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Holanda 2-3 Alemanha: Onze contra onze e no fim ganham os alemães

João Fernandes · 3 min

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Três anos após a morte de Johan Cruyff, jogou-se em Amesterdão, na Arena com o nome do mítico futebolista holandês, um daqueles desafios que ninguém quer perder: o Holanda-Alemanha era o cabeça de cartaz desta jornada de apuramento para o Euro 2020. E foi totalmente ao encontro das expetativas depositas neste, num jogo que acabou com a vitória por 3-2 de uma seleção alemã renovada sobre uma seleção holandesa cada vez mais madura.

Os alemães entraram fortes na partida, com movimentações ofensivas de muita qualidade, e, logo aos dois minutos, chegaram com algum perigo à baliza da seleção holandesa: Gnabry obrigou Cillessen a uma excelente intervenção.

Com uma defesa a três, a beneficiar a subida dos alas e a construção por parte dos pivots, a Mannschaft dominava os vários momentos do jogo e inaugurou o marcador aos 15 minutos: Schulz progrediu bem pelo flanco esquerdo, encontrou Sané na área holandesa e o craque do Manchester City FC fuzilou as redes de Cilessen.

Perto da meia hora de jogo, os únicos trintões em campo, Babel e Neuer, estiveram por duas vezes frente a frente: aos 25 e 27 minutos, o holandês de 32 anos teve nos pés o golo, mas o guardião do Bayern de Munique (da mesma idade) não deixou a bola entrar.

A dez minutos do intervalo, a Alemanha aumentou a vantagem para 2-0: num momento de inspiração individual, Gnabry trocou as voltas à defesa laranja e atirou colocado ao ângulo, sem hipóteses de defesa para Cillessen.

Gnabry apontou o segundo golo da partida, através de um remate de belo efeito
Fonte: Die Mannschaft

No começo do segundo tempo, aos 48 minutos, a Holanda fez o 2-1: Depay fez um cruzamento milimétrico e de Ligt cabeceou para dentro da baliza de Neuer. O central de 19 anos redimia-se assim do erro cometido no golo de Sané.

Após uns primeiros 45 minutos de maior controlo alemão, a “Laranja Mecânica” finalmente exibia o seu melhor futebol e chegou ao empate, com Depay novamente em destaque: 63 minutos jogados na Arena de Amesterdão, confusão na área alemã e o avançado do Lyon a rematar rasteiro para o 2-2. Depay é cada vez mais a referência atacante da seleção holandesa e já conta com três golos e três assistências em dois jogos da qualificação.

No último minuto do tempo regulamentar, a Alemanha mostrou que não quer ser esquecida e que será sempre um adversário a temer e fez o terceiro no encontro: o recém-entrado Reus descobriu Schulz e o jogador do Hoffenheim garantiu a vitória dos alemães.

A fase de qualificação para o Campeonato Europeu ainda agora começou e a imprevisibilidade no grupo C já é muita: a Irlanda do Norte venceu a Estónia e a Bielorrússia e já soma 6 pontos, enquanto a Holanda e a Alemanha (com menos um jogo) contabilizam 3 pontos.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Holanda: Cillessen, Dumfries, de Ligt, van Dijk, Blind; de Roon (Luuk de Jong, 90+1’), Frenkie de Jong, Wijnaldum; Promes, Babel (Bergwijn, 46’), Depay.

Alemanha: Neuer, Süle, Ginter, Rüdiger; Kehrer, Kroos, Goretzka (Gündoğan, 70’), Kimmich, Schulz; Gnabry (Reus, 88’), Sané.

A FIGURA

Fonte: UEFA

Seleção alemã- Quem disse que estava acabada? A Mannschaft é sempre um adversário terrível e mesmo numa fase de mudança (com a saída de elementos como Müller, Hummels e Boateng) continua a ter o discernimento necessário para ser a melhor equipa em campo. A surpresa tática levada a cabo por Joachim Löw, que optou por uma defesa de três centrais, foi uma aposta ganha e que deve ser para manter.

O FORA DE JOGO

Fonte: KNVB

Ryan Babel- O “menos bom” num grande jogo de futebol. No primeiro tempo teve nos pés as duas melhores oportunidades de golo holandesas até então, mas não foi capaz de ultrapassar a parede que é Manuel Neuer. Foi substituído por Bergwijn ao intervalo, uma opção de Ronald Koeman que se pode justificar pela maior velocidade que o jovem do PSV Eindhoven imprime em campo.

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

João Fernandes

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