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Portugal 1-1 Islândia: A velha arte do desperdício

Francisco Vaz de Miranda · 2 min

Portugal 1-1 Islândia: A velha arte do desperdício

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Cabeçalho Futebol InternacionalA FIGURA

Fonte: FPF
Fonte: FPF

André Gomes: No meio da mediocridade portuguesa, o médio do Valência foi o único capaz de dar alguma lógica e qualidade ao jogo de Portugal. Começou algo apagado na esquerda mas foi na direita, após troca com João Mário, que começou a sobressair. Trocá-lo por João Moutinho, deixar o jogador do Mónaco no banco e entregar a faixa a Rafa é uma boa ideia para o encontro com a Áustria.

O FORA DE JOGO

Fonte: Goal.com
Fonte: Goal.com

João Moutinho: Péssima exibição daquele que, em tempos, foi o motor da selecção. O jogo de João Moutinho foi, de resto, o espelho da sua época no Principado: apagado e completamente ao lado. Quando substituído por Renato Sanches, logo se percebeu o maior andamento do ex-Benfica que o erro tinha sido em não o ter feito antes de o jogo começar.

PORTUGAL

A entrada de Renato Sanches trouxe algo novo ao meio-campo português Fonte: UEFA
A entrada de Renato Sanches trouxe algo novo ao meio-campo português
Fonte: UEFA

Um jogo que mostrou duas faces desta Selecção. Até ao golo de Nani, aos 32 minutos, o futebol trabalhado, paciente e racional foi uma constante e a equipa tinha bem presente a melhor forma de chegar até à baliza islandesa. Pecou na finalização (jogar sem ponta-de-lança tem destas coisas) e mais tarde pagou por isso. O golo nórdico caiu do céu e apenas se deveu a um momento de desconcentração e passividade de Vieirinha e Pepe? Certo. Mas, com 40 minutos pela frente, Portugal tinha obrigação de ter feito bem mais a partir de então. O jogo de posse para tentar desmontar a forte defesa islandesa deu lugar a um inexplicável número de cruzamentos sem nexo para a grande área, onde apenas Cristiano Ronaldo é capaz de emprestar alguma capacidade de jogo aéreo contra os “armários” islandeses. Aí, a Islândia sentiu-se bem confortável e deixou o jogo arrastar-se nessa toada até final.

Classificação jogadores:

Rui Patrício – 6
Pepe – 6
Ricardo Carvalho – 7
Vieirinha – 5
Raphael Guerreiro – 6
Danilo – 5
João Moutinho – 5
André Gomes – 7
João Mário – 6
Nani – 6
Cristiano Ronaldo – 6
Renato Sanches – 6
Ricardo Quaresma – Sem tempo
Éder – Sem tempo

ISLÂNDIA

Aguerrida e combativa: eis a estreia da Islândia no Europeu Fonte: UEFA
Aguerrida e combativa: eis a estreia da Islândia no Europeu
Fonte: UEFA

Pouco ou nada surpreendeu o jogo da Islândia. Pela primeira vez na fase final de uma grande competição, é certo e sabido que os islandeses não são um prodígio técnico e que fazem do jogo físico e directo (quantas bolas aéreas Sightorsson ganhou a Danilo…?) a sua casa. Até à desconcentração defensiva portuguesa que deu origem ao golo de Bjarnason, a Islândia raramente incomodara Rui Patrício e o sector mais recuado de Portugal. A partir do empate (e quem os pode recriminar?!) a Islândia baixou – ainda mais – as linhas e agradeceu o jogo de chuveirinho da equipa de Fernando Santos, incapaz de perfurar a defesa nórdica com outros argumentos.

Classificação dos jogadores:

Halldorsson – 6
Saevarsson – 6
Sigurdsson – 7
Arnason – 7
Skulason – 6
Gudmundsson – 7
Gunnarsson – 7
Sigurdsson – 7
Bjarnason – 7
Sightorsson – 7
Bodvarsson – 6

 Foto de capa: FPF

Francisco Vaz de Miranda

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