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Portugal 3-0 Hungria: Seleção continua no bom caminho

Diogo Janeiro Oliveira · 4 min

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Cabeçalho Seleção Nacional

Portugal venceu de forma convincente a Hungria por 3-0, em jogo de qualificação para o Mundial’2018, disputado no Estádio da Luz. A seleção nacional não deu hipóteses aos húngaros e materializou a sua superioridade com um golo de André Silva e um bis de Cristiano Ronaldo.

Fernando Santos apostou num quarteto defensivo composto por Cédric Sosares, Pepe, José Fonte e Raphäel Guerreiro à frente do guarda redes Rui Patrício. No meio campo a dupla composta por William Carvalho e André Gomes, com João Mário e Ricardo Quaresma a partirem dos flancos. Já no ataque, André Silva fez companhia à estrela da companhia, Cristiano Ronaldo. O encontro não começou fácil para a equipa das quinas, devido à densa estrutura defensiva magiar. O alemão Bernd Storck, selecionador adversário, colocou uma estrutura com cinco defesas no momento defensivo, com o objetivo de ter sempre superioridade numérica perante o ataque português.

Na primeira meia hora, Portugal apenas ameaçou por duas vezes, com um livre e um cabeceamento de Ronaldo, que saíram ambos transviados. Contudo, a Hungria também não ameaçava a baliza portuguesa. Szalai, o ponta de lança forasteiro, disparou sempre que pôde, mas nunca obrigou Rui Patrício a sujar o equipamento. A seleção lusa tinha de colocar mais dinâmica nos movimentos dentro do último terço do terreno, onde os nossos quatro jogadores mais adiantados (Ronaldo, André Silva, Quaresma e J.Mário) estavam presos dentro do muro húngaro. À entrada para o último quarto de hora, a resistência húngara foi quebrada. Ronaldo pegou na bola fora da área, colocou em Raphäel Guerreiro no flanco esquerdo e o jovem do Borussia Dortmund foi extremamente competente, com um exímio cruzamento rasteiro para o segundo poste, onde André Silva encostou para o primeiro golo da partida. Um lance “dos livros” a dar vantagem à seleção lusa.  Pouco depois, Ronaldo ampliou a vantagem. Após um passe longo de Pepe, André Silva arrastou consigo dois defesas e, com uma excelente receção, deixou em Ronaldo que, de fora da área, disparou de pé esquerdo, sem dar hipóteses de defesa a Gulacsi. Mais uma vez, foi notório o excelente entendimento que está a ser construído entre o craque mundial, Cristiano Ronaldo, e o craque do futuro, André Silva, que apontou neste encontro o seu quinto golo nesta fase de qualificação. A seleção nacional chegou ao intervalo a vencer por 2-0. Complicado é perceber como é que empatámos com eles na fase final do Europeu…

Ronaldo voltou a bisar frente aos húngaros, como havia feito no Europeu Fonte: MLSZ - Magyar Labdarúgó Szövetség
Ronaldo voltou a bisar frente aos húngaros, como havia feito no Europeu
Fonte: MLSZ – Magyar Labdarúgó Szövetség

Na segunda metade, os húngaros voltaram a uma defesa de quatro homens, com a saída de Lang e a entrada de Lovrencsics ao intervalo. Bernd Storck tentava assim ripostar perante a desvantagem. Nada disso se passou. O encontro recomeçou numa toada lenta, com Portugal a gerir a posse de bola, enquanto os húngaros nunca mostraram capacidade para ameaçar. Ronaldo e Quaresma tentavam agitar o ataque luso, com André Gomes e João Mário também a rubricarem boas exibições, principalmente o médio do Barcelona que voltou aos bons jogos com as quinas ao peito. O terceiro tento não demorou muito, com Ronaldo a bisar aos 65 minutos. Após um toque de magia de Quaresma sobre Lovrencsics, o húngaro fez falta perto da quina da grande área, no flanco esquerdo do ataque português. Ronaldo não se fez rogado e bateu mesmo o livre direto à baliza, com sucesso. Aproveitou o espaço aberto por Pepe e André Gomes na barreira e rematou forte, com a bola a bater no poste esquerdo antes de beijar as redes da baliza defendida por Gulácsi. O jogo estava decidido e Fernando Santos substituiu logo André Silva por Bernardo Silva, com o “pequeno mágico” do Mónaco a apoiar Ronaldo no centro do ataque.

Até ao fim, Portugal continuou a controlar as operações, com momentos de magia das nossas principais estrelas, Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo, a salpicar a noite fria no Estádio da Luz. Ainda vimos João Moutinho a entrar para o lugar de João Mário e Pizzi a render André Gomes nos últimos minutos da partida.

Foi muito importante esta vitória, com uma exibição convincente e uma vantagem folgada, que pode ser importante nas contas finais do encontro, em caso de empate na classificação final com a Suíça. O próximo jogo de qualificação da nossa seleção é apenas em junho, na Letónia, em vésperas de Portugal começar a sua histórica participação na Taça das Confederações, a disputar na Rússia.

A FIGURA

Fonte: uefa.com
Fonte: uefa.com

Cristiano Ronaldo – O capitão da seleção nacional voltou a ser o goleador de serviço. Marcou aos 36 minutos, após assistência magistral de André Silva, e voltou a fazer o gosto ao pé aos 65 minutos, num livre direto extremamente bem batido. Pelo meio, o astro madeirense deu espetáculo com a sua qualidade técnica e ainda tentou assistir os colegas para mais golos. No primeiro golo, foi ele que desenhou a jogada que redundou no golo de André Silva. Desestabilizou sempre a defensiva magiar com a sua movimentação e foi, como normal, a principal referência da nossa equipa. Fantástico o capitão Ronaldo!

O FORA DE JOGO

Fonte: MLSZ - Magyar Labdarúgó Szövetség
Fonte: MLSZ – Magyar Labdarúgó Szövetség

Hungria – A seleção magiar deu uma pálida imagem de si própria no Estádio da Luz. Muito pouco acutilante no ataque e frágil na defesa, os húngaros foram presa fácil para a dominadora seleção portuguesa. Salvou-se o guardião Gulácsi, que defendeu o que pôde e se mostrou seguro nas bolas altas. De resto, Szalai travou uma luta inglória perante Pepe e Fonte, e pouco mais. Os húngaros foram demasiado fracos e a pergunta que fica é: como é possível termos empatado contra a Hungria há nove meses, na fase final do Europeu?

Foto de capa: uefa.com

 

Diogo Janeiro Oliveira

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