar em beleza não poderia faltar um pouco do futebol de seleções, através da Liga das Nações que, pelo mundo fora, vai dividindo opiniões.

Há quem goste, há quem deseje que os jogos de menor importância sejam “abolidos”, mas a verdade é que as competições têm de ser disputadas e a Liga das Nações é mais uma que veio para ficar no futebol europeu. Tal como os adeptos, também os jogadores vão demonstrando opiniões distintas, equilibrando o apreço e o desprezo que uns e outros têm pela mesma.

Querendo ou não, acabam por ter que jogá-la, e em fim de temporada, para quem está cá fora, nenhuma oposição prevalece a mais um momento de competição. É neste enquadramento que surge o início da terceira edição da Liga das Nações, que contou já com algumas partidas realizadas.

Por não ser esta uma competição que os jogadores querem ganhar a todo o custo, acaba por ser um espaço para que apareçam enormes surpresas, dando asas aos mais humildes países para que se mostrem ao mundo do futebol. É sobre estas seleções que hoje nos debruçamos, com um top cinco das equipas que poderão surpreender nesta competição, conseguindo, no caso da Liga A, vencê-la, ou no caso das ligas inferiores, ascender ao patamar superior.

5. Moldávia

A Liga D acaba por ser a mais pequena das quatro, contando apenas com sete seleções, e por isso aqui dificilmente se pode falar de uma surpresa. São as equipas mais humildes da Europa, onde a qualidade é evidentemente mais reduzida, mas duas delas jogarão, na próxima edição, na Liga C, ao lado de seleções de nível um pouco mais elevado.
Neste enquadramento, a Moldávia parece a seleção que parte em melhor posição para conseguir essa promoção, tendo já conseguido uma vitória sobre o Liechtenstein por duas bolas a zero. Vai disputar com a Letónia esse primeiro lugar, que os levará, muito provavelmente, a uma final contra a Estónia, seleção claramente superior no grupo 2 desta divisão, e que por isso deverá também conseguir uma ascensão à Liga C.

4. Macedónia do Norte

Há, nesta Liga C, equipas mais competentes do que esta seleção da Macedónia, como é o caso da Turquia, que parte com claro favoritismo para a ascensão à Liga B (ainda que num grupo distinto).

Ainda assim, isso não teria nada de surpreendente, e apostamos por isso numa seleção que tem vindo a obter bons resultados e que parece estar a construir uma equipa capaz de competir um pouco mais acima do que tem feito na sua história.

Depois de eliminarem a Itália, o maior feito da história do seu futebol, a Macedónia parte agora com boas perspetivas para esta Liga das Nações, onde já empatou com a Bulgária e terá ainda de defrontar a Geórgia e Gibraltar, nessa luta pela subida de divisão na Liga das Nações.

3. Grécia

A Grécia é uma seleção que, aqui e ali, vai tendo jogadores em bom plano a nível internacional mas que depois, quando se juntam na seleção, acabam por não resultar. Recorde-se que foram campeões europeus em 2004 e que, desde então, nunca mais foram uma seleção de bom nível, competindo sempre num nível inferior das grandes seleções europeias.

Estão na Liga C, e depois dessa fase menos boa que vêm tendo, talvez possam dar um salto para um nível superior, aproveitando o grupo não tão forte que encontram nesta edição. Kosovo, Irlanda do Norte e Chipre são seleções inferiores, e por isso a Grécia tem aqui uma boa oportunidade para conseguir atingir a promoção que os levará a competirem com seleções mais fortes. Seria um primeiro passo importante para voltarem a disputar acessos às grandes competições.

2. Noruega

Estão num grupo complicado, onde também aparecem a Suécia, a Sérvia e a Eslováquia, mas conseguiram já arrecadar três pontos frente à seleção que empurrou Portugal para o play-off de acesso ao Campeonato do Mundo.

Não podiam pedir melhor começo, e face a este belo resultado deverão disputar a subida de divisão com a Suécia, que já esteve na Liga A. Seria uma enorme surpresa se a Noruega conseguisse superar estes dois grandes nomes europeus, mas a verdade é que contam com o contributo de um dos melhores avançados do mundo, que cada vez mais tem ao seu lado uma equipa competente e com muita qualidade. Têm jogadores que atuam em belos clubes europeus, como é o caso de Odegaard, e por isso esta seleção tem tudo para continuar a crescer e dar, nos próximos longos anos, frutos no futebol de seleções.

1. Dinamarca

Depois de uma vitória frente à super França parece mais fácil falar da qualidade desta seleção, mas na realidade a Dinamarca vem conseguindo, desde o Campeonato da Europa, resultados surpreendentes alicercados num futebol de muita qualidade e competência.

Recordo que foram eliminados dessa grande competição pela Inglaterra, ao fim de 120 minutos de futebol, e que desde então perderam apenas um de oito jogos oficiais, esse frente à Escócia, onde já estavam com a qualificação garantida. Parece estar a tornar-se numa das grandes seleções europeias, e apesar da pequeníssima probabilidade, a Dinamarca poderá, mantendo este nível, ser a terceira seleção vencedora desta Liga das Nações.

Guilherme Vilabril Rodrigues

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Enquanto houver estrada para andar Rui Borges vai continuar | Sporting 2-1 Marítimo

Há uma frase do Lampedusa que toda a gente cita mal: é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma. Rui Borges levou-a à letra na terça-feira. Mudou os onze. Não nove, não dez, os onze, do guarda-redes ao ponta de lança, o que é um gesto que um treinador de um grande só faz quando percebeu que já não tem nada a perder por aí. Saíram o Kaique, o Fresneda, o Ba, o Gonçalo Inácio, o Maxi, o Altimira, o Doumbia, o Flávio, o Luis Guilherme, o Irankunda e o Suárez. Entrou uma equipa que ninguém tinha visto jogar junta. E ganhou. Convém lembrar de onde vinha o Sporting, porque sem isso o 2-1 não se percebe. Vinha de duas derrotas consecutivas em casa, com o LASK Linz e com o Académico de Viseu, do primeiro desaire interno da temporada, de nove pontos de atraso para o FC Porto e de lenços brancos nas bancadas no domingo à tarde. Alvalade tinha-se habituado a ver a bola circular muito e a chegar a lado nenhum. Dois jogos seguidos a cruzar por cruzar contra blocos que se fechavam e a sofrer sempre do mesmo modo, com a bola trocada para o lado contrário e um cruzamento rasteiro que ninguém cortou.

Manuel Nascimento · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.