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O Dicionário de Fernando Santos: Bernardo Silva

Pedro Paupério · 2 min

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Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a “equipa das quinas”.

Bernardo Silva: Talento.

A palavra parece tão evidente e autoexplicativa que quase podia carecer de justificações. Bernardo Silva está, no que toca à qualidade com a bola, na elite do futebol mundial.

Pela qualidade que apresenta, torna-se desnecessário argumentar a presença de Bernardo no lote dos convocados: um jogador desta qualidade tem sempre espaço no elenco.

Assim, Bernardo Silva está dispensado da análise tática, da avaliação dos contextos ou das ideologias do selecionador. Independentemente da estratégia do selecionador, o craque do Manchester City é um dos indiscutíveis da seleção.

Apesar disto, o percurso, até agora, não tem sido fácil. Com problemas de lesões pelo meio (falhou, inclusivamente, o Euro 2016 por questões físicas) e algumas dificuldades de adaptação ao modelo de jogo português, Bernardo tardou em mostrar a sua qualidade ao serviço do conjunto luso.

Recentemente, contudo, o craque tem subido o nível ao serviço de Portugal e, no derradeiro jogo do apuramento, contra a Suíça, demonstrou finalmente toda a sua qualidade de quinas ao peito.

Na Rússia, Bernardo Silva quererá afastar de vez a ideia de que é um jogador exclusivamente de clubes e provar que é o número 2 da seleção. A magia está lá: é só abrir o livro.

 

Foto de Capa: FPF

Pedro Paupério

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João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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