Publicidade

Hirving Lozano: Uma arma à solta pela Rússia

João Fernandes · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O Mundial da Rússia ainda agora começou e já saltam à vista alguns nomes que vão fazer as delícias dos adeptos do desporto-rei num futuro próximo. Um desses nomes é, sem margem para dúvidas, o de Hirving Lozano.

Nascido na Cidade do México a 30 de julho de 1995, Lozano é um dos futebolistas mais promissores a aparecer nos últimos tempos no futebol mexicano. Estreou-se em 2014 pelo Pachuca com apenas 18 anos, num jogo frente ao América, no qual saltou do banco aos 83 minutos para, cinco minutos depois, desbloquear o 0-0 com um grande golo. E de muitos golos tem sido feita a ainda curta carreira do jovem jogador.

Entre 2014 e 2017, o mexicano apontou 43 golos em 149 jogos ao serviço dos tuzos. O auge destas primeiras pisadas pelo mundo do futebol terá acontecido mesmo na conquista da Liga dos Campeões da CONCANAF, em 2016/2017. Numa época em que já tinha o estatuto de grande figura da equipa, o então número 8 do Pachuca foi o melhor marcador da competição, tendo sido eleito o melhor jovem da mesma.

Estas boas exibições no continente americano valeram a Hirving Lozano a chegada à Europa. Após ter sido associado ao Manchester City, e até mesmo ao Benfica e Porto, o craque azteca assinou até 2023 pelo PSV no dia 19 de junho de 2017. A transferência para o clube holandês rondou o valor de oito milhões de euros.

Hirving Lozano é uma das principais estrelas do PSV
Fonte: UEFA

Com 19 golos e 11 assistências na primeira época em Eindhoven, Lozano foi um dos principais intervenientes no caminho traçado até ao tão ambicionado título holandês. O PSV terminou a Eredivisie 2017/2018 no primeiro lugar da tabela, com mais quatro pontos que o Ajax, e em muito o deve ao extremo mexicano.

Conhecido pela sua velocidade com e sem bola, pela finalização “à matador” e pela maneira como consegue acelerar o jogo e mudar o rumo deste, Lozano é internacional pelo México desde 2016 e desde então é uma peça imprescindível nas escolhas de Juan Carlos Osorio. Presença na Copa América de 2016 e na Taça das Confederações de 2017, está agora, em pleno Campeonato do Mundo de 2018, a deixar em definitivo a sua marca.

El ‘Chucky’, como é conhecido no México, levou o país à loucura no passado dia 17, no jogo frente à Alemanha. Contra todas as expectativas, o país de Merkel saiu derrotado por 1-0 da Luzhniki Arena, em Moscovo, com o golo da partida a ser marcado por… ‘Chucky’.

El ‘Chucky’ Lozano marcou o golo da vitória do México frente à Alemanha.
Fonte: Federación Mexicana de Fútbol Asociación

Aos 35 minutos, a promessa do PSV tirou Kimmich da frente, para fuzilar as redes de Manuel Neuer; um dos golos mais importantes da história da seleção tricolor, e que quebrou uma série de oito jogos dos alemães sem perderem no jogo inaugural.

Numa fase tão prematura do Mundial, resta-nos apenas estar atentos aos próximos jogos deste extremo virtuoso. Um pé direito que já causou estragos em Pachuca e Eindhoven, e que de momento aterroriza o solo russo, certamente que não terá problemas em pisar palcos ainda maiores.

Foto de Capa: Federación Mexicana de Fútbol Asociación

João Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.