Brasil 1–2 Sérvia (a.p.) – Sérvios de ouro

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Hoje escreveu-se mais um capítulo da história do futebol sérvio. Protagonizou-o um bando de jovens notáveis com a sua entrega, dedicação e mostras de inegável talento. A Sérvia sagrou-se campeã mundial de sub-20, depois de bater o Brasil, por 2-1, após prolongamento.

Finais são sempre jogos em que as equipas entram com doses extras de contenção e pragmatismo, e a partida de hoje não foi excepção. O Brasil entrou melhor no jogo, assumindo a posse de bola e procurando provar em campo o seu favoritismo. Na primeira parte, as melhores oportunidades de golo foram dos canarinhos, e percebeu-se que a Sérvia estava preparada para esperar pelos brasileiros no seu meio-campo a aproveitar os contra-ataques para criar perigo. Esta foi a toada durante praticamente todo o jogo: o Brasil a tentar mexer com o jogo, a Sérvia concentrada e eficaz nos momentos certos.

É verdade que pareceu quase sempre que o Brasil estava por cima do jogo e mais perto do título mundial, mas também é certo dizer que a Sérvia mostrou sempre uma grande maturidade em campo, que manteve a equipa tranquila e dentro do jogo, durante os 120 minutos. Mesmo com o controlo canarinho, a selecção sérvia conseguiu aguentar as investidas perigosas do poderoso ataque brasileiro e, através da qualidade de jogadores como Zikvovic ou Mandic, colocar em apuros a defesa adversária.

Depois de uma primeira parte mais táctica e fechada, as equipas entraram mais determinadas a marcar no segundo tempo e as oportunidades de golo multiplicaram-se. Aqui, Jean e Rajkovic, os guarda-redes das equipas, estiveram em grande plano e evitaram os golos até ao minuto 70, altura em que Sérvia se adiantou no marcador. Mandic foi o autor do golo.

A tristeza brasileira Fonte: Facebook do Mundial de sub-20
A tristeza brasileira
Fonte: Facebook do Mundial de sub-20

O Brasil não acusou a desvantagem e, instantes depois, restabeleceu a igualdade por intermédio do médio do Manchester United Andreas Pereira. Depois de driblar vários adversários, o jovem médio não deu hipóteses ao guardião sérvio e assinou um grande golo, digno de uma grande final.

Com o empate no marcador e a partida a chegar ao fim, Brasil e Sérvia mostraram que queriam resolver a final nos 90 minutos, mas não conseguiram aproveitar as oportunidades criadas e o jogo foi mesmo para prolongamento.

Na etapa complementar, os nervos e o cansaço começaram a apoderar-se dos jovens jogadores, e o jogo ficou mais aberto e emocional. Ainda assim, o equilíbrio de forças entre americanos e europeus manteve-se até que Maksimovic chutou a bola dourada directamente para a história do futebol sérvio. Aos 118 minutos de jogo, o jovem sérvio marcou o golo que deu o primeiro título mundial de futebol à selecção sérvia, enquanto nação independente.

Figura:

Sérvia – Ambas as equipas, com tácticas e argumentos diferentes, fizeram tudo para levantar o troféu, mas a Sérvia foi mais eficaz e conquistou o título com justiça. A maturidade e organização da equipa combinaram na perfeição com os rasgos de talento de Zivkovic e a segurança de Rajkovic e companhia, e a máquina sérvia funcionou na perfeição.

Fora-de-jogo:

Ineficácia do Brasil – É certo que na baliza sérvia estava um dos guarda-redes com melhor futuro do futebol mundial, mas os avançados brasileiros desperdiçaram demasiadas ocasiões de golo para uma final. A ineficácia canarinha retirou-lhes a possibilidade de conquistar o 6.º título mundial sub-20.

João Pedro Óca
João Pedro Ócahttp://www.bolanarede.pt
O João Pedro Óca é um alentejano a fazer o gosta mais em Lisboa: jornalismo, sobretudo desportivo, na TVI e na CNN Portugal. Além disso, ainda dá uma perninha como narrador na Eleven.

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